A pandemia teve como um dos reflexos no campo econômico o aumento da informalidade dos brasileiros, levando muitos a querer abrir o próprio negócio. Contudo, isso é uma decisão de grande responsabilidade, sendo necessários diversos processos, os quais necessitam de atenção, principalmente, nos detalhes mais técnicos. 

Alguns pontos de destaque são a elaboração do contrato social, a escolha do tipo de tributação da empresa, o imóvel, obtenção de alvará. Veja outros pontos selecionados pelo diretor executivo da Confirp Contabilidade, Richard Domingos, para  se considerar antes de empreender. 

  • Planejamento do negócio 

 

O grande problema na maioria dos CNPJs abertos é a impulsividade. “Em função disso não há um plano estabelecido, público-alvo e estrutura necessária. Assim, antes de qualquer coisa, é necessário sentar e ver as pretensões e como se objetiva atingi-las”, explica o especialista. Domingos destaca como, muitas vezes após essa primeira análise, se percebe a necessidade de uma capacitação e, hoje, existem muitos cursos para empreendedores, muitos desses gratuitos. “Também é importante pesquisar como está o mercado no qual se procura atuar, para ver em qual nicho de público se encaixará”.

  • Cálculo de custos para começar a funcionar

 

É preciso ter em mente como, para fazer o projeto funcionar, haverá custos além dos conhecidos no dia a dia de uma organização com infraestrutura e pessoal. “Dentre esses, os principais são as taxas da junta comercial e da emissão do alvará, além de outras variando de acordo com a localidade e o ramo de atuação. Buscando facilitar esse processo, existem especialistas em resolver a burocracia”.

  • Elaboração do contrato social

 

Para toda companhia funcionar é imprescindível elaborar um contrato social. “Nesse documento estão relacionados os pontos práticos do funcionamento do negócio. Pontos primordiais englobando informações como nome, endereço e atividade, capital (valor ou bens investidos), a relação entre os sócios e como se dá a divisão dos lucros”.

  • Opção pelo regime tributário que a empresa seguirá

 

Atualmente, são basicamente três os regimes de tributação existentes: Simples Nacional, Presumido ou Real. “A opção a ser utilizada deve ser selecionada até o início do próximo ano, mas, as análises precisam ser feitas com antecedência para se ter certeza da decisão, diminuindo as chances de erros”.

  • Definição da estrutura física 

 

Além de definir o local onde será o seu ambiente físico, é necessário também adquirir toda uma estrutura para o seu funcionamento. “Isso dependerá de cada ramo de atuação, podendo ir desde maquinário até material de escritório”, orienta.

  • Obtenção de registros e licenças

 

Hoje, segundo o especialista, a burocracia diminuiu, mas ainda se tem dificuldade. Contudo, é fundamental para as corporações possuírem os registros e licenças necessários para o funcionamento, caso contrário, isso se configura em um risco jurídico. “Entre os documentos estão o habite-se do imóvel e as regras de ocupação de solo, alvará de funcionamento, pagamento de taxas de funcionamento, dentre outras”.

  • Contratação de uma contabilidade 

 

Todo negócio necessita de uma contabilidade para funcionar. “Ela será responsável por gerar as informações imprescindíveis para estar em dia com os órgãos públicos. Também são incumbidas de realizar o cálculo de impostos a serem pagos, bem como análise da situação financeira e geração de informações imprescindíveis para a gestão”. 

  • Processo de contratação de profissionais

 

Vai precisar de colaboradores? Se sim é essencial abrir oportunidades e posições a serem ocupadas. “Após a seleção, é crucial elaborar o contrato de trabalho, definir salários e benefícios, além de ver qual o melhor regime e regularizá-lo junto ao INSS”.

Uma excelente dica é contar com o auxílio de estagiários. Afinal, a admissão é facilitada e a companhia tem diversos incentivos. Saiba mais aqui. Para quem estuda e está atrás de desenvolvimento profissional, essa vivência é um grande diferencial. Para Lucas Lima, estudante de contabilidade, unir o conteúdo aplicado em sala de aula com a prática empresarial é uma excelente maneira de evoluir. “É um momento único para mim poder tirar os conhecimentos do papel e ver como a realidade é diferente”, conta. 

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