Após a chegada da pandemia, a visão sobre o mundo corporativo mudou bastante. Os candidatos têm novos desejos ao buscar uma vaga e os recrutadores buscam por características sem tanta relevância anteriormente. Alguns termos ganharam espaço, como soft skills, inteligência emocional e conhecimento técnico. Veja então quais os aspectos necessários para conquistar uma oportunidade de estágio, emprego ou aprendizagem e como se manter motivado em meio a esse cenário.

As habilidades necessárias

Segundo estudo do LinkedIn, feito em dezembro de 2021 com mais de mil respondentes, 49% dos brasileiros estão considerando mudar de empresa em 2022. Essa porcentagem sobe para 61% entre pessoas de 16 a 24 anos. Nesse sentido, o consultor de carreira e negócios da ESIC Internacional, Alexandre Weiler, dá dicas de como adquirir competências e crescer profissionalmente:

  • Invista em conhecimento: nunca pare de estudar. “Você pode obter conteúdo na graduação, cursos de especialização, palestras, lives e livros, mas ficar parado, jamais”, destaca Weiler. De acordo com levantamento do Sindicato de Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino Superior - Semesp, a remuneração é 150% a 255% superior para quem possui pós-graduação.
  • Desenvolva a inteligência emocional: resiliência, empatia, colaboração e boa comunicação são algumas das soft skills, cada vez mais desejadas. Elas podem ser desenvolvidas por meio de leitura, palestras e até mesmo em sessões de terapia.
  • Crie metas: saiba onde quer chegar. “Se o sonho é trabalhar em uma multinacional, é preciso aprender outro idioma. Caso pretenda mudar de área, deve-se conquistar certificados e diplomas. Ter as metas definidas é essencial para traçar estratégias assertivas.
  • Valorize o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal: benefícios e um salário mais alto não podem ser os únicos pontos para decidir trocar de ocupação. Os aprendizados no cotidiano, a sua importância para a corporação e a possibilidade de crescer internamente são valiosos para criar uma carreira sólida. Valorize organizações com possibilidade de equilíbrio e bem-estar.

Os últimos anos foram marcados por muitos debates sobre a infelicidade. Um dos temas recorrentes foi a crescente nos casos de Síndrome de Burnout, em pessoas com altas cargas de tarefas. O transtorno causado pelo esgotamento físico e mental, devido à rotina exaustiva, é um exemplo de como as companhias precisam se reinventar para não prejudicar os colaboradores e até sua presença no mercado. Outros assuntos relevantes são o aumento do turnover nas empresas, estresse e problemas com sono.

Em meio às mudanças, se adaptar pode ser um processo difícil e doloroso, além de trazer danos para a autoestima. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo - USP, em 11 países, o Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade desde 2020. Esses números mostram como a saúde mental dos brasileiros foi afetada nesse período.

De acordo com o sócio-fundador da VIK, Tomás Camargos, isso deve ser visto como um investimento em vez de um gasto. “As boas organizações precisam cuidar do bem-estar da equipe para evitarem, futuramente, gastar com doenças causadas pelo esgotamento. Isso também diminui consideravelmente os custos com plano de saúde, absenteísmo e baixa produtividade”, comenta.

Para a psicóloga Vanessa Gebrim, sentir-se bem tem sido um desafio para muitos. “As frustrações comprometeram até mesmo a autoestima, pois muitas pessoas não conseguiram realizar projetos, além de todo o medo e incerteza. A população ficou com as emoções à flor da pele, isso prejudica o equilíbrio”, explica.

Veja algumas dicas para melhorar essa situação:

Faça amigos no local: ter uma amizade no trabalho torna o time mais engajado e feliz. “Muitas vezes, com a correria do dia a dia, os líderes deixam de lado o incentivo para o grupo se unir, uma das formas de mudar esse cenário é optar por programas de gamificação”, indica Camargos.

Faça terapia: a falta de autoconfiança pode ser uma ponte para quadros de ansiedade, medos, fobias e até para depressão. “Procurar um psicólogo pode ser necessário e ajuda no sentido de entrar no processo de autoconhecimento, trazendo mais segurança e autonomia. Existem abordagens e técnicas bastante eficazes”, explica Vanessa.

Esteja alinhado com o propósito da instituição: conforme pesquisa realizada pela Sodexo Benefícios e Incentivos, 53,8% dos brasileiros acreditam nesse aspecto. “Os indivíduos querem se sentir uma parte fundamental da entidade”, disse o sócio-fundador da VIK.

Portanto, esteja de acordo com as necessidades do mercado e conquiste o seu espaço. Se busca uma oportunidade de estágio ou aprendizagem, acesse o nosso painel de vagas. Boa sorte!

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