Na carreira profissional, é importante se qualificar para aperfeiçoar o conhecimento e, concomitantemente, aplicar esses conteúdos na empresa. Quando isso acontece, é natural o processo de crescimento trazer inovações, assumir novas funções e, assim, nasce o desejo de ganhar um salário maior também. Contudo, se for preciso pedir esse reconhecimento, como fazer? Estagiários e aprendizes, aqui terão dicas ótimas para vocês!

O que buscar nas empresas?

O termo “pedir aumento de salário” no Google, teve o maior pico em janeiro em relação aos últimos 12 meses. Em fevereiro e março as pesquisas se mantiveram altas. Assim, de acordo com levantamento do site de buscas mais conhecido do mundo, 49% dos brasileiros querem ganhar mais no contracheque.

Muita gente não sabe como pedir o aumento na remuneração ou mesmo sentem receio por medo de não ser aceito e ainda sofrer uma represália. Afinal, se isso acontece, o funcionário se sente menos valorizado e logo parte procurando oportunidades mais alinhadas com seu propósito.

Segundo pesquisa do Nube com mais de 47 mil participantes, além da remuneração, existem também outras prioridades importantes na escolha de uma vaga. Veja:

  • Oportunidades de promoção e crescimento (54,74%);
  • Satisfação pessoal com as atividades desenvolvidas (19,53%);
  • Ter equilíbrio entre o ofício e a vida pessoal (13,74%);
  • Fazer algo significativo para a sociedade (7,09%);
  • Segurança no trabalho sem risco de desligamento (4,90%).

Como vimos, as motivações são várias e podem ser causa, inclusive, de saída de uma corporação. No Brasil, conforme estudo do Lagom Data - estúdio de inteligência de dados, o número de pedidos de demissão já é o dobro do período anterior à pandemia, tendo atingido a marca de 500 mil desligamentos voluntários em novembro de 2021.

Esse reconhecimento pode ser solicitado, sim

Em especial, o desafio de requerer um retorno financeiro maior atormenta muitos indivíduos. É preciso levar em consideração a maneira de fazer a solicitação, saber a quem falar, o momento certo, se posicionar assertivamente e estar preparado também para receber uma resposta negativa, é claro.

De acordo com análise da Payscale - empresa americana de software e dados de remuneração, realizada em 2019 com 160 mil profissionais norte-americanos, 37% dos colaboradores pediram tal alargamento monetário no último ano. Quando se é indeferido, o motivo mais aparente é pelo gestor não ter verba (49%) e em 33% das vezes, não há justificativa.

Para o diretor de relações corporativas e Institucionais do Cebrac - Centro Brasileiro de Cursos, Jefferson Vendrametto, um profissional é capaz de receber tal recompensa sem precisar clamar. “Apesar de achar merecido, o cooperado tem de apresentar argumentos para alcançar esse objetivo. Isso pode ser feito por meio de resultados, do entusiasmo e até mesmo por querer estar sempre aprendendo a fim de deixar claro a pretensão de um futuro dentro da companhia”, explica.

Em consoante com ele, dentre esses anseios é possível mostrar o lifelong learning e o constante desenvolvimento. “Aí entram os cursos de idiomas, por exemplo, principalmente para quem já se prepara para um cargo mais alto com tal exigência”, diz o dirigente.

Algumas entidades no mercado reconhecem o funcionário, sua performance e as suas metas alcançadas e, assim, lhe concede uma bonificação como “surpresa”. Muitos se especializam e estão se empenhando cada vez mais por sua autorrealização, logo, são os primeiros a serem reconhecidos para assumir um novo cargo e, com isso, evoluir monetariamente também.

Como me preparar para evidenciar tal recompensa?

Então, quem tenta sempre se aperfeiçoar e ficar antenado às demandas e do ambiente laboral, tende a ter esse salto almejado. Vale ressaltar: o universo corporativo está em constante dinamismo e anseia por talentos qualificados e preparados. Nesse sentido, Vendrametto elencou algumas dicas para auxiliar no processo. Confira:

1- Esteja comprometido com o seu avanço, se especializando e fazendo cursos de idiomas, livres ou pós;
2 - Destaque-se a partir de seu potencial técnico e comportamental;
3 - Mostre suas conquistas mais importantes, resumindo suas competências, formação e resultados da sua avaliação de desempenho na faculdade ou estágio, por exemplo;
4- Esteja disposto a assumir novas responsabilidades e novas atribuições;
5 - Conquiste a confiança de seus superiores.

Sobretudo, busque qualificação

Na contramão dessa ambição por ser recompensado, estamos vivendo em um período severo de falta de qualificação. “Até um nível de conhecimento superficial sobre diversos assuntos está em falta. Isso não se limita às posições ligadas à tecnologia. Em todas as áreas sentimos a escassez. Muitos trabalhadores têm visão de mundo rasa e pouco pensamento crítico (uma aptidão na lista do Fórum Econômico Mundial)”, afirma a diretora de conteúdo e relações institucionais do Great Place to Work, Daniela Diniz.

A demanda de mão de obra aumenta e os bancos escolares não entregam esses talentos na mesma proporção. “Sendo assim, a conta não fecha e, mais uma vez, vai sobrar para a entidade desenvolver esse operador. Por muito tempo, as melhores corporações para se atuar vêm pagando essa conta extra no aprimoramento de seus quadros laborais”, continua a especialista.

Em 2021, por exemplo, a média de horas de treinamento por colaborador entre as 150 Melhores Empresas para Trabalhar, segundo o ranking Great Place to Work, foi de 3,8 mil. Um aumento de 33% em relação ao ano anterior.

Isso gera outra preocupação: o conteúdo desses treinamentos. “Ao valorizar cada vez mais as soft skills, cometemos o perigoso equívoco de deixar de investir na parte técnica, no ponto estratégico do negócio. A consequência é um alargamento na vala da habilitação”, alerta Daniela.

“Sozinhas, essas skills não sustentam o desempenho – nem do sujeito, muito menos da marca. Isso também vale, é claro, para as hards. É impossível fazer uma gestão sustentável baseada apenas em resultados e metas”, finaliza a diretora. Portanto, o primeiro passo para o aperfeiçoamento é a expansão da consciência, a qual consiste em reconhecer seus pontos fortes, fracos, oportunidades e ameaças.

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