Com o fechamento das escolas devido à Covid-19, profissionais da educação, do mundo todo, se viram desafiados a encontrar novos caminhos para o ensino-aprendizagem. Uma pesquisa do Instituto TIM, por meio do projeto “O círculo da matemática no Brasil”, constatou um volume de 70% de reclamações acerca da dificuldade de se adequar às aulas remotas, por parte dos educadores. No entanto, esse passou a ser o “novo normal” e a necessidade de se adaptar trouxe consequências. 

 

Adaptação às aulas remotas

Entre os entrevistados do mesmo relatório, 66,4% apresentaram impasses para se ajustarem ao remoto. Essa, inclusive, foi a circunstância de Verônica Côco, professora de português no Colégio Salesiano de Campos e Centro de Estudos pH, ambos do Rio de Janeiro. Consoante à ela, o começo foi mais desafiador, “tive muitas dificuldades no início, precisei buscar novas formas de me manter próxima aos meus amados, mesmo através de uma tela”. 

A pedagoga sempre foi muito carinhosa e destaca a importância dessa abordagem mais humanizada, apesar de digital. “Em todos esses anos, pude aprender onde está o segredo: em seus alunos, sua sala de aula, na alegria de ensinar, porque não basta ser bom...é necessário fazer com amor. Esse contato pessoal é fundamental para a formação e desenvolvimento”, afirma Verônica.

Além disso, quanto aos métodos didáticos, ela conta: “precisei me desenvolver de acordo com as ferramentas dispostas naquele momento. Entretanto, mesmo com toda inovação, nada se compara com o olho no olho, o toque”. É possível perceber também uma dificuldade por parte dos discentes. 

Segundo Deborah Vieira, professora substituta no departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), boa parte dos comportamentos adotados a partir do isolamento social foi por tentativa e erro, “vendo os outros fazerem e confirmando se os resultados foram positivos ou não”. Ademais, ela salienta: “foi uma experiência muito estranha”. Afinal, a situação era inusitada para todos e a adaptação ao virtual, se deu às pressas.


O trabalho em casa

Ainda com dados da mesma pesquisa, 58% dos entrevistados pelo Instituto TIM, contaram não conseguir lecionar sem barulhos ou interrupções. O home office impôs ajustes em todas as dinâmicas. "Com a pandemia, não era mais possível separar o pessoal do trabalho. Os estudantes passaram a frequentar minha casa, fazer parte do convívio diário comigo e com minha família”, declara a docente. 

Há diversas questões sobre estar em sua residência enquanto exerce funções corporativas, em geral, as distrações possuem origens diversas. Deborah acrescenta nessa lista os serviços domésticos, destacando sua interferência a todo momento na rotina. “Às vezes, estava trabalhando e pensando no almoço ou na cozinha para arrumar”, ela confessa.

O tempo passou a correr de maneira diferente. Estar em seu dormitório e ao mesmo tempo no ofício acarretou a necessidade de mais disciplina, com o objetivo de separar as atividades e limitá-las a seu momento. “Por serem o mesmo ambiente, acabava deixando o descanso de lado para me dedicar às tarefas de um ou de outro”, salienta a professora da UFSJ. Mesmo se considerando uma pessoa muito organizada, ela teve problemas para “estabelecer horários e cumpri-los”.

 

Saúde mental no home office

“Confesso: estudar e trabalhar dentro do meu quarto, virou algo a ser conversado em terapia”, conta a doutoranda.  No mesmo levantamento é possível destacar o volume de 78% dos docentes com excesso de sono ou insônia, como foi o caso de Deborah. Além disso, ela explica sobre sentir mais cansaço e destaca uma diferença da vida pré-pandêmica. “O contato presencial e a conversa, de certo modo, renovam as energias de todos. Com as telas, a interação diminui e a sensação de estar sozinho, mesmo com outras pessoas, aumenta.” 

Enfim, em março de 2021, o Journal of Occupational and Environmental Medicine, publicou um estudo, no qual foi observado um declínio na saúde física e mental dos entrevistados. Todos já haviam completado a transição para o modelo on-line e demonstraram fatores estressores semelhantes, como mudança de hábitos alimentares e dos relacionamentos sociais. 

Para as mulheres, o expediente aumentou em até 65%, como descreve estatísticas do Instituto de Psiquiatria da USP. Entre elas, 40,5% relataram sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse. Nos lares com crianças, as queixas são mais evidentes se comparadas com aqueles onde só moram adultos e adolescentes. Ou seja, grande parte das trabalhadoras, também são donas de casa e mães, logo, vivenciam uma jornada tripla. 

 

A paixão em ensinar

Ainda, com todos os percalços da profissão, Verônica afirma: “quando me perguntam outra carreira a qual eu desejaria seguir, sou firme em dizer ‘professor’, porque sem isso, seria incompleta”. A paixão e o prazer em ensinar move a mestre. “A docência é uma missão árdua e contínua, mas o seu resultado é gratificante e recompensador”. Isso explica como tanto amor torna o processo de instrução mais satisfatório, para ambas as partes.

Em geral, os sinais do magistério aparecem cedo, muitas vezes nas brincadeiras de escola, nas quais as crianças se imaginam ensinando. Para Deborah, a afirmação veio de atividades desenvolvidas na faculdade. “Percebi meu gosto em um projeto de extensão. Pude vivenciar o dia a dia da sala de aula e entender como a educação transforma, abre portas e mentes”. Ela completa: “hoje, poder compartilhar conhecimento é um processo de aprendizado e crescimento constante, me faz sentir viva e útil.” 

Por fim, conforme Verônica cita Aristóteles em seu pensamento, “a esperança é o sonho do homem acordado”, é importante lutarmos pelo futuro da educação brasileira, da melhor maneira possível. Mesmo com a atual crise sanitária, os docentes se reinventam para manter a qualidade de seus ensinamentos, no intuito de formar e moldar talentos com potencial para mudar o mundo. 

O Nube reconhece a importância dos orientadores, por isso, destaca a data e promove homenagens a fim de desejar um feliz dia do professor!

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