Com a possibilidade de flexibilização do isolamento e estabelecimentos voltando a funcionar, alguns colaboradores manifestam o medo em contrair o Covid-19 no local de trabalho. Esse sentimento é uma resposta emocional, mesmo quem não parte do grupo de risco tem seus próprios receios e ansiedades.

Compreendendo o cenário atual

Os líderes estão sendo “inundados” com conselhos e dicas práticas para trazer a equipe de volta à empresa com segurança. Logo, as instruções incluem como manter o distanciamento no ambiente laboral, assepsia e muitas regras novas de proteção. No entanto, apenas impor medidas não acabará com as preocupações de se expor ao vírus.

Isso porque existem vários riscos. No transporte público, por exemplo, como é possível saber se a pessoa ao lado não é uma transportadora assintomática? O ônibus ou metrô foi limpo durante a noite e depois durante o dia? Diante disso, a companhia está disposta a ajudar os funcionários com subsídios para estacionamento ou até para comprar uma bicicleta?

Vale refletir: quando você chega ao prédio, o distanciamento social é possível no elevador? Como saber se alguém não está doente ou tem estado perto de pessoas testadas positivas para a doença? Qual o procedimento se um indivíduo contrair o Coronavírus após voltar ao trabalho? Ou seja, antes de flexibilizar é preciso pensar em todas as situações.

A comunicação e transparência com relação aos riscos é o primeiro passo. “No lugar de ler uma lista de orientações, peça ao time para sugerir medidas de segurança para se sentir mais à vontade. Uma coisa é contar sobre as decisões, outra é deixá-los expressar suas preocupações, angústias e medos. O dirigente, provavelmente, terá idéias boas e colaborativas”, explica o professor da Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi.

Pensamento empresarial

Para o diretor executivo, fundador e ciclista na hiBike, Chico Carvalho, a primeira lição tem a ver com humildade: “muitas pessoas estão enfrentando problemas iguais ou piores em confronto com os seus. Nos negócios, buscando na história, verá três palavras cruciais em períodos assim: adaptação, cooperação e antecipação”.

Nesse sentido, Carvalho explica os três pontos. Veja:

Adaptação é o ajuste. É sincronizar o feitio ao momento vivido. “Na hiBike, havíamos acabado de pivotar nosso serviço para uma carteira digital de pagamentos presenciais, quando ‘o mundo parou’. Antecipamos o roadmap e fizemos o óbvio: trazer as vendas para dentro do aplicativo. Isso está se tornando uma maneira de ajudar potenciais parceiros, oferecendo um canal extra de vendas on-line”, conta o CEO.

Cooperação é fazer sua parte: várias pessoas, entidades e organizações estão auxiliando indivíduos, grupos, profissionais e estabelecimentos afetados pela essas circunstâncias. Logo, é hora de “arregaçar as mangas” e oferecer canais de comunicação para campanhas ou criar linhas de ação.

Antecipação é a grande chave para o momento pós crise. Ou seja, é tentar entender agora as mudanças sociais, econômicos e comportamentais surgidas. Com isso, é possível compreender como será a dinâmica das coisas, os prejuízos e benefícios quando tudo acabar. Assim, com uma ideia formatada, dá para pensar em como desenvolver produtos ou serviços para essa nova realidade.

Portanto, é essencial olhar para os pilares do empreendimento com humanização e promover o diálogo com o público interno. Dessa forma, entende-se como dar suporte ao staff, em especial, nesse período de incertezas.

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