Uma coisa é certa: após a chegada da Covid-19, em nenhum momento da história houve tantas vagas para a área de TI (Tecnologia da Informação) como agora. Segundo o estudo ‘Demanda de Talentos TIC e Estratégias TCEM’, divulgado no final de 2021 pela Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologia Digital (Brasscom), as empresas tech demandarão o trabalho de 797 mil pessoas até 2025. A projeção é de um déficit de 530 mil talentos em cinco anos. Nessa realidade, conheça dicas para fazer uma transição de carreira para o segmento com o maior número de ofertas! 

Entenda mais sobre a escassez de mão de obra de TI nos próximos anos 

Consoante a Guilherme Junqueira, CEO (chief executive officer) da Gama Academy, esse cenário deixa claro como o mercado precisa de mais gente qualificada e com urgência para resolver essa questão. “Embora a tecnologia tenha começado a avançar desde o século XVIII, com as inovações obtidas por meio da introdução de máquinas e equipamentos, ela tem passado por um novo instante com a chegada da quarta revolução industrial e a era da conectividade”, afirma. 

Nesse período e com o aditivo do isolamento social, mais corporações foram forçadas a digitalizar seus processos, muitos deles às pressas, seja para sobreviver ou para atender os internautas. “Sem falar de outras procuras como otimização e automação de processos internos, na adesão à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais) e experiência do cliente”, pontua Junqueira. 

No entanto, com tanta transformação, os indivíduos começaram um processo de ressignificação das carreiras. “Hoje, as pessoas se questionam sobre seus valores junto aos das organizações e avaliam melhor sobre se suas remunerações estão equilibradas com seus méritos. Elas vão muito mais atrás de um senso de pertencimento e buscam, inclusive, mercados mais atrativos para investirem e se dedicarem e, com isso, passam também a buscar cursos e especializações para auxiliar em suas mudanças”, comenta o CEO da Gama Academy. 

Como solucionar o déficit de profissionais capacitados nos mercados brasileiros? 

Sendo assim, o investimento em educação é uma das soluções mais plausíveis para iniciar uma resolução na escassez de mão de obra, não apenas no campo das inovações, mas como um todo. Nesse sentido, as companhias e o próprio setor de RH (Recursos Humanos) passaram a estimular a evolução da sociedade com proveitos atraentes para quem busca se modernizar. Dessa forma, se tornam mais competitivas mediante às concorrentes, inclusive, quando comparadas com as multinacionais. 

Para Junqueira, isso é um grande passo para as instituições. “Elas fazem parte de uma engrenagem e podem oferecer mais equilíbrio e sustentabilidade, ajudando a empregabilidade do país e a geração de mais oportunidades para diferentes perfis”. Afinal, as edtechs, junto aos seus líderes, assumem um papel de protagonismo, oferecendo cursos de formação, apoio remunerado para pós-graduação e capacitações, como treinamentos e aperfeiçoamentos de hard skills e soft skills. “Sem contar outros benefícios, como os pacotes de saúde psicológica, garantindo ainda mais escalabilidade, engajamento e evolução das equipes”, expõe o executivo. 

Quanto à predisposição vista, Junqueira ressalta: “para um futuro breve, teremos mais lançamentos de plataformas gamificadas, softwares completos de educação, tecnologias apoiadas em IA (inteligência artificial) e também, criações de programas, com selos e certificados de qualidade para formar novos profissionais e qualificar aqueles já possuintes de algum curso afirmado em seus currículos”, explica. Em suma, o mercado continuará se preparando para alavancar novos talentos e essa perspectiva deixa o cenário mais otimista. 

Conheça dicas para fazer a transição de carreira de forma mais segura

Segundo o relatório ‘Protegendo o Futuro do Trabalho’, realizado pela consultoria de cibersegurança Kaspersky, 53% dos brasileiros esperam mudar de profissão após a pandemia. Entre os motivos estão o equilíbrio na vida pessoal e profissional (50%), o desejo por um salário mais alto (49%), a busca por uma função mais significativa (31%), reduzir a quantidade de tempo trabalhado (31%) e trabalhar por prazer (14%). 

Mesmo assim, mudar de carreira ainda é um tabu para muitos indivíduos, principalmente aqueles já atuantes em uma função específica por tempos. No entanto, em uma realidade com crise econômica global, muitos trabalhadores se viram obrigados a expandir suas percepções e abraçarem o novo, com chances nunca exploradas antes. 

De acordo com Jennifer de Paula, especialista em marketing, esse momento pode ser desafiador, entretanto é preciso abrir a mente para novos caminhos apesar do medo do fracasso ser um agravante. “Às vezes, a gente fica com tanto receio de sair da nossa zona de conforto e por isso acabamos perdendo grandes oportunidades de sucesso”. Pensando nisso, a expert elencou algumas dicas. Confira: 

- Defina seus medos antes de tudo:

Em geral, o temor é apontado apenas como uma emoção desconfortável. Contudo, é possível utilizá-lo como um grande aliado quando o assunto for buscar orientação e se preparar melhor para qualquer situação.  “A incerteza vai fazer parte dessa transição e saber os pontos frágeis ajudarão a identificar se o medo é por não saber como começar, qual carreira seguir, se é a melhor escolha financeira, como embarcar numa área sem experiência, entre diversas outras assombrações”, aconselha Jennifer.

- Não dê ouvidos para os padrões, mas seja coerente:

Utilize seus amendrontamentos pontuados acima para despertar de forma ativa o máximo possível de sua ‘curiosidade’. Assim, você conseguirá observar melhor o mercado, descobrir, até mesmo, novas funções e saber onde e como melhor se enquadra. “Fuja das regras e acredite em seu talento e potencial sem perder o foco. Se imagine na profissão desejada e pratique como se já fosse um contratado na área”, recomenda a especialista. 

- Explore o desconhecido até entender tudo sobre ele:

Para Jennifer, procurar atividades para agregar novos conhecimentos pode ser essencial nessa jornada de autodescoberta, bem como em muitos outros aspectos da sua trajetória. “Conecte-se a novas pessoas e assuntos utilizando meios como cursos gratuitos, workshop, lives e tudo para despertar seu interesse em aprender mais”, sugere.

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