Vivemos em uma realidade categorizada por muitos como Vuca. A sigla, originária do inglês, é composta por quatro termos: Volatility, Uncertainty, Complexity e Ambiguity. Em tradução para o português, se referem à volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade do mundo atual. No contexto corporativo, tamanhas adversidades exigem dos profissionais, sejam eles estagiários, aprendizes, efetivos, líderes ou empreendedores grande adaptabilidade. 

Cenários assim demandam mais dos indivíduos

Justamente diante desse cenário, é preciso desenvolver capacidades socioemocionais para lidar com os desafios diários de maneira assertiva. Afinal, de nada adianta ter incontáveis certificações e domínios teóricos no currículo se não há domínio sobre emoções, maneiras de se expressar e receber mensagens, por exemplo. 

De acordo com o CEO do Vamos Subir e head de vendas da América Latina na Databricks, Flavio Valiati, o mercado de trabalho muda constantemente e isso é inegável. “Esse, inclusive, é um dos resultados advindos das transformações realizadas nos últimos dois anos em razão da pandemia”, comenta. 

Hard ou soft skills?

Apesar da necessidade de ter excelência no campo técnico e científico - tais pontos continuam indispensáveis para atuar nas organizações -, eles não andam só. “A esses, devem ser somadas as soft skills para evidenciar o aprimoramento profissional do colaborador”, destaca. 

Qual a diferença, portanto, entre as hard skills e o outro termo? “Quando pesquisamos a resposta no Google, encontramos uma explicação classificando as “hard” como habilidades técnicas comprovadas por meio de diplomas, certificados, testes, cursos, entre outras formas práticas geralmente expostas no currículo”.

A utilização do “power

Adquirir aprendizados é possível a partir da teoria e da prática. “Recebem essa nomenclatura não por serem mais difíceis, mas sim porque são sólidos e fundamentados”, defende. Já as outras são relacionadas às nossas atitudes responsáveis por favorecer a evolução individual e na carreira. "São impossíveis de serem avaliadas em testes ou certificadas por alguma instituição”, comenta Valiati. 

Essas características estão presentes em cada indivíduo de forma distinta, ou seja, tornam o ser único e insubstituível. Recentemente, as questões relacionadas ao comportamento também são conhecidas como “power skills”. “De fato, são a mesma coisa. O nome foi mudado para explicar melhor essas competências. Em uma tradução literal, significa "habilidades de poder''. Já a tradução de “soft” é “suave”. Isso acaba sugerindo algo mais fácil de alcançar. Na prática, isso não acontece”, continua o especialista. Assim, a nova terminologia transmite bem melhor esses aspectos. 

Você tem cuidado da sua carreira?

Sobre essa temática, David Braga, CEO, board advisor e headhunter da Prime Talent Executive Search, avalia o impacto do coronavírus no mundo. Dessa forma, em um cenário totalmente alterado pela pandemia da Covid-19 e novas realidades no contexto corporativo, é fundamental aos profissionais reavaliarem suas trajetórias, posturas e expectativas diante do labor. “É preciso ter sempre em mente a excelência, para ser capaz de transitar por vários ambientes, mostrando estar preparado para os inúmeros desafios da atualidade”, diz.

Por isso, não podem faltar a empatia e a cordialidade com colegas e gestores o dia a dia e o autoconhecimento, pois, só assim, olhando para si e como se relaciona com as pessoas no seu entorno, será possível ver em quais pontos serão demandadas correções ou ajustes, dentro e fora dos escritórios das companhias. “Sugiro ainda buscar capacitar. Promova trocas com seus colegas e tente trabalhar de forma co-criativa e colaborativa, duas tendências fortes na atualidade”, reforça o headhunter, também professor convidado da Fundação Dom Cabral (FDC).

Tendências para 2022

Valiati complementa a fala de Braga: “treinamentos focados no aprimoramento das power skills já estão entre as maiores tendências do mercado em 2022. Eles têm o intuito de formar pessoas capazes de apresentar aptidões focadas em inovação, comunicação, inteligência emocional e relações interpessoais”.

Quem ficar interessado pode investir em trilhas de auto aprimoramento para ampliar os horizontes dos tópicos mais buscados pelos recrutadores. “Da mesma maneira, empresas podem oferecer capacitações internas para os colaboradores, sempre se atentando aos pontos fortes de cada um”.

Quais são as qualidades mais importantes da atualidade?

Dentro desse assunto, moram diversos tipos de talentos. Alguns deles são mais quistos e bem vistos pelos empreendimentos atualmente. Veja quais são:

 

  • Comunicação

Dialogar de maneira clara e assertiva é essencial para o crescimento em uma trajetória, ainda mais quando se almeja cargos de liderança. “Saber expor ideias com clareza, ter uma escuta ativa e uma boa postura é indispensável. Por isso, essa é uma das atribuições mais valorizadas”, defende o head de vendas.

 

  • Proatividade

Tomar uma atitude diante de um problema ou situação antes de ser acionado ou direcionado demonstra comprometimento. “Ainda mais quando o modelo de trabalho da instituição é home office ou híbrido”, reforça.

 

  • Empatia

 

Olhar para o outro com carinho e compreensão e menos julgamento. “Saber ouvir e entender cada situação de forma isolada, demonstra a capacidade de ser empático. A característica é muito importante para quem gerencia uma equipe ou então presta atendimento ao público”.

 

  • Autogestão

Administrar o tempo é uma das coisas mais difíceis. “Talvez por isso a autogestão seja uma das questões mais valorizadas. Também está ligada à destreza para identificar seus pontos fracos e buscar aprimorá-los”.

Aprimorando esses know-how

Ainda de acordo com o especialista, investir no know-how técnico é indispensável, permanecendo uma prioridade para a construção da caminhada pelo mundo dos negócios. Entretanto, não faz mais sentido focar apenas nisso e deixar os outros pontos destacados de lado. “Infelizmente, ainda falta no mercado inspiração e direcionamento na construção dessas habilidades”. 

Pensando nisso, o Vamos Subir, oferece eventos, workshops e conteúdos ricos focados no aprimoramento do indivíduo. “O projeto visa investir no futuro e inspirar a nova geração de talentos”. Quem está no início da caminhada deve dar um valor ainda maior a esse tópico, afinal, para esse público, ainda faltam conquistas concretas para se expor no currículo. 

Dicas para quem está no início da carreira

Dessa forma, para se destacar em uma vaga de estágio ou aprendizagem, é fundamental focar nas perícias relacionadas às atitudes. Até o raciocínio sob pressão pode ter destaque. Gerenciar o relógio, saber falar em público e outros pontos também devem ser levados em consideração.

Por isso, o Nube tem uma série de cursos gratuitos e on-line pensados para ajudar nesse momento inicial. Todos geram certificado de conclusão, valendo, inclusive, horas complementares para a faculdade. Conheça-os em nube.com.br/ead.

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