Toda estratégia ou veículo de investimento possui um determinado nível de risco. Esse, por sua vez, pode variar de acordo com as mudanças, seja com a chegada das novas regulamentações de órgãos fiscalizadores ou mesmo durante as crises sanitárias como a vivida atualmente. Até mesmo quem é estagiário ou jovem aprendiz pode - e deve - aprender a lidar com isso para ter uma trajetória assertiva. 

Segundo Luan Fino, risk manager da BRITech, esse cenário de instabilidade reforça a importância dos gestores de investimento na avaliação de perigos, pois eles são responsáveis por visar a entrega dos resultados esperados pelos clientes. Assim, com a  gerência dessas possíveis ameaças é possível garantir maior equilíbrio dos negócios e evitar grandes perdas devido à volatilidade do mercado. Ou seja, é uma forma de mitigar as probabilidades de erro. 

Esse tipo de abordagem também serve para a construção da carreira. Por exemplo, Laís Mendes, estudante de pedagogia, começou sua jornada no ensino superior em química. “Foi arriscado mudar, mas a partir de quando parei de me identificar com uma área e criar vínculos com a outra, não tinha como fugir”, conta.

Entendendo como o aprimoramento desse processo pode trazer resultados diferenciados responsáveis por impactar de forma positiva a rotina operacional, o especialista elencou alguns passos capazes de ajudar: 

Passo-a-passo-para-a-gestão-de-riscos

  • Aponte as prioridades

 

No momento de registrar as prioridades, uma pergunta deve ser feita: quais riscos estão aptos a serem assumidos no momento e quais devem ser descartados? Existem inúmeros e é preciso ficar de olho neles:

  • Sistêmicos ou de mercado - trazem alterações nos preços e variações de indicadores econômicos, como as taxas de juros e moedas estrangeiras;
  • Específicos - são as particularidades de cada tipo de investimento, podendo variar de acordo com o segmento e saúde de uma determinada companhia;
  • De crédito - empresas quando apresentam desconfiança do mercado por não honrarem com os compromissos financeiros, ou por terem praticado alguma ação ilícita e mesmo as decretando falência, apontam grande risco de crédito;
  • De liquidez - determina a probabilidade de se resgatar uma aplicação - quanto maior a chance, mais alta se mostra a liquidez. 
  • Seja estratégico

 

As táticas favorecem a compreensão das possíveis variações, além de apontar e minimizar quais aspectos podem dar errado. Entre diversas metodologias, existe a Value-at-Risk (VaR), a qual estima a perda máxima possível em um determinado horizonte de tempo. Além disso, o estrategista pode se valer da análise de cenários extremos (Stress Test), na qual são realizados cálculos de perdas decorrentes de crises. 

  • Fique de olho no mercado

 

Acompanhar a bolsa de valores, como andam as ações e fundos é determinante para identificar percentuais de valorização ou desvalorização de investimentos. Também é crucial haver o acompanhamento do histórico de compra e venda de ações das empresas de seu portfólio e aquelas em alta no mercado.

  • Tome decisões mais assertivas 

 

Estar informado pode ser peça-chave para se destacar, pois assim fica mais fácil saber quando e quais decisões tomar. Aqui, ter um planejamento claro e contar com a ajuda de uma empresa especializada pode ser um diferencial.  

  • Nunca deixe de fazer análises

 

É fundamental conhecer o perfil do investidor. Existem inúmeras nomenclaturas, mas o vital é saber seus desejos e ter uma definição mais personalizada possível. Depois, é preciso montar a carteira ideal e promover uma análise baseada em aplicações e retorno de acordo com cada ativo.

Essa tática favorece a administração a partir de práticas preventivas e prescritivas para permitir controle total. “Com o crescimento do negócio, é fundamental fazer a gestão de fundos de forma cada vez mais cautelosa. Contudo, para isso acontecer, é necessário otimizar processos para despender menor tempo e energia nessas ações”, comenta Fino.

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