O trabalho remoto não era algo comum e adepto para a maioria das corporações. Contudo, diante da pandemia do Covid-19 e as medidas de prevenção, grande parte delas precisou se moldar rapidamente a esse regime. Depois de quase três meses atuando dessa forma, muitos diretores pensam em manter o serviço em casa mesmo no pós-pandemia. Entenda melhor sobre o assunto! 

A transição para a casa do colaborador

A transição da rotina laboral para o ambiente virtual tem trazido repercussões nos hábitos das pessoas. Além de adaptar o novo espaço doméstico em escritório, muitas interrupções podem ocorrer, como animais passando na frente das câmera, além de crianças interrompendo reuniões e a própria qualidade da Internet. Porém, isso já está aceito e nem é mais criticado por todos.

De acordo com o levantamento da NPR, rede de rádio pública dos Estados Unidos, devido à criticidade de dados de alguns setores da economia é necessário os funcionários instalarem em seus computadores software para o monitoramento. Para áreas onde a segurança da informação é essencial, também é comum a transmissão contínua das imagens via webcam, durante todo o horário de trabalho. Ainda, outras determinam a instalação de aplicativo de geolocalização no celular para registrar onde se encontra seu operador a todo momento, como já acontecia com transportadora de valores.

Para esses casos, por exemplo, o acompanhamento contribui para uma melhor performance e efetividade do time. “Sem entrar nos aspectos jurídicos dessa nova prática, os efeitos observados revelam muito sobre cultura interna, liderança e employee experience”, avalia a consultora de comportamento organizacional e competência cultural, Viviane Vicente.

Quando a empresa atua com equipes à distância, os gestores devem escolher bem seus times e dar um voto de confiança. Para a especialista, líderes desconfiados de seus liderados devem se perguntar: ‘estou exagerando e virando um micro manager?’ ou ‘tenho razões para desconfiar desse colaborador?’. “Neste último caso, devem indagar por que contrataram alguém em quem não podiam confiar. Ou pensar em substituí-lo”, complementa.

É preciso ter uma liderança humanizada

Nesse sentido, bons gestores têm adotado uma comunicação constante e direta com suas equipes. Com isso, demonstra-se apoio, entende-se a situação particular de cada um frente à situação e é deixado claro quais são suas expectativas e metas de produtividade nesse momento. Isso é essencial para o staff sentir-se compreendido e auxiliado caso encontrem dificuldades em produzir.

É compreensível e necessário a continuidade na supervisão e orientação também no ambiente virtual, mas sem invadir o lar do indivíduo. Isso causa insegurança e afeta o moral do time interno, bem como, a autoestima individual.

Por isso, Viviane elencou soluções mais inteligentes e respeitosas para manter a eficiência e uma dinâmica colaborativa. Veja:

  • Estabelecer metas e deliverables (entregas) com objetividade;
  • Definir papéis claros para cada membro;
  • Implementar processos de checagem periódica do atingimento de cada alvo;
  • Marcar encontros virtuais um a um, mas também deixar a “porta” aberta para conversas espontâneas;
  • Incentivar o compartilhamento de informações entre colegas por meio de plataformas de colaboração;
  • Criar eventos como um almoço ou happy hour virtual, focados em assuntos não ligados aos projetos em andamento. Isso ajuda a descontrair e fortalecer as relações interpessoais.

Então, “muitos gestores, às vezes por não saber resolver o problema pessoal de um contratado, preferem não acolher a demanda emocional. No entanto, basta demonstrar empatia. Se a empresa não olhar para seus assistentes como seres humanos, não conseguirá extrair a melhor versão deles”, ressalta Rebeca Toyama, fundadora da RTDHO, empreendimento com foco em bem-estar e educação corporativa.

Portanto, desejemos e busquemos por lideranças humanizadas. Acompanhe nosso blog e as redes sociais, pois publicamos conteúdos diários com a participação de diversos especialistas. Vamos nos adaptar a essa nova realidade juntos. Como é a gestão da sua instituição?

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