Um dos grandes desafios atuais para os gestores e líderes dos mais diversos segmentos e tipos de empreendimentos, é saber quais ações tomar a fim de motivar os colaboradores, sejam eles funcionários efetivos, estagiários ou aprendizes. Esse tópico ganha ainda mais relevância para aqueles com o desejo de atingirem a tão sonhada e almejada alta performance. 

O que as pessoas querem?

Dessa maneira, quais tipos de ações podem ser tomadas para garantir um comprometimento maior do quadro de talentos com as atividades da empresa? É possível ter algumas noções entendendo, primeiro, o perfil de cada indivíduo membro das equipes e, a partir daí, desenvolver iniciativas humanizadas e personalizadas para o grupo. 

Para entender como os jovens pensam sobre isso, o Nube fez uma pesquisa e perguntou: “o que é mais necessário uma empresa ter para brilhar seus olhos?”. Com quase 11,7 mil votos, a possibilidade de aprendizagem e desenvolvimento profissional foi o aspecto destacado para 69,3% dos respondentes. 

O caminho para isso é a comunicação assertiva, constante e focada

Outros 15,5% almejam atuar em ambientes capazes de proporcionar satisfação e realização pessoal. Para isso, é essencial verificar o alinhamento de valores de cada um com os da organização contratante. Para Líverton Felipe Oliveira, CEO na WelcomeApp, a cultura deve se manter clara para os times a conhecerem e se identificarem com ela. 

“Como proceder com os novos colaboradores?”, indaga o especialista. Para ele, a utilização  de canais internos de comunicação é o primeiro passo, extremamente importante para passar de forma ampla as visões da marca aos novos membros da staff. “Além disso, hoje, existem plataformas preparadas com exclusividade para informar e ainda ter feedbacks”, comenta. 

Alinhamento de pensamentos

Com esse tipo de solução, fica mais fácil, portanto, acompanhar não só os “pensamentos” da organização, bem como as percepções do próprio grupo sobre diversos aspectos. “Nessas plataformas, tem-se a chance de transformar a gestão de desempenho por meio da cultura”, destaca. 

Em outro estudo do Nube, foi perguntado “o que você espera de uma empresa onde pretende atuar?”. Dos mais de 25,8 mil respondentes, 57,7%, almejam estímulos ao trabalho em equipe, treinamentos constantes, além de um ambiente com diversidade e sem preconceitos. 

No contexto atual, pós-pandemia, os desafios são outros

Em um cenário tão instável, exigindo constante adaptação, é comum questionar a satisfação com o labor. Segundo a psicóloga Silvia Zoffmann, especialista em consultorias de RH da Telavita, mesmo com uma realidade desafiadora, é possível tornar o trabalho mais atraente.

“Normalmente, projetamos no ambiente organizacional a responsabilidade pelo nosso prazer e motivação. Porém, esquecemos de como esses lugares são compostos por humanos e esse é o principal combustível para tornar a ocupação mais atraente: o vínculo pessoal estabelecido com os membros parte da cadeia produtiva, como parceiros, fornecedores, colegas, gestores e clientes”, explica Silvia.

Além de criar e cultivar essas conexões, Silvia elenca outras ações capazes de contribuir para deixar o dia a dia mais atraente ou para o colaborador encontrar sentido em sua carreira. “Ferramentas de autoconhecimento, de orientação e apoio psicológico, oferecidas por muitas organizações, devem ser aproveitadas, pois favorecem bastante o encontro do sentido, em alguns momentos mais em relação à própria remuneração”.

Quem pratica esses pontos

Esses são os pontos mais buscados por Larissa Prado, estudante de psicologia. “Já desisti de processos seletivos por causa da distância das minhas visões com as da marca. Isso não implica em dizer ‘a organização está errada e eu certa’, é só uma questão de compatibilidade, mesmo”, constata. 

Assim, ela preza por estagiar em lugares nos quais conseguirá exercer mais das suas habilidades. “Nós precisamos ter esse tipo de identificação, justamente para poder vestir a camisa do lugar a ser representado por nós, desde o início da carreira, até o fim dela”, compartilha a universitária. 

Fatores desmotivadores

Inegavelmente, todos esses fatores devem ser considerados pela gestão na hora de garantir um nível de felicidade coletivo satisfatório e suficiente para a entrega de novos resultados. Em outro levantamento, o Nube constatou os principais responsáveis por desmotivar as pessoas. 

Com mais de 64,6% dos votos, mentiras, desrespeito e falta de comunicação ganharam destaque. A interação, portanto, deve ser objetiva, clara e direta, para garantir a assertividade em todos os lados e direcionamento preciso para a delegação das atividades executadas. 

Síndrome de Burnout

A insatisfação, de fato, deve ser evitada a todo custo. Até porque, recentemente, a síndrome de Burnout, categorizada pelo desgaste e esgotamento mental, foi catalogada pela Organização Mundial da Saúde - OMS como doença ocupacional, ou seja, relacionada ao trabalho. 

Justamente por conta disso, as lideranças devem entender de maneira mais aprofundada quais fatores é possível promover para garantir um cenário mais favorável para todos. Tal atitude pode refletir tanto nas entregas, quanto até mesmo no público externo. Os clientes, por sua vez, perceberão o aumento no entusiasmo, facilitando a fidelização. 

Interatividade também é um bom caminho

Oliveira complementa sobre a necessidade de diálogo com quem acabou de integrar os grupos internos: “para quem foi admitido há pouco tempo, ter uma plataforma é imprescindível porque os conecta à empresa de uma maneira para compreenderem a forma de trabalho da instituição e, assim, de qual forma devem se sentir inseridos nesse contexto”. 

Sendo assim, manter conteúdos claros e dinâmicos, por meio de quizzes e games,  – maneira como algumas dessas ferramentas trabalham –, por exemplo, pode ajudar nessa trajetória. “Além de trazer mais resultados, faz os novos colaboradores se sentirem mais parte da entidade, logo no começo da experiência”, conclui o CEO

Por último, a psicóloga ainda destaca a importância de cada um ser capaz de reconhecer o histórico de realizações e desenvolvimento, para não depender de desafios e novidades a todo o momento para se sentir atraído pelo que faz. “Além de tudo proporcionado por uma empresa aos trabalhadores, é indispensável eles mesmos saberem levar uma vida com menos expectativas e mais foco nas próprias responsabilidades. Isso ajuda e muito a tornar o expediente mais prazeroso e rentável”, finaliza.

Motivação e produtividade: qual é a relação?

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