Após dois anos de pandemia, diversos fatores fizeram as pessoas se questionarem sobre a carreira. Inúmeras mudanças ocorreram e a principal delas, talvez, seja a adoção do home office por grande parte das empresas. Dessas, 85% pretendem migrar para o regime híbrido em 2022, conforme a KPMG. Outras, estão retornando ao presencial. Sendo assim, diversos funcionários e estagiários estão em busca de novos caminhos ou repensando sobre o futuro.

A satisfação na carreira

Os colaboradores seguem se adaptando a essas novidades e, além desse contexto, a Covid-19 também mexeu com a relevância de algumas profissões e funções no mercado, conforme as tendências e necessidades acarretadas nesse período. Com isso, a transição de carreira, seja por necessidade ou por oportunidade, também esteve em alta. De acordo com pesquisa da Microsoft -- Work Trend Index 2021, no ano passado, na América Latina, 53% dos entrevistados consideravam essa hipótese.

Em um cenário tão instável, é comum duvidar da satisfação com o trabalho e sua realização. Segundo a psicóloga Silvia Zoffmann, é possível ter atração pelas atividades mesmo em um momento instável. “Normalmente, projetamos nesse ambiente a responsabilidade pelo nosso prazer e motivação. Porém, eles são compostos por pessoas, e esse é o principal combustível. O vínculo com os colegas faz parte desta cadeia produtiva, como parceiros, fornecedores, gestores e clientes”, explica.

Além de criar, cultivar e promover relações saudáveis, Silvia elenca outras ações. “Ferramentas de autoconhecimento, orientação e apoio psicológico, oferecidas por muitas organizações, devem ser aproveitadas, pois favorecem bastante o encontro do sentido”. Para ela, é importante reconhecer seu histórico de realizações e desenvolvimento para não depender de desafios e novidades a todo o momento. “Além de todos os pontos oferecidos pela corporação, é fundamental levar uma vida com menos expectativas e mais foco nas próprias responsabilidades”, finaliza.

Qual a hora de trocar de empresa?

Ter estabilidade financeira e emocional, crescer profissionalmente e atingir sucesso são desejos comuns do ser humano. Afinal, esses aspectos contribuem para uma rotina mais leve e produtiva. No entanto, quando não há mais motivação e felicidade, é preciso pensar sobre a mudança de carreira. “Os talentos precisam se autoconhecer para entender se realmente desejam aquela oportunidade. Reflexões nesse sentido são sempre interessantes, pois ajudam a assimilar se os objetivos do local atual se encaixam aos nossos”, explica a diretora da REfuturiza, Renata Fonseca.

Para Renata, os jovens devem estar atentos aos indicativos de saúde. “Está se sentindo ansioso, estressado, sobrecarregado e tem tido reflexos disso na parte física? Questionar-se sobre isso também faz parte do processo de reconhecimento e esse é o lado mais significativo”, afirma.

De acordo com a especialista, além desses indicativos, a estagnação e a falta de oportunidades também são pontos a serem avaliados durante essa avaliação sobre o momento ideal. Afinal, se a meta é crescer dentro da instituição, o colaborador precisa de chances reais para concretizar essa vontade.

“Se o indivíduo está desempenhando a mesma função há alguns anos e não vislumbra saltos maiores em breve, está na hora de olhar para essa troca com mais carinho. Caso a organização deseje reter os seu time, deve no mínimo valorizá-lo, oferecendo possibilidades para não estagnar”, finaliza.

As mulheres estão insatisfeitas

Segundo o estudo da Accenture “How to Drive Belonging for Women in the Workplace”, como recorte de sua pesquisa global “Better to Belong”, 20% das mulheres estão insatisfeitas com o trabalho e quando os dirigentes gerenciam melhor as experiências cotidianas, elas podem aumentar seu potencial 4,7 vezes mais em relação a qualquer grupo.

Conforme o levantamento, as respostas femininas também mostram desconfiança sobre o futuro: 6,2% acham improvável continuar no emprego atual. Nos outros públicos, o índice alcança 5,4%. Entre outras descobertas, 38% delas relatam sentir menor pertencimento ao ambiente, principalmente por não serem respeitadas pelos demais e não terem um líder para ajudar na sua evolução. Ainda, 29% das mulheres percebem receber menos apoio.

Um dos fatores relevantes é o impacto da pandemia. Por conta do abandono de postos para assumir mais responsabilidades em casa, nunca foi tão indispensável garantir experiências equitativas. Criar uma organização inclusiva, onde as meninas possam prosperar, deve estar no topo da agenda dos CEO´s. Os gestores precisam ser curiosos sobre situações únicas e forças externas como desigualdade econômica, racismo e desastres ambientais. Caso contrário, a lacuna de talentos continuará a crescer.

Como conquistar uma vaga de estágio?

Estudantes estão sempre em busca de oportunidades para enriquecer o currículo. Uma das grandes chances de abrir as portas do mercado empresarial são as experiências adquiridas em estágios. Contudo, como os graduandos podem garantir essa oportunidade? Em muitas empresas, o processo seletivo acontece em várias etapas, como dinâmicas, testes e entrevistas. Nessas fases, os candidatos precisam causar uma boa impressão.

Segundo o professor do curso de Psicologia da Uninassau, Cleyson Monteiro, é natural se sentir nervoso e despreparado. “É normal não estar seguro. Afinal, é um momento determinante para o futuro desse aspirante. Ele colocará em prática as habilidades e os conhecimentos adquiridos em sala de aula ao longo da graduação”, explica.

De acordo com Monteiro, um dos principais erros é na apresentação do CV. “Muitas vezes, a falta de atenção e o deslize começa antes mesmo do primeiro encontro com o recrutador. É comum encontrar erros de português, desacordo com a experiência solicitada ou ainda a falta de informações”, afirma.

Para o especialista, algumas posturas podem ser adotadas para ganhar vantagem e conquistar a tão sonhada vaga. “São dicas simples e elas podem auxiliar a causar uma boa primeira impressão, como estar bem vestido e com o cabelo arrumado. Para se destacar e sair na frente do concorrente é interessante pesquisar e conhecer a missão, visão e valores da contratante. O projeto de expansão precisa estar alinhado com o planejamento estratégico do empreendimento”, ensina.

Por isso, é essencial ficar atento nas seleções disponíveis para o seu perfil. Elaborar um currículo claro, objetivo e completo, estar apresentável na hora da conversa; e ter domínio sobre sua área para não ser pego de surpresa são passos primordiais. Além disso, pesquisar sobre a companhia e ter confiança em si mesmo.

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