Com o avanço da vacinação e a diminuição de restrições, o panorama do “pós-pandemia” fica cada vez mais claro. Os modelos de atuação remota e híbrida ganharam força e mostraram a intenção de ficar. Pensando nesse cenário de forma parcial ou integral, vem sempre a pergunta: como engajar times de estagiários, aprendizes e efetivos remotamente?

Realidade mesclada

De acordo com a Gartner, no final de 2021, pessoas atuando por home office representaram 32% de todos os colaboradores do mundo. Para Gabriel Kessler, CGO do Dialog.ci, esse é um número significativo para mostrar o quão relevante é falar sobre o engajamento fora do padrão tradicional, dentro de um escritório.

André Mendes, estagiário de administração, foi contratado em uma empresa em julho do ano passado e só agora, em fevereiro deste ano, conheceu as salas físicas da instituição. “O retorno será gradativo. No primeiro mês, fomos apenas um dia da semana. Em abril, vamos fazer uma escala de três dias em casa, apenas”, conta. 

Para ele, é uma possibilidade interessante poder conhecer e interagir com os colegas depois de tanto tempo apenas construindo relações de maneira virtual. “É uma vivência diferente, acredito muito nos benefícios dos dois mundos. É preciso bastante diálogo, mas é recompensante”. 

Dessa forma, Kessler destaca algumas orientações para os líderes conseguirem engajar equipes, mesmo diante desses desafios. Veja:

1) Alinhamento é tudo

Esse conselho é válido para qualquer modelo de trabalho, mas ainda mais importante no remoto. “Isso porque o alinhamento entre os membros de um grupo é essencial para todos entenderem quais são suas responsabilidades. Para isso, existem várias opções, como criação de grupos ou o uso de chat interno em rede social corporativa, por exemplo”, destaca o especialista. Com o distanciamento físico, a falta desse ponto pode causar grandes problemas na produtividade e resultados dos colaboradores, afetando assim sua motivação.

2) Defina objetivos

Um fator essencial para aprimorar o engajamento dos indivíduos é falar sobre os objetivos. “Se isso não está claro para o funcionário, fique alerta. As pessoas se baseiam com propósito e escopos. A corporação precisa deixar claro o almejado de cada um. Entra aí a importância de uma boa conversação entre gestores e liderados, bem como entre colegas.

3) Cuidado com a saúde mental

A saúde mental das pessoas foi severamente impactada pela pandemia. “Para trabalhar o engajamento enquanto cuida das staffs, existem várias possibilidades. Como exemplo, incentivar a conexão entre colegas por meio de lives e happy hours on-line”, sugere. Ver a organização mostrar preocupação e agindo ativamente para cuidar desse ponto em seus membros é um grande propulsor no índice de satisfação.

4) Comunicação centralizada

Complementando o ponto anterior, o cuidado em evitar o bombardeio de informações e a fadiga digital por parte da Comunicação Interna (CI) também é uma boa prática. “Centralizar a CI contribui para a diminuição de ruídos e a aproximação entre os pares. Afinal de contas, como ficar engajado se você se sente no escuro ou que a mensagem não chega até você?”, pondera Kessler.

5) Cultura e clima organizacionais

O RH e a CI devem se unir para manter a cultura do empreendimento – formada por seus valores, missão e visão – viva e presente, seja dentro do escritório ou fora. Para isso, a comunicação deve mostrar na prática como esse campo faz parte do dia a dia do colaborador. “Assim, haverá sempre a identificação do profissional com as crenças da marca. Quando isso acontece, o engajamento é consequência natural”.

Por fim, o CGO destaca como esse último item impacta grandemente no nível de comprometimento em vestir a camisa. Assim, é preciso cuidar para ter um clima sempre positivo e benéfico para os membros. "Isso resulta em profissionais mais felizes e produtivos”, conclui. 

Incentivos diferenciados para motivar colaboradores

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