Conduzir e desenvolver times podem ser um grande desafio para gestores. Isso ocorre por uma razão muito específica: a convivência. Dependendo do grau de maturidade do coletivo, conflitos de relacionamento quase sempre ocorrem, desviando o foco de todos para uma direção pouco produtiva e não ajuda em nada.

Quem defende isso é Valdez Monterazo, associado sênior na Sociedade Brasileira de Coaching. “Nesse momento, a maioria dos líderes não sabe como conduzir a situação, agravando o quadro e causando a baixa na produtividade geral. Você já passou por uma situação semelhante? Ou até mesmo já foi membro de uma equipe disfuncional?”, questiona o especialista. 

Na maioria dos casos, a resposta para essas indagações é “sim”. Nesse caso, ele destaca como, se o indivíduo está focado em problemas de relacionamentos, sua atenção não é direcionada à produção e cumprimento de suas funções de maneira plena. “Nesse sentido, convido você a refletir sobre a seguinte pergunta: como os coordenadores podem conduzir grupos à excelência?”. 

Pesquisadores sobre a temática fizeram essa mesma dúvida e chegaram a conclusões interessantes. “Eles entenderam como toda staff em formação passa por diferentes etapas, ou fases, de desenvolvimento e cada uma exige uma postura e condução distinta do chefe”, aponta. 

Ter uma boa sinergia entre todos é fundamental para os resultados e até mesmo para reduzir as taxas de turnover. Lucia Campos é estudante de administração e é incisiva quanto a isso. “Se algum dia eu tiver, por exemplo, desentendimentos com algum colega, mesmo feliz na minha posição, vou procurar outras vagas”, conta. 

Para ela, é importante ter bons relacionamentos e isso é feito pela comunicação, além da entrega mútua. “É uma via de mão dupla. Todos estão lá para aprender e performar o esperado. Se você me ajudar, eu também faço isso e isso vale para o outro lado, também”, explica a universitária. 

Entenda um pouco mais sobre cada uma delas:

Fase 1: formação

No início, os membros se encontram entusiasmados e com vontade de participar. “O grande desafio, apesar do entusiasmo, é o fato dos talentos ainda não possuírem procedimentos e direcionamento. Portanto, o papel nesta etapa é o de estabelecer papéis, tarefas e processos para cada indivíduo”.

Fase 2: tempestade

No segundo avanço, os conflitos entre os colaboradores vem à tona, diferentes perspectivas e personalidades colidem, além de testarem os limites e a autoridade de quem gerencia. “A missão é superar o mais rápido possível e o líder tem um papel crucial nesse momento, de solução de desentendimentos, dar feedbacks e encorajar a todos.

Fase 3: normalização

Na normalização, os integrantes estão na transição entre a resolução dos engasgos e a volta do foco nos principais resultados. “O grande obstáculo é manter a direção do coletivo nas principais metas e resultados, mantendo a coesão dos envolvidos”.

Fase 4: desempenho

É a etapa de performance, o ponto a ser almejado por todos. “Chegamos nele quando o time está maduro, produtivo e existe espírito de união. Neste ponto, é preciso dar desafios à altura do grupo, além de definir escopos mais audaciosos, tirando a todos de uma possível zona de conforto”.

Fase 5: Encerramento

Nem todas as equipes necessariamente precisam passar por ela - de dissolução ou encerramento. “Ela geralmente ocorre quando o quadro formado já tinha a premissa de ser temporário. Após as desavenças e vitórias juntos, os funcionários se apegam uns aos outros e o desafio é a separação ocorrer sem o sentimento de vazio. O superior deve reduzir gradativamente o número de interações e contatos, além de encorajar a utilização das habilidades de cada um em outras situações”.

Por fim, o especialista destaca como, a partir das dicas, é possível traçar novos caminhos. “Você se familiarizou com as principais fases de desenvolvimento de pessoas e ganhou insights poderosos sobre como atuar em todas elas. Ao fazer isso, não se surpreenda ao observar uma performance superior e níveis cada vez maiores de excelência”, conclui. 

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