Cada vez mais comum no nosso cotidiano, as redes sociais se tornaram ainda mais indispensáveis durante a pandemia. Com uma vida retratada on-line, por meio das telas podemos vivenciar diversas sensações sem, de fato, estarmos presentes naquela situação. Para quem não está conectado, o sentimento “fomo”, originado do inglês “fear of missing out” e traduzido para “medo de ficar de fora”, ganhou espaço entre as discussões. Sendo assim, o uso em excesso ou a ausência das mídias tem te afetado? 

Redes sociais revelam um novo fenômeno para os indivíduos: “o medo de ficar de fora” 

Consoante ao psicólogo Guilherme Alcântara, “a fixação pela vida dos outros pode desencadear sentimentos como a ansiedade e a frustração, porque é comum compararmos nossa realidade com o conteúdo visto nas redes sociais”. Essa circunstância tem se tornado gradativamente habitual, principalmente após o isolamento social. “Isso é injusto, pois as postagens são baseadas apenas em uma parte da vivência de outras pessoas, nunca em como ela realmente é”, afirma o membro do Núcleo de Atendimento Psicopedagógico do UniCuritiba. 

Isso porque, nesses canais de interação, histórias com aspectos positivos e momentos felizes prevalecem em detrimento de contextos complicados. Sendo assim, um stories de uma viagem em família, o happy hour da firma, a balada frequentada por amigos e conhecidos ou mesmo a ideia de rotinas melhores já podem promover o “fomo”. Segundo uma pesquisa da agência de comunicação JWT, dos Estados Unidos, sete em cada dez millennials já vivem essa sensação e, para quatro em dez, a emoção é constante. 

Entretanto, Alcântara ressalta: “sempre vamos ficar fora de algo, porque a vida é feita de escolhas”. Logo, se vou ao parque, não estou estudando. Porém, se paro para ler, abro mão de assistir uma série ou filme, por exemplo. “Para não se deixar influenciar, é preciso ter autoconhecimento e clareza sobre as próprias metas e objetivos”, explica o psicólogo. 

Portanto, tomar decisões de forma consciente e entendendo qual o intuito dessa escolha, reduz o risco de “fomo”, poupa a saúde mental e evita, inclusive, diversos prejuízos financeiros. “Quem se deixa levar pelas divulgações corre o risco de ceder a impulsos de consumo e investir em experiências nunca antes desejadas. É importante refletir se a vontade de viajar para um determinado lugar ou ir a uma festa é real ou é apenas a necessidade exagerada de se enquadrar”, questiona Alcântara. 

Aprender a separar o real do digital é essencial para reduzir os riscos de “fear of missing out” 

Em geral, entender as dinâmicas dos veículos de comunicação é vital para elaborar um comportamento nesse meio. “São instrumentos de trabalho para muita gente focada em gerar conteúdo e entretenimento. O objetivo é engajar e, muitas vezes, vender, mas nem tudo é conforme parece. Uma única viagem pode render séries de posts diferentes, dando a impressão de como aquela pessoa a quem seguimos digitalmente não para em casa”, exemplifica o psicólogo. 

Embora exijam cuidados e bastante atenção, as mídias têm inúmeros aspectos positivos e potencializam o diálogo entre usuários. Durante a crise sanitária, foi vital para mantermos o contato com amigos e familiares, por exemplo. Contudo, não se pode confundir essas relações e se deixar levar pelo sucesso do mundo digital. “As amizades devem se sobrepor ao engajamento, comentários e elogios do campo virtual”, expõe Alcântara.

Seja para navegar nas páginas, assistir filmes e séries em plataformas de streaming ou mesmo fazer compras, o fato é como os internautas passam cada vez mais horas na Internet. De acordo com um levantamento feito pela NordVPN sobre os hábitos digitais dos brasileiros trouxe uma projeção alarmante. Os usuários passam mais de 41 anos na rede, o mesmo equivale a 54% do tempo de vida médio da população. 

O estudo, realizado em janeiro deste ano com indivíduos maiores de 18 anos, mostra como os minutos na web aumentaram durante a semana. Em média, as pessoas começam a se conectar às 8h33 da manhã e só se desconectam às 22h13. Somando tudo isso nos sete dias, em uma semana, o cidadão teria passado 91 horas on-line

“Muito tempo gasto digitalmente nos impede de investir esforço no desenvolvimento e no amadurecimento pessoal, profissional e acadêmico. As redes sociais não são ruins para o lazer, o descanso e o relaxamento, mas devem servir à diversão. Se acompanhar a vida dos outros consome horas do dia e compromete a saúde mental, é preciso reorganizar as perspectivas”, finaliza Alcântara. 

A conectividade em excesso pode ser prejudicial tanto para o meio acadêmico quanto profissional. Portanto, fique atento!

Para o headhunter e CEO (Chief Executive Officer) da Prime Talent Executive Search, David Braga, o excesso de conectividade pode comprometer em muitos aspectos. “Várias são as pesquisas comprovando como o celular e as mensagens são os fatores mais prejudiciais para o desempenho no trabalho, pois muitos ficam de olhos atentos, a todo momento, a tudo da caixa de e-mails, pelo WhatsApp. Isso acaba atrapalhando a real atenção aos afazeres profissionais”, salienta.

Ou seja, cada vez mais pessoas estão sofrendo as consequências dessa possível dependência. “Muitos trabalhadores têm dificuldade de concentração e foco, e com o excesso do digital, acabam gastando muito tempo produtivo conectados aos aparelhos, desviando-se de suas tarefas”, argumenta Braga. Atualmente, é comum vivermos um bombardeio diário de informações, recebidas por diferentes meios. Em geral, o retorno para essas solicitações é cobrado de forma imediata. 

Segundo Braga, isso pode impossibilitar muitos desenvolvimentos no ambiente empresarial, inclusive, em questão de rendimento. “Ao longo do seu dia, você deve se deparar com pessoas olhando toda hora para o smartphone ou mesmo quando conversam com os outros. No ambiente de trabalho, esse tipo de comportamento não é bem visto, pois demonstra pouco interesse pelo seu interlocutor e também pouca atenção às entregas demandas na empresa”, pontua o CEO. 

Por fim, é imprescindível prestar atenção, pois é notável como a utilização dos meios digitais se tornará ainda mais necessária no futuro. Logo, se resguarde desde agora e tenha cautela com a influência virtual na sua vida, tanto pessoal quanto profissional. Quer entender mais sobre o assunto? Leia: use o celular para o seu bem!

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