Cada vez mais, as relações pessoais ganham importância no mundo corporativo. Atualmente, esse aspecto tem muito valor para as pessoas. Afinal, a saúde mental e o bem-estar são determinantes na hora de escolher onde atuar ou na decisão de permanência em uma empresa. Com a difusão do modelo remoto, a comunicação ganha ainda mais relevância para os gestores conseguirem se conectar com seus estagiários e funcionários espalhados pelo mundo.

As mudanças na comunicação com o passar do tempo

Nos últimos anos, a maneira como conversamos no ambiente profissional mudou bastante. Tanto líderes quanto colaboradores transformaram a forma de trocar informações, seja pessoalmente ou por ferramentas digitais. Nesse sentido, a doutora em linguística, Vivian Rio Stella, relacionou as principais alterações mais recentes:

Crescimento do trabalho remoto ou híbrido: o avanço da tecnologia possibilitou o crescimento dos modelos remotos e híbridos de gestão. “Até poucos anos atrás, era necessário passar o tempo todo em um posto físico, com horários definidos. Ultimamente, houve a ampliação de uma cultura a distância”, avalia a especialista.

Maior uso de ferramentas on-line: “a comunicação entre a equipe se limitava a telefone, e-mail e reuniões presenciais, enquanto hoje há uma proliferação imensa de ferramentas antes não utilizadas”, destaca.

Reuniões virtuais: é cada vez mais comum a realização desses encontros, sem a necessidade de locomoção para o escritório.

Corresponsabilidade: “esse modo diferente de gerenciamento impactou nas competências demandadas, nos temas e formatos dos cursos exigidos. Nesse cenário, as companhias saíram do controle de presença, horários e tarefas para um modelo de mais colaboração, corresponsabilidade e autonomia. Assim, a cultura de aprendizagem tem mais espaço”.

Cultura de aprendizagem: as organizações passaram a valorizar mais o conceito de lifelong learning. Além do desejo de aperfeiçoar as técnicas de comunicação, há um interesse genuíno de absorver melhor as informações. “Aumentou a relevância da humanização, empatia e escuta. Isso, consequentemente, possibilitou a inclusão de novos repertórios”, explica Vivian.

Dinamismo: “Quando aplicamos um treinamento, sempre apostamos em formatos criativos, não nos limitamos à exposição dos conteúdos. Recentemente tivemos mais espaço para incluir as inovações. Fomentamos diálogo e colaboração com rodas de conversa, vivências, jogos interativos e clubes de leitura. Podemos utilizar referências anedóticas mais lúdicas, como gifs e memes”.

Vozes diversas nas redes sociais: segundo a doutora em linguística, as redes sociais também ampliaram o alcance. “Houve uma saída de dentro dos muros do estabelecimento para expor suas mensagens fora. Ou seja, há mais vozes diversas, entre porta-vozes de marcas, multiplicadores e influenciadores internos. Assim, também foi gerado um aumento nos podcasts empresariais e lives relacionadas”.

Diversidade e inclusão: hoje, há uma preocupação maior em incluir a presença de etnias plurais, pessoas portadoras de deficiência, LGBTQIAP+, maior porcentagem de mulheres em cargos de liderança, entre outros. “Já víamos acontecer, porém de modo menos massivo”.

Líderes têm o desafio de se comunicar bem

De acordo com pesquisa da Gallup, o mau relacionamento com os chefes é o principal motivo para 75% das pessoas deixarem seus empregos. Esses dados trazem à tona como é determinante os líderes investirem em conhecimento e adotarem uma conduta mais humanizada. Contudo, como fazer isso, especialmente em tempos de tantas incertezas e com grande parte do grupo realizando as tarefas diretamente de suas casas?

Segundo estudo da escola Conquer, os maiores desafios dos executivos são conseguir se comunicar bem e, consequentemente, influenciar os demais. "Quem está pensando em se tornar um comandante ou já está nessa posição precisa investir constantemente em conteúdos e no autodesenvolvimento. Devem endereçar realmente esforços para ser capaz de engajar os colaboradores a trazerem os melhores resultados", comenta o cofundador da Conquer, Josef Rubin.

Para ele, um bom gerenciamento é essencial para o mundo dos negócios. “É fundamental ter empatia, respeito, vontade de ensinar e aprender. Esses atributos podem ser desenvolvidos ou aprimorados com treinamentos e conhecimento. O mais relevante é manter seu time sempre motivado. Para chegar a esse ponto, é necessário ter inteligência emocional, bom senso de organização e carisma”, complementa.

Esse aspecto faz a diferença até na hora de uma demissão

Especialmente nesses momentos difíceis, a alta cúpula tem um papel crucial. Afinal, dar a notícia de uma demissão interfere bastante na vida do colaborador e de sua família. Será possível amenizar esse efeito? Qual tom deve ser utilizado na transmissão desse recado?

Para Vivian, o negócio é baseado nas questões socioeconômicas. Por isso, deve-se ter uma visão macro para definir as prioridades e tomar as melhores decisões. A partir disso, o próximo passo é comunicá-las da melhor forma”. Como exemplo, ela destaca o anúncio do cofundador e CEO do Airbnb, Brian Chesky, quando precisou demitir 25% dos funcionários em maio de 2020 e explicou sua decisão por e-mail.

Nessa ocasião, segundo a especialista, o executivo teve um grande acerto. “Poderia ser mais um entre os diversos informativos de demissão em massa provocados pela pandemia, mas tornou-se um caso de demonstração de atenção e cuidado com as palavras”, destaca.

De acordo com a consultora, a mensagem foi nítida, apresentou subdivisões e envolveu técnicas fundamentais para esse tipo de situação-problema: objetivos definidos, explicação por meio de dados, clareza na escrita, apresentação dos próximos passos, disponibilidade para esclarecimentos e encaminhamento para conclusão. “Dita de maneira compatível com o momento, a notícia pode ser recebida e elaborada de forma mais consciente. Assim, os indivíduos demitidos podem seguir sem carregar o peso de palavras duras ou de uma atitude grosseira”, conclui.

Portanto, introduza esse hábito no seu negócio e construa essa cultura. Afinal, uma boa conversa só tem benefícios para todos os integrantes de uma instituição. Um grande executivo deve lidar com situações complicadas, mas existem jeitos leves de enfrentá-las. Para ficar por dentro de assuntos como esse, em alta no mercado, venha participar da Feira de Estágios Nube 2022. É uma ótima oportunidade para realizar um networking, debater sobre os principais temas corporativos e captar estagiários para fortalecer o seu grupo. Esperamos por você!

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