A pandemia trouxe diversos desafios para pessoas, governos e empresas. Afinal, foi uma mudança brusca e quase repentina na realidade rotineira. Entretanto, no contexto corporativo, a lamentação não é a melhor estratégia para a retomada: o impacto pode até ter sido negativo, mas é importante valorizar o aprendizado e seguir com a cabeça erguida.

De acordo com Alexandre Pierro, sócio-fundador da Palas, seu papel como consultor é sempre transformar adversidades em lições aprendidas e, até mesmo, em oportunidades. “Sendo assim, não poderia deixar de listar alguns impactos positivos da quarentena para os empresários brasileiros”, comenta.

- Otimização de processos
                                                                                  
Quando as coisas saem dos eixos, é inevitável para as corporações analisarem mais de perto os seus procedimentos. “Como a crença é ‘em time ganhando não se mexe’, os gestores tendem a simplesmente não dar a atenção necessária aos processos quando tudo vai bem. Entretanto, ao menor sinal de perigo, isso muda. Na crise, os empreendedores buscam por operações mais enxutas e focados na eficiência. O desafio é manter isso depois, em períodos de bonança”, alerta.

- Melhoria de recursos
                                                                                 
Aqui está a incrível arte de fazer mais com menos. “Com dinheiro reduzido, as companhias precisam utilizar seus recursos de forma mais inteligente. Isso não quer dizer simplesmente colocar um colaborador para realizar as tarefas de três sem nenhuma mudança de metodologia. Otimizar recursos significa eliminar possíveis desperdícios e extrair o potencial máximo de algo subutilizado, como uma máquina ou mesmo pessoas em atribuições aquém de suas potencialidades”, expõe.

Para João Almeida, psicólogo organizacional, esse tipo de atitude faz total diferença para uma corporação ter um posicionamento assertivo em momentos de instabilidade. “O gestor precisa de perspicácia para superar os obstáculos impostos nesse período e é crucial rever os sistemas e otimizar o possível”, alerta.

- Saúde e segurança ocupacional

A pandemia também evidenciou muito fortemente a necessidade de boas práticas em saúde e segurança. “Com o alto risco de contágio, muitas entidades precisaram fazer mudanças de layout, buscando o distanciamento social. Como a Covid-19 se tornou uma doença ocupacional, o risco de passivos trabalhistas é enorme. Como não se vê uma solução para o problema no curto ou médio prazo, a área de saúde deve se tornar uma preocupação constante”, continua Pierro.
- Inovação

Essa tem sido uma das lições mais preciosas. “Empresas dos mais diversos tamanhos e setores já entenderam como as crises são darwinistas e quem sobrevive não é o maior ou mais forte, mas sim quem se adapta melhor. Transformação digital se tornou uma meta para todos e deve conquistar cada vez mais adeptos no presente e no futuro”, explica.

- Gestão de crise

A pandemia é democrática e tem atingido a todos, em maior ou menor grau. “Sendo assim, os mais precavidos estão se saindo melhor. Ter um bom gerenciamento de crises é o mesmo de ter um plano de seguro”, compartilha.

O que você tem aprendido com essa pandemia?

“Independentemente de quais sejam as suas lições - por mais duras e amargas - é o fato delas não serem em vão. Os desafios servem para impulsionar os fortes e eliminar os fracos. De qual lado você quer estar?”, conclui o especialista.

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