A Inteligência Emocional é uma competência essencial para qualquer gestor. Segundo pesquisa da Six Seconds, 54% dos fatores de sucesso de uma pessoa são previstos por ela. No pós-pandemia de Covid-19, essa será uma característica ainda mais exigida pelas empresas. 

Quem afirma isso é a professora do curso on-line gratuito da FECAP "Inteligência Emocional da Formação dos Líderes", Daniela Medeiros. De acordo com a especialista, aprimorar essa qualidade ajudaria as pessoas, as quais acabam desenvolvendo doenças mentais como ansiedade, depressão e síndrome do pânico. Seria também benéfico  para as instituições, pois teriam menos gastos com colaboradores em licença por conta das doenças mentais.

"Estamos acostumados em nossa formação a lidar com inteligência intelectual. Saímos prontos da faculdade com as hard skills, mas, no mercado, somos colocados a duelar em um ringue sem preparo emocional para lidar com questões do dia a dia. Você pode aprender as competências técnicas, mas lidar com as emoções é mais difícil, porque estão arraigadas no comportamento e no nosso eu", comenta Daniela.

Contudo, será mesmo possível "aprender a ser gestor"? Para a especialista, a resposta é sim. "Antigamente dizia-se: a liderança era uma característica inata, mas teorias posteriores começaram a dizer o contrário. Pode-se estudar conteúdo, habilidades e a atitude para pôr em prática a habilidade", pontua.

Inteligência emocional

Trata-se de uma característica de dois eixos. No das próprias emoções, existem três pilares: autoconsciência (entender e conhecer os próprios sentimentos), autogestão (lidar com as quatro emoções básicas do ser humano: alegria, medo, tristeza e raiva), e a automotivação (habilidade de realizar e atitude de fazer). Já no eixo das emoções do próximo, há dois pilares: empatia (reconhecer as comoções do outro) e habilidade social (encarar com a sensação dos demais).

O líder ideal

"Um líder emocionalmente inteligente reconhece emoções em si e nos demais. Tem capacidade de identificar o estado emocional do outro, sabendo identificar se aquele colaborador tem algum potencial não aproveitado. É preciso ter olhar de águia para notar se a pessoa está passando por alguma situação no âmbito emocional e, com isso, se conectar ao indivíduo e influenciá-lo positivamente", diz.

Porém, com tantos tipos de gerentes, qual o mais buscado pelas empresas? Segundo Daniela, é o gestor coach, mas isso depende muito de cada corporação e do momento atravessado por ela. "A gestão precisa ter os profissionais certos, no momento adequado. Em épocas de acolhimento, seria ideal um diretor mais ‘paternalista’. Já em momentos tensos, é preciso alguém ‘pulso firme’ para dar rumo aos colaboradores", pontua.

Na escolha pelo "coordenador ideal", a companhia deve ter em mente: é ele quem vai influenciar o time e os resultados esperados. "Será muito reflexo da interação com a equipe. Contudo, o mais importante é a atuação do líder para a condução do grupo. Para o exercício da liderança, o coordenador precisa desenvolver antes as competências em si. A flexibilidade é uma das principais características a serem evoluídas, assim, atuará nas mais diversas situações e cenários com desenvoltura", finaliza.

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