O período de distanciamento social tem impactado diversas esferas da sociedade. Inclusive o ensino, desencadeando uma série de sentimentos em docentes e estudantes, por exemplo. Então, quais são os caminhos possíveis para vencer esse desafio? Vamos entender sobre o assunto!

Os desafios do cenário educativo virtual

O levantamento do Instituto YoungMinds revela o aumento de ansiedade, problemas para dormir, ataques de pânico e até desejo de se automutilar, frente ao isolamento. Já o mapeamento Sentimentos, do Instituto Península, oito em cada dez educadores se declaram despreparados para ensinar a distância, no contexto de trabalho atual.

Diante desse quadro, especialistas alertam sobre o retorno às aulas presenciais: é mais importante a preocupação com a saúde mental de toda a comunidade escolar em confronto com a recuperação de eventuais conteúdos perdidos.

Segundo Carolina Brant, designer pedagógica da Geekie, empresa com referência internacional em educação com apoio de inovação, é fundamental o educador manter-se aberto. Com isso, reconhecer as próprias emoções e reações para, assim, auxiliar os alunos no desenvolvimento da habilidade.

Desse modo, “de acordo com o PhD em psicologia, Marshall B. Rosenberg, autor da obra e do método Comunicação Não Violenta, o nosso repertório de palavras para rotular as pessoas costuma ser maior em relação ao usado para descrever claramente os nossos próprios estados emocionais. Também a professora da Universidade de Stanford e autora de Mindset - nova psicologia do sucesso, Carol S. Dweck, defende a nossa capacidade de nos modificarmos e desenvolvermos por meio do próprio esforço e da experiência. Ou seja, podemos transformar uma mentalidade fixa em crescimento. Portanto, eles querem dizer: temos de investir no autoconhecimento e transformar os comportamentos dificultadores da nossa jornada. Inspirar, respirar e não pirar”, analisa Carolina.

Questionamentos como “não sei dar aulas”, “esse modelo remoto nunca funcionará, prefiro presencial” e “a retomada ao ‘normal’ será outro grande problema de adaptação”, fazem parte do pensamento dos docentes. Conforme o educador parental, professor e sócio-diretor da Geekie, Mauro Romano, com uma mentalidade de crescimento, essas perturbações são substituídas por: “tenho a oportunidade de conhecer novas soluções e descobrir como a tecnologia pode tornar a educação a distância mais prática para todos”. Ou ainda “fazer bom uso da inovação, nessa situação, ajudará a potencializar a aprendizagem no retorno às aulas físicas”.

Criar um ambiente seguro

Para a designer, atitudes como acolher, compartilhar, confiança, empatia, escutar e pedir ajuda demonstram acolhimento. Logo, “o educador pode incentivar o uso da câmera para aumentar o senso de pertencimento ou sugerir o manuseio do microfone para a interação. Bem como, proporcionar espaços de troca”, explica.

Então, visando criar um repertório para lidar com os efeitos do cenário atual, a escola pode estimular o aluno a vivenciar e refletir. “Entre as dicas: criar um pote da gratidão em casa, exercer atividades para nutrir a ‘mentalidade de crescimento’, como reescrever frases de pensamentos fixos e histórias. Ou seja, analisar gatilhos e rever como poderia ser diferente, fazer um diário de bordo para registrar estímulos de ansiedade e provocar a reavaliação”, afirma Carolina.

Nesse sentido, os especialistas concluem: “para lidar com o impacto da pandemia no bem-estar intelectual, é preciso reconhecer e identificar as emoções, criar conexões com pessoas e buscar apoio. Da mesma forma, desenvolver mecanismos para lidar com esses sentimentos”.

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