Já se passou o tempo no qual as empresas tinham os conhecidos "chefes". Atualmente, o termo "líder" é o mais utilizado e adequado dentro das organizações. Depois da imposição da quarentena, devido a pandemia, o ambiente corporativo em geral, mudou e a liderança humanitária se fez ainda mais importante e presente.

Enfrentando o cenário atual

O líder se torna responsável por enxergar as situações e não pensar somente nas questões econômicas da empresa. É alguém inspirador pelo exemplo e mostra o caminho a ser seguido. "É necessário saber adaptar a equipe pensando no bem-estar coletivo e conseguir manter a qualidade mesmo com o atuação remota ou outros imprevistos", comenta o assessor da área de projetos da Poli Júnior - empresa júnior de Engenharia da USP, Luan Donadio.

A liderança humanitária se faz muito eficaz independentemente do tipo de negócio. Assim, o olhar de um dirigente para a seu time é essencial e se torna uma peça fundamental para o crescimento. Para se tornar esse tipo de influência, o profissional precisa apresentar em suas atitudes e no diálogo uma maneira efetiva de lidar com o grupo. "Os membros precisam ser vistos como um conjunto e serem motivados e compreendidos. Dessa forma, eles passam a fazer um bom trabalho, entrosados e com um desenvolvimento muito mais eficiente", complementa o assessor.

Segundo Donadio, é possível comparar a importância do humanitarismo, por meio de dados da Poli Júnior. O faturamento de 2019 cresceu em 122% em relação ao ano anterior, quando não havia esse valor como fator fundamental na cultura do empreendimento. Isso comprova a melhora no desempenho de todos os setores da instituição. Bem como, a eficácia da compreensão e do reconhecimento do público interno.

Diante desse cenário delicado, cada passo deve ser pensado. “É um momento no qual o desempenho será julgado pela maneira como uma marca e sua gestão se movimentam e cumprem um propósito maior. Ou seja, como eles atendem aos requisitos e expectativas de seus diversos stakeholders”, explica a psicóloga, especialista em recursos humanos e Gestão de Negócios, Daniela Mindlin Tessler, sócia da Odgers Berndtson Brasil.

Para Daniela, um bom líder deve utilizar os recursos possíveis, encontrando maneiras criativas de apoiar as pessoas e comunidades ao entorno. Em vista disso, ela destacou alguns comportamentos valorosos para esse momento de crise. Veja:

Trabalho em equipe e cooperação - formar um novo time de gestão de crise, às vezes incluindo pessoas de fora da empresa, pode ser decisivo para a valorização da opinião do pessoal interno e externo. Por isso, uma solução a longo prazo requer a contribuição e envolvimento de muitos interessados. Então, é necessário compreender as posições dos outros e as razões para justificá-las, mesmo sob estresse e quando não há consenso.

Calma, coragem e positividade - os responsáveis devem sentir o senso de urgência e permanecerem serenos. Dessa forma, evitar o pânico e ser realista ao fornecer informações. Em especial, ser corajoso o suficiente para tomar decisões as quais acreditam ser as mais adequadas, independentemente de serem as mais populares.

Admitem erros - crises profundas como a do coronavírus, exigem tomada de decisão contínua. Logo, ao assumir riscos calculados irão, sem dúvida, cometer erros em algum ponto. Contudo, uma linha de frente forte está preparada para admitir falhas e criar soluções.

Enxergam a realidade - integridade intelectual é um componente chave no seu DNA. Eles pensam no melhor para a companhia e para a sociedade.

Priorização e equilíbrio de curto e longo prazo - entidades enfrentando um colapso de curto prazo devem, também, se concentrar nos preparativos de longo prazo. Por isso, incentive os funcionários a usar seu tempo para melhorar sistemas, aprimorar habilidades e projetar novos produtos.

Inteligência emocional - em circunstâncias críticas, os indivíduos podem ser tomados pelo medo e ter reações exageradas ou até mesmo inapropriadas. Nesse sentido, é preciso ser empático, acalmar os ânimos e ouvir as pessoas.

Adaptação - frente ao estado VUCA (volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade) a única certeza é a da mudança e rápida. Então, a gestão precisa ser flexível, adaptável e se reinventar constantemente.

Por isso, é crucial as empresas acelerarem seus esforços de transformação digital existentes e capacitar sua liderança. Inclusive, prepará-los para monitorar remotamente com eficácia e alto desempenho. Portanto, “os melhores serão os capazes de modificar a tragédia em um senso de propósito e de contribuição social”, completa a especialista.

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