A Covid-19 trouxe diversas mudanças para a sociedade - tivemos de nos adaptar com rapidez e um dos grandes destaques, nesse sentido, foi a transformação digital. As trocas de paradigmas foram além disso e a crise trouxe, entre outras coisas, uma nova forma das marcas conduzirem as Relações Públicas. Se antes as relações eram mais presenciais, hoje, estagiários, aprendizes, funcionários efetivos e os cidadãos como um todo interagem mais virtualmente. 

Segundo Ari Lisjak, CEO da ISource Marketing, a nova realidade impôs a necessidade de ter informações mais precisas, respostas mais rápidas e estratégicas a situações imprevistas, além de monitoramento de mídia abrangente e inteligente. O especialista trouxe, inclusive, um estudo para mostrar a importância do tema. 

O Instituto de Relações Públicas (IPR) entrevistou recentemente 300 executivos de comunicação e gerentes seniores para entender como as organizações estão preparadas para o cenário pós-pandemia. “O estudo mostra como os executivos corporativos entendiam a necessidade da comunicação para lidar com o coronavírus”.  

Mais de três quartos (81%) dos entrevistados consideraram o papel desse diálogo face à Covid como "essencial" ou "muito importante". Embora a maioria das entidades tenha feito todos os esforços para se preparar para cenários críticos, apenas 30% sentiram suas entidades “extremamente” preparadas para lidar com uma instabilidade, enquanto 55% afirmaram estar pouco organizadas para isso.  

No entanto, para pouco menos da metade dos entrevistados (44%) o plano de comunicação de crise não incorporou as diretrizes para doenças pandêmicas. “Cenários como esse demonstram a necessidade da RP. No Brasil, por exemplo, uma marca de roupas foi duramente criticada após colocar à venda quatro modelos diferentes de máscaras faciais a preços exorbitantes e isso resultou em repercussões negativas e o Procon entrou em ação”, conta.

 Para o especialista, essas “novas” crises, criadas em um contexto inesperado, precisam de uma tática distinta, a qual só pode ser executada por uma equipe de relações fortes e eficientes. Com base nisso, Lisjak listou razões pelas quais essa área se tornou (ainda) mais essencial durante os últimos dois anos. 

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  1.   Capacidade de lidar com crises

Embora muitas empresas de RP tenham tido um 2020 desafiador, as equipes de comunicação corporativa trabalharam incansavelmente para ajustar suas mensagens, dando entrevistas, desenvolvendo planos de comunicação para crises e mantendo o público calmo. Dessa forma, é demonstrada não apenas sua habilidade de navegar em águas complexas, mas também o quão importante o setor é. 

  1.   Rentabilidade

Com algumas exceções, incluindo as indústrias de saúde e entretenimento, a pandemia teve uma influência prejudicial sobre os gastos de marketing da maioria das organizações. Então, para onde eles redirecionaram o dinheiro? Muitos recorreram ao RP, o primo mais lucrativo da publicidade, com o difícil desafio de persuadir os outros de como o investimento valia a pena.

  1.   Confiança

Segundo comunicadores e jornalistas de Relações Públicas, a maior estratégia para superar adversidades é construir confiança. Vimos uma combinação das áreas, como marketing, social media e etc. como nunca antes.

  1.   Inovação tecnológica

As agências tiveram de se adaptar, implementando ferramentas tecnológicas para coletar mais informações e monitorar questões importantes, tanto na mídia tradicional (rádio, imprensa e televisão), quanto na digital.

  1.   Adaptação e interpretação de cenários

A realidade atual demonstrou como os profissionais desse ramo devem ser capazes de compreender rapidamente novos cenários. Entender a situação dos clientes e acompanhá-los do ponto de vista 360 é fundamental para evitar erros. O mundo está cada vez mais rápido e esse follow up deve ser constante.

  1.   O toque humano

Os consumidores de hoje não só apreciam como também exigem empatia e é vital estar comprometido em entregá-la. As pessoas perceberam a fragilidade da nossa existência e da nossa dependência em momentos de tanta incerteza, razão pela qual as relações públicas são tão importantes.

Laura Campos, estudante de contabilidade, conta valorizar muito as corporações abertamente preocupadas com essa capacidade de entender seu lado. “Eu sou super adepta desse movimento de ajudar o comerciante local e etc. justamente porque há mais pessoalidade nas tratativas. Não sinto isso vindo com tanta força de grandes marcas, mas percebi isso mudando nos últimos tempos”, conta. 

  1.   O poder dos influenciadores

Devido ao isolamento social, os influenciadores receberam um aumento notável nas interações e no envolvimento de seu conteúdo. É do conhecimento geral como muitas campanhas tradicionais foram paralisadas, atrasadas ou suspensas, principalmente no setor de turismo e hotelaria. Portanto, foi necessário para as marcas aprenderem a se reinventar para superar essa crise e continuar crescendo.

Os desafios da pandemia, bem como os novos cenários surgidos em decorrência dela, têm causado mudanças em organizações em todo o mundo. “Tecnologia, pensamento estratégico e adaptabilidade são essenciais para a comunicação em um mundo pós-Covid”, finaliza Lisjak. 

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