Construir relacionamentos é um desafio, dentro e fora do contexto corporativo. Se desenvolver e corrigir falhas também é difícil. Ganhar e transmitir confiança nas atitudes pode, inclusive, ser outro obstáculo, seja para estagiários, aprendizes, efetivos ou líderes. Isso tudo, além de outros aspectos, podem gerar desgastes no convívio. Contudo, há uma ferramenta capaz de evitar essa situação: os feedbacks. Entenda!

O estresse é maior hoje

Segundo Gabriel Leite, cofundador e CMO da Feedz, as pessoas estão mais estressadas no ambiente de trabalho. Essa afirmação é confirmada em um estudo da Microsoft. De acordo com o apontamento, durante o primeiro ano da pandemia, 45% dos brasileiros questionados disseram sentir o aumento do seu esgotamento físico e mental. “Dentro das corporações, isso tende a gerar mais embates e uma das ferramentas para fazer a gestão de conflitos são as devolutivas”.

Criar um ambiente colaborativo capaz de inspirar confiança e transparência ajuda as pessoas a terem menos atritos. “Retornos construtivos e de reconhecimento auxiliam a chegar nesse estágio. Para as companhias em home office, essa troca é ainda mais vital. Isso porque a forma abrupta como foi adotada a prática não permitiu um planejamento e um período de adaptação adequados”, aponta o especialista.

Pressão por resultados também cresceu

Nessa realidade, os colaboradores se sentiram mais pressionados em mostrar resultados e se comparar com os colegas. “Isso tudo contribui para ficarem mais na defensiva”, expõe Leite. Conforme um estudo do LinkedIn, 24% dos profissionais viram a necessidade de responder mais rapidamente e estarem on-line por mais tempo.

Isso causou uma situação preocupante: 69% das pessoas disseram estar mais ansiosas e estressadas. “Ou seja, praticamente sete em cada dez pessoas estão no seu limite o tempo todo. A gestão de conflitos é importantíssima nesse contexto. Com os sentimentos à flor da pele, muitas vezes um mal entendido é o suficiente para instaurar uma crise. Felizmente, há ferramentas para ajudar a contornar essa situação”.

Durante as “1:1s”, os gestores podem colher avaliações sobre situações responsáveis por deixar o membro do time desconfortável ou chateado. “Ao entender o ponto comum dessas ocasiões, o supervisor é capaz de intervir antes de ser criado um problema ou embate. Por exemplo, se um indivíduo diz se sentir minimizado quando um colega não credita a ele a ideia de um projeto, o chefe mesmo pode levantar essa bandeira nas reuniões”.

3 passos para criar uma cultura afirmativa quanto a isso

Para funcionar na administração desses impasses, é preciso implementar esse recurso como parte da cultura do negócio, só assim cumprirá seu papel preventivo. “O exemplo deve vir de cima”, explica o CMO

  1. Estar disposto a ouvir

Especialmente no começo, quando abrir espaço para ouvir as equipes, elas terão muito a falar. Por isso, mesmo fugindo da intenção inicial do papo, escute. Isso vai ajudar a criar uma relação de confiança e a entender quais pontos são sensíveis para eles.

  1. Dê o exemplo

Para funcionar da maneira devida, é preciso constância e com a estruturação correta.  A única forma de ensinar isso é pelo exemplo. Dê e peça comentários do tipo com frequência, assim o grupo tenderá a replicar esse comportamento.

  1. Crie rotinas

Principalmente no começo, o ideal é criar “o dia do feedback”. Uma vez por semana solicite e dê retornos, além de incentivar para os outros fazerem o mesmo. Só assim, a prática se tornará natural.

Ter esse tipo de abordagem é essencial para gerar, inclusive, mais engajamento entre todos. No estágio de Guilherme Sanches, a relação com os supervisores é até mais próxima. “A sinceridade é sempre bem vinda para a gente evoluir e, quando se constrói aquela troca de ‘seu desempenho foi bom, mas que tal tentarmos da seguinte forma?’ acrescenta muito no dia a dia”, conta. 

Por fim, após seguir as orientações, o especialista garante: “isso vai fazer a gestão de conflitos ser cada vez menos necessária, porque as pessoas entenderão o limite uma das outras, criando uma relação de colaboração”.

Qual é a melhor maneira de dar e receber feedbacks?

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