Os jovens brasileiros já demonstram dominar conceitos básicos de educação financeira e de como gastar o dinheiro pensando no futuro. Isso é positivo, pois segundo o Banco Mundial, apenas 3,64% da população economiza pensando no amanhã. Com essa consciência, a partir dos primeiros rendimentos como estagiários ou aprendizes, por exemplo, eles saberão como lidar com seus ganhos mensais.

Como os jovens pensam?

De acordo com uma pesquisa recente do C6 Bank e Datafolha, 50% dos meninos e meninas de 12 a 17 anos usariam o dinheiro de um empréstimo para empreender. Outros 42% se endividariam para pagar um curso no exterior, enquanto menos de 15% aceitariam fazer uma dívida para comprar computadores ou celulares para se dar um presente ou realizar um tratamento estético.

“Ao serem perguntados sobre os motivos para entrar em um débito hoje, a maioria dos jovens demonstrou ter uma compreensão maior em relação ao uso do dinheiro e isso é muito bom”, diz a head de educação financeira do C6 Bank, Liao Yu Chieh. Para ela, esse tipo de despesa, nessa fase da vida, e bem planejada, pode render bons frutos no futuro. “É diferente de pegar um empréstimo para um gasto de consumo, comprando um carro ou um smartphone, por exemplo”, complementa.

Entre o público das classes A e B, estudar fora lidera a lista de situações nas quais se endividar valeria a pena. Já entre os adolescentes das classes C, D e E, montar ou investir no próprio negócio seria a principal razão para assumirem tal condição.

Educação financeira nas instituições de ensino

No Brasil, o ensino financeiro ainda está longe de alcançar um patamar considerado necessário, mas está em movimento. Alunos do 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, por exemplo, estão produzindo o projeto “o básico e o dispensável: trabalhando essa educação pautada na empatia”. Nele os pré-adolescentes discutem sobre como funciona um orçamento familiar, reserva emergencial e aprendem a questionar o porquê de algumas pessoas terem dificuldades de pagar as contas básicas.

O trabalho está sendo orientado pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzido pela professora Dezirê Grazioli e faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma - prática pedagógica a qual promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

De acordo com a professora Dezirê, as atividades são focadas em quatro pilares da educação financeira: gastar, guardar, doar e investir. “Eles aprendem sobre os cartões de débito e crédito, como funcionam os bancos, financiamentos, empréstimos e consumo consciente. Além disso, entendem melhor sobre doações, pois tratamos a desigualdade de oportunidades”, explica.

Cuidado com a Internet

Nesse sentido, os entrevistados do levantamento do C6 Bank e Datafolha são otimistas: 89% acreditam conseguir uma vida pecuniária melhor em relação aos seus pais daqui a 20 anos. Ainda,44% buscam informações sobre como lidar com o salário em perfis das redes sociais, como Instagram, Tik Tok, Twitter e Facebook. Apenas 6% afirmam buscar conteúdo em sites especializados ou de notícias.

Além disso, 64% confiam na possibilidade de ganhar bastante em pouco tempo fazendo investimentos por conta própria com base em dicas da Internet. “Esse é um dado extremamente preocupante, porque raríssimas pessoas têm esse retorno. A grande maioria perde e, muitas vezes, em grande quantidade”, finaliza Liao.

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