Você sabe qual é a primeira coisa feita de maneira equivocada pelas empresas em momentos de crise? Se escondem! Com o coronavírus em alta, tomando conta da vida de todos, essa prática ficou ainda mais forte e impactante. Não estamos falando de fechar as portas e ir para uma caverna, mas sim de parar de anunciar, de investir em mídias e abandonar as redes sociais. É o famoso "na crise, corte a publicidade", um termo englobando toda e qualquer ação de divulgação.
 
Não é algo inteligente de se fazer agora. Afinal, o percentual no Brasil de consumidores entendendo a comunicação como essencial ou um fator decisivo em sua decisão de compra é bem alta.  As marcas estão fazendo o correto nessa pandemia? De acordo com o Relatório Especial Edelman Trust Barometer, quando se trata de marcas as quais você irá ou não comprar ou usar, o resultado do levantamento aponta algumas diretrizes interessantes.
 
"Os números desse estudo mostram como 81% das pessoas dizem precisar confiar nas marcas para fazerem o certo nesse período. O grande público espera das corporações responsabilidade de garantir, dentre outros fatores, a proteção de seus funcionários contra o vírus. Em outras palavras, todo mundo está de olho em como as entidades estão se posicionando. Se esconder e não divulgar essas ações, bem como agir como se nada estivesse acontecendo, será um grande tiro no pé", afirma Ediney Giordani, fundador da KAKOI Comunicação.
 
Miguel Silva estuda marketing na Facamp, em Campinas. Para ele, esse é o foco de seus estudos tanto durante a graduação, quanto depois. “Quero me especializar em posicionamento estratégico no mercado e isso consiste em colocar a instituição no mapa de todos os meios possíveis”, conta. De acordo com o universitário, se preocupar com a reputação dos negócios é um diferencial. “Você precisa entender as tendências e adaptar suas estratégias conforme o público muda”, acredita.

Invista em comunicação, não em omissão

Os empreendimentos têm um papel vital e a última coisa esperada pelo público é o silêncio deles. É o momento de aparecer, usar recursos e muita criatividade para fazer a diferença. "O bem-visto agora são os estabelecimentos capazes de concentrar todos os esforços em encontrar soluções adequadas e significativas para os problemas enfrentados hoje pelas pessoas. Todo mundo se sente mais tranquilo quando percebe ações positivas. As más notícias chegam todos os dias. Portanto, é papel das companhias criar empatia para ajudar tanto a informar, quanto a tranquilizar" explica Giordani.
 
Aparentemente, muitos negócios entenderam o recado. Cerca de 60% dos indivíduos percebem as marcas respondendo com mais rapidez e eficiência à pandemia em relação ao próprio governo. Além disso, 72% têm a esperança de ver o Brasil vencer a adversidade com a ajuda das organizações na busca por solução aos desafios. "Os exemplos estão aí. Um restaurante fazendo delivery com toda a higiene do mundo, uma grande loja reforçando suas vendas on-line e fábricas adaptando suas produções são bem vistas pelo público. Acredite, essas ações geram esperança", conta.
 
Não se esconda!

Iniciativas assim precisam de toda a divulgação possível, portanto, não é hora de se omitir. Ediney explica: além de implementar boas ações preventivas, uma exposição bem feita atrai ainda mais consumidores. "Quem não fica sensibilizado com uma corporação a qual tomou o cuidado de disponibilizar computadores para o home office de seus colaboradores? Não corte suas redes sociais, nem a sua assessoria de imprensa, não deixe de criar vídeos bem feitos e insista em ações de marketing", completa.

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