Conforme pesquisa realizada pela Cushman & Wakefield, quase 74% das empresas pretendem instituir o home office definitivamente após a pandemia. Contudo,nem todas as pessoas se adaptam à modalidade. Então, é preciso ficar atento a isso. Entenda melhor o assunto!

O mercado se adaptou bem à operação remota

Nesse sentido, a Xerpa anunciou a liberdade de escolha de todos os seus funcionários para trabalhar a distância, mesmo após o fim da quarentena. O empreendimento está funcionando remotamente, desde março em função do isolamento social e tem tido uma experiência surpreendente nesse período.

Segundo uma pesquisa recente feita internamente, 94% dos colaboradores sentem a sua produtividade igual ou melhor no home based. Da mesma forma, 77% desejam continuar nesse regime quando a pandemia acabar.

Então, com base nesses resultados e na experiência, a companhia deu aos seus cooperadores a possibilidade de escolha entre três planos de trabalho. Em dois deles, o funcionário atuará todos os dias remotamente, onde quiser, ou a semana toda no escritório, como já era feito. Já a terceira alternativa é um meio termo, no qual pode-se optar por ficar de duas a três vezes por semana no estabelecimento e o restante no domicílio.

Para o COO (Chief Operating Officer) da Xerpa, John Delaney, muitas companhias seguirão no futuro pós-pandemia com equipes fisicamente distribuídas e em um modelo mais flexível. “Como a maioria das organizações, nós antes pensávamos ser necessário um time presente para ter sucesso, mas a realidade é outra. O estilo distribuído é tão eficiente quanto (ou mais), principalmente considerando o potencial ambiental, social e os benefícios pessoais. Então, sentimos uma obrigação de nos mover nessa direção”, explica o executivo.

Contudo, é preciso ter em mente os desafios da operação remota, pois é uma opção muito individual. “Por isso, queremos oferecer autonomia para o nosso staff, para a escolha mais adequada à rotina deles. Parte disso é deixar claro, desde já, a nova política permanente da instituição, para nossos contratados se planejarem melhor. Assim, estaremos em constante aprendizado sempre, abertos a sugestões e ajustes”, finaliza Delaney.

Um home office definitivo pede por um uma nova cultura organizacional

Outro estudo, esse realizado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade São Paulo (FEA-USP), em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA), mostrou o desejo de 70% dos participantes em permanecer em casa mesmo quando tudo voltar à normalidade.

Em vista disso, temos a frente um entrave, inclusive, apresentado nesse mesmo levantamento: cerca de 20% dos entrevistados afirmaram não estar satisfeitos com a atuação da chefia. Ou seja, é preciso investir em mais treinamentos para desenvolver a cultura de UX (user experience) e colaboração com as melhores práticas de inovação. Logo, a humanização do relacionamento entre o público interno e os líderes.

De acordo com a fundadora e CEO da DUXcoworkers, Melina Alves, o futuro laboral já não cabe nas baias, não se importa com ostensivos escritórios e tem se tornado criativamente claustrofóbico. “A tecnologia digital redimensionou as relações quando abriu possibilidades como o teletrabalho e, para esse ecossistema se manter consistente, ele deve ser permeável às mudanças”, analisa.

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