Sem dúvida nenhuma, o ano de 2020 foi de muito aprendizado para gestores e equipes. Enfrentar uma pandemia e, ao mesmo tempo, ter de se adaptar ao home office de forma tão rápida não foi um desafio fácil. Isso se torna ainda mais complicado quando a empresa está em crescimento e contratando novos funcionários, os quais não vivenciaram o dia a dia com seus colegas, in loco.

É possível fazer uma gestão assertiva, mesmo a distância

De acordo com Alex Frachetta, CEO da Apto, para muitos líderes pode parecer delicado manter um time envolvido com as atividades profissionais diariamente. “Porém, pela minha experiência, posso afirmar: é possível deixar o distanciamento não atrapalhar a comunicação profissional e, principalmente, a pessoal”, comenta.

Estimular os colaboradores é essencial

Entretanto, como podemos estimular os colaboradores, antigos ou novos, a permanecerem engajados com a cultura corporativa? “Um dos pontos principais nesse momento é nos aproximarmos uns dos outros. No trabalho presencial, os pequenos feedbacks do dia a dia, precisam acontecer de forma virtual, em uma sala de reunião on-line”, orienta.

Para o gestor, existe o receio da mensagem não ser bem compreendida e, muitas vezes, pode desestimular o funcionário. “Para isso não acontecer, é importante manter o contato com o time, de forma leve e agradável”, continua o CEO.

Pedro Pontes, aluno de economia na Facamp - Faculdade de Campinas, acredita ser vital ter, junto com seus colegas, um gestor preocupado com suas ideias e vontades. “Só pelo fato de ter um supervisor me ouvindo, já vale a experiência, mesmo se uma sugestão de melhoria dada por mim não seja implementada”, comenta.

De acordo com o também estagiário, esse tipo de estratégia ajuda a estabelecer uma conexão genuína entre os princípios da entidade com os individuais de cada um “A vontade de se adequar aos valores é maior quando você percebe esse cuidado vindo da contratante”, compartilha.

Mesmo a distância, é preciso manter a cultura ativa

Mesmo atuando remotamente, promover a cultura e os valores da companhia se faz necessário. “No entanto, sabemos como é difícil manter essa visão viva, de forma 100% digital. Então, o diálogo é cada vez mais importante. Para liderar uma staff, é fundamental se conectar aos aspectos individuais também”, sugere o especialista.

De acordo com ele, é preciso conhecer cada membro do grupo, mesmo pela tela do computador. “Por exemplo, criamos uma intranet na qual as pessoas podem se apresentar, contando hobbies, comidas favoritas, tipos de música de seu gosto. Começa por aí e depois os relacionamentos vão evoluindo a partir das afinidades”, diz.

Ferramentas para unir e gerenciar

Contudo, essas ações são suficientes para manter um setor engajado aos valores da organização? “É indiscutível ter ferramentas para trazer os funcionários para perto e são esses mesmos instrumentos os responsáveis por auxiliar com a administração de pessoas”, constata o CEO.

Dessa maneira, não basta estar presente para orientar e acompanhar seu time, é preciso participar e conhecer hábitos, gostos e ouvir os diferentes pensamentos e vivências de cada um. “As videochamadas, por exemplo, têm sido uma grande aliada para todos conseguirem interagir com diferentes setores da entidade, além de colaborar bastante para a sinergia entre eles e a integração nos trabalhos”.

E os recém-contratados?

É possível conectar os novos talentos a uma staff já integrada? “Pela minha experiência, sim. Já vi colaboradores os quais não tiveram contato com a cultura da startup de forma presencial, mas pegaram o ritmo diário e a forma de dialogar com o coletivo em tempo recorde. Para estimular isso, os admitidos recentemente podem passar um dia inteiro em onboarding para conhecer os squads e os colegas, por exemplo”, diz.

Outro ponto a ser levado em conta é a capacidade de todos atuarem remotamente de maneira definitiva. Nicholas Bloom, economista de Stanford, publicou um novo estudo sobre o universo dos negócios americano, analisando o impacto da modalidade a distância diante da pandemia.

Questionados se desejam manter as entregas feitas de casa no pós-covid, 20,3% indicam um retorno negativo a essa possibilidade. Outros 19% disseram “raramente”, 8,2% “uma vez por semana", 22,8% de duas a três vezes e 24,2% cinco dias por semana. “Essa pesquisa reflete a necessidade de contato humano para a maior parte dos trabalhadores”, conclui.

Portanto, avaliar as melhores estratégias para o futuro é essencial. Home office para sempre?

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