Para o treinamento corporativo levar a uma mudança de comportamento do colaborador é preciso ir além do conteúdo ensinado. Atentar-se à motivação e ao contexto também são essenciais para engajá-los. O curso on-line, quando bem estruturado, pode atender a todos esses requisitos e trazer resultados favoráveis para a empresa.

Não basta apenas passar o conteúdo

Richard Vasconcelos, CEO da LEO Learning Brasil, é quem defende essa visão. “Na educação digital não basta apenas entregar o conteúdo ao aluno e esperar ele consumir e absorver tudo por meio de uma sugestão de leitura ou um power point bem estruturado. É preciso atrair sua atenção e, para isso, contamos com ferramentas essenciais de serem incorporadas à pauta”, defende.

Como manter a atenção de quem participa?

Um dos fortes indicadores da instrução organizacional vem da mudança de comportamento de quem realizou determinado treinamento. “Na modalidade remota, metodologia crescente entre as companhias, principalmente depois das medidas de distanciamento social, há o duplo desafio de manter a presença física e cognitiva do indivíduo do outro lado. Para isso é essencial trabalhar algumas técnicas”, continua o especialista.

Beatriz Farias, estudante de RH em São José dos Campos tem como objetivo atuar na área de treinamento e conta como o estágio remoto tem ajudado a entender melhor os desafios para o setor. “No modelo presencial, até então tradicional, era mais fácil se envolver em dinâmicas, atividades e lições sem muitos esforços. Por estar sozinha, atrás de uma tela, essa questão se torna um obstáculo a ser vencido. Tenho de ser capaz de me envolver e a pandemia está me ensinando, na prática, os melhores jeitos de fazer isso”, compartilha.

Modelo de aprendizagem eficiente

O modelo de aprendizagem Illeris destaca três principais pilares para atrair e manter a atenção do aluno: conteúdo, motivação e contexto. “O primeiro é o assunto a ser abordado. É possível utilizar vários formatos de microlearning complementares uns aos outros, capazes de provocar estímulos variados para atender a todos os estilos de aprendizagem, como fotonovela, podcasts, videoaulas, animações e outros. Juntas, essas soluções contemplam diversos tipos de retenção de conhecimento com opções de leitura, recursos visuais, auditivos e interativos”, explica Vasconcelos.

Motivação é imprescindível

O segundo pilar citado deve ser trabalhado a fim de explicar a relevância da jornada: “aqui, a dica é contextualizá-lo sobre a importância do assunto e mostrar como isso vai abrir caminhos, tanto no seu dia a dia do trabalho, quanto na vida profissional como um todo”, diz o CEO.

Assuntos contemporâneos relacionados à carreira podem ajudar

Por isso, é imprescindível abordar temas atuais como protagonismo, transformação digital, mindset, lifelong learning, dentre outros assuntos para ajudá-lo a se adaptar em um mundo de constante transformação. “Vale reforçar a importância de se manter relevante para o mercado por meio da evolução contínua. Em complemento a isso, é preciso aprimorar a motivação extrínseca, com elementos externos. Isso pode ser feito por meio de bonificações, prêmios, reconhecimento por pontuação e o acesso a outros projetos complementares ao tópico para dar uma sensação de continuidade”, complementa.

Além desses recursos, é preciso adicionar um contexto para trazer significado à capacitação e evitar desistências. “Para tanto, é vital entender a realidade do aluno e a forma com a qual ele vai desenvolver a jornada. Uma pesquisa da Deloitte chamada “The Modern Learning” mostrou como somos interrompidos a cada cinco minutos por e-mails, WhatsApp ou ferramentas colaborativas e isso nos leva a desbloquear o celular cerca de noves vezes por hora. Com todas essas interferências, resta 1% da semana disponível para as especializações, uma média de 24 minutos a cada sete dias”, destaca o especialista.

Os recursos cibernéticos têm o potencial de equilibrar esse pilar porque permitem a personalização do conteúdo de acordo com o tempo disponível do sujeito. “Portanto, é indicado exibir vídeos com, no máximo, 4 minutos, tornando possível conciliar a rotina com a capacitação, sem criar o acúmulo de demandas”.

Metodologias o engajamento no ensino à distância

Um conceito muito utilizado em liderança e gestão de mudança é chamado de “três Hs”: Head, Heart e Hands. “O primeiro, traduzido como cabeça, é o conhecimento lógico. Mostrar ao colaborador o esperado com determinado assunto, as regras ou procedimentos e detalhamento técnico. Já o segundo, coração, é a sabedoria emocional responsável por definir a satisfação. Para isso, é preciso trabalhar questões como o propósito daquele assunto. O momento da ação vem com o último (mãos), pois se refere à parte prática. Aqui, é a hora da ação, quando é ensinado como fazer, indicando os processos e técnicas para aplicar determinado ponto na rotina”, comenta o CEO da LEO Learning Brasil.

Treinamento corporativo: o que os colaboradores esperam?

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