Segundo levantamento da Gartner, até 2026, 25% das pessoas passarão pelo menos uma hora por dia no metaverso, seja para trabalho, compras, educação, social ou entretenimento. Concomitante, 30% das empresas já terão produtos e serviços nesse ambiente. Cada vez mais o assunto vem à tona nas redes sociais e com a transformação digital essa realidade ficou ainda mais palpável. Sendo assim, entenda como essa tecnologia impactará no futuro e descubra mitos e verdades para estar por dentro das tendências. 

Afinal, o que é o metaverso e como ele surgiu? 

Consoante à Paulo Asano, CEO (chief executive officer) da Populos, essa palavra é uma definição para modernidades já existentes. “O termo foi criado na década de 1990, pelo escritor norte-americano Neal Stephenson, no best seller ‘Snow Crash’, no qual já antevia uma realidade digital chamada de metaverso”, afirma. O conceito atual compreende um espaço virtual coletivo e compartilhado. 

Recentemente, a alteração do Facebook, plataforma dirigida por Mark Zuckerberg, para Meta Platforms Inc. trouxe ainda mais espaço para esse cenário on-line, a expressão ganhou popularidade e se tornou uma das keywords mais buscadas no Google. O executivo apostou na concepção como o futuro da Internet e anunciou investimentos pesados em desenvolvimento, equipamentos e pessoas. “Só na formação de programadores serão aplicados 150 milhões de dólares”, expõe Asano. 

Entretanto, essa tecnologia não é recente. “Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) já são conceitos conhecidos e discutidos no dia a dia, a maioria das pessoas já utiliza alguma delas sem se dar conta. Um exemplo típico de RA usado no cotidiano são os filtros do Instagram. Quem já foi a uma sessão de cinema em 3D pelo menos uma vez já teve a oportunidade de vivenciar a RV”, pontua o CEO da Populos. 

O metaverso já está presente em nossas vidas de muitas formas 

Em uma retrospectiva quanto a essa existência, é possível perceber como o metaverso já está presente em nossas rotinas e se mostra de diversas formas. Por exemplo, criado em 1999 e lançado em 2003, o Second Life, um espaço virtual e tridimensional para simular a vida real e social do ser humano por meio da interação entre avatares, já permitia ao usuário se aproximar dessa experiência. “Hoje, jogos populares como Roblox e Fortnite são ícones de um ambiente digital por onde circulam ativos, como roupas e acessórios para os personagens, os quais nunca serão tocados por mãos humanas”, exemplifica Asano. 

Além do mais, as criptomoedas é outra realidade presente cada vez mais atraente para investidores e mineradores. “Atualmente, as moedas digitais mais conhecidas são a Bitcoin e a Ethernun, circulando em redes de blockchain, onde operações se concretizam por meio de validações colaborativas”, comenta o empresário. Com a instalação do 5G, a previsão é um aumento significativo dessas trocas. 

“Estamos falando de frentes produtivas para além da indústria, até o varejo. Imagine um operador de um sistema elétrico, hoje acostumado a operar seis ou oito monitores simultaneamente. A partir do metaverso, ele precisará apenas de um par de óculos para gerenciar 15 (ou mais) painéis interativos e responsivos”, apresenta Asano. Por sua relevância, o tema foi destaque no Mobile World Congress, realizado na Espanha. 

A transformação digital é latente nos modelos de trabalho e o metaverso comprova isso 

Uma coisa é certa: a pandemia acelerou o processo do teletrabalho, inclusive, foi criado o “Work From Anywhere”, abrindo espaço para uma atuação de qualquer lugar do mundo. Todavia, esse distanciamento social não precisa ser sinônimo de isolamento e as soluções tecnologias virão para mostrar como essas barreiras são encurtadas, desdobrando inúmeras oportunidades de inclusão no meio corporativo. 

Para Asano, essa evolução tem relação direta com quem entra no mercado de trabalho por agora. “A nova geração de talentos será ainda mais conectada e 'faminta' por inovação. Se as empresas não se adaptarem à evolução tecnológica, com certeza não serão opções para essa era de profissionais”. 

Segundo expectativas, nos modelos de trabalho híbrido ou em operações geograficamente distribuídas, essa modernidade será um caminho natural para engajamento, networking e gestão de pessoas, ampliando ainda mais suas funcionalidades e ferramentas. “Em breve, todo esse fluxo de dados vai rodar em múltiplas nuvens, na Edge Computing e com a velocidade do 5G, trazendo ainda mais desafios nas áreas de cibersegurança e compliance”, conclui Asano. 

Conheça 4 mitos e verdades sobre o metaverso

De acordo com Fernando Godoy, CEO da Flex Interativa, essa invenção é uma vivência. “O Metaverso não é um lugar, objeto, coisa, uma tecnologia e nem uma empresa. É uma combinação de várias tecnologias, como realidade aumentada, virtual, inteligência artificial, Internet, ambiente 3D, gamificação e qualquer outra experiência imersiva, de comunicação e interação”, ressalta. Sendo assim, ele lista quatro mitos e verdades sobre essa modernidade. Confira:

Infográfico listando 4 mitos e verdades sobre o metaverso

 

1) Só é possível entrar no Metaverso com um óculos de Realidade Virtual (VR) = MITO. 

Além do acesso pelo óculos VR também é possível entrar no Metaverso por meio de plataformas, aplicativos e navegadores com o uso de um avatar, sua representação no mundo virtual, onde é possível se movimentar e se comunicar pela sua própria voz, conhecida como áudio espacial. “Muita gente confunde, porque tudo indicava como o acesso era somente por intermédio do óculos de Realidade Virtual (VR), até então, a tecnologia com maior possibilidade para uma experiência imersiva. Porém, por meio deles, muitas dessas experiências são solitárias e o Metaverso não tem nada disso, ele acontece em tempo real, com várias pessoas conectadas e interagindo entre si”, aponta o expert.

2) O Metaverso não está só presente em jogos de videogames = VERDADE!

O mercado de games foi quem começou a desenvolver e a evoluir esse espaço imersivo. Afinal, em alguns jogos, os usuários conversam, se divertem, assistem a shows, compram e vendem coisas, entre outras atividades. Entretanto, essa tecnologia não foi feita e nem é voltada somente para esse segmento. “Hoje, é possível ver o varejo, prestadores de serviços e marcas fazendo ações. Não é algo voltado só para crianças e adolescentes, é o futuro cada vez mais próximo”, destaca Godoy.

3) O Metaverso irá mudar a economia digital = VERDADE. 

Em função das transações NFT’s (Non-fungible Token), as pessoas e corporações conseguem lançar não só coleções, artes, filmes ou músicas, mas também elementos colecionáveis e outros produtos, representando um impacto considerável na economia. “Previsões mostram como o Metaverso irá transacionar, até 2024, cerca de 800 bilhões de dólares ou até mais, tendo em vista as sete camadas distribuídas, com várias indústrias e startups, divididas em funções distintas", expressa Godoy.

4) O Metaverso não ajuda em nada na educação de jovens e adultos = MITO.

Segundo estimativas, esse ambiente tem a chance de mudar a educação e capacitação no mundo, principalmente no Brasil. Ele irá possibilitar a um internauta, estudante ou mesmo colaborador, uma vivência imersiva na qual ele pode entrar dentro do corpo humano e compreender como ele funciona internamente, ver uma tabela periódica de uma maneira real ou mesmo voltar para Grécia Antiga, por exemplo. “O avatar pode ser um protagonista, participar e entender, profundamente, como essas experiências funcionam, fazendo a capacidade de absorção, compreensão e aprendizado sobre o conteúdo ser exponencial e diferente de assistir vídeos no Youtube ou palestras”, finaliza o especialista. 

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