Após quase um ano e meio de ensino remoto, as crianças vão retornando às escolas neste segundo semestre. Porém, não encontram o ambiente do mesmo jeito. Por conta da nova realidade, o modelo tradicional foi reinventado. Como consequência, o processo de ressocialização ganhou novos contornos e desafios. Veja mais nesta matéria!

Como acolher nesse retorno

As recomendações permanecem as mesmas: higienização diária dos ambientes, distanciamento, uso de máscaras e álcool em gel e aferição de temperatura. Para a diretora pedagógica da rede Red Balloon, Ruymara Almeida, além dos protocolos de segurança, as escolas também devem priorizar práticas pedagógicas com foco em cuidados socioemocionais.

Para a especialista, é natural muitos ainda se sentirem inseguros, desconfortáveis ou terem alguma resistência ao retornar depois de tantas mudanças e incertezas. Por isso, os professores devem oferecer o suporte necessário e exercer um olhar empático, acolhendo os estudantes e oferecendo um ambiente seguro em meio a tantas dificuldades e perdas. “Uma parte fundamental da aprendizagem se dá por meio do vínculo criado. É importante cultivar esse afeto e confiança independentemente da modalidade de ensino, seja nas aulas on-line ou presenciais”, completa Ruymara.

Depois de muito tempo longe do colégio, o retorno pode gerar ansiedade e prejudicar o desempenho do aluno. Nesse contexto, os pais devem conversar sobre o assunto, ajudando-os a retomar a rotina e regular os horários. Além disso, as famílias devem orientar sobre as medidas preventivas para quando estiverem na escola. “O bom relacionamento entre a instituição de ensino e os responsáveis é crucial durante toda jornada escolar. As expectativas alinhadas e a comunicação transparente entre ambos os lados, é essencial”, finaliza a diretora.

Ao final dos primeiros dias desse novo semestre é importante dedicar um tempo de qualidade aos seus filhos, perguntar como foi o dia, escutar, deixá-los compartilharem sua experiência. Caso tenham alguma dúvida ou insegurança, não devem hesitar em procurar a direção, expressar seus sentimentos ou preocupações, para solucionarem juntos a situação.

Essa parceria é primordial para o bem-estar emocional, acadêmico e social. Ela se constrói a partir de uma relação de confiança mútua, empatia e um trabalho conjunto. A coordenadora da Educação Infantil do Colégio Presbiteriano Mackenzie, Vanessa Ann Davies Moreira, destaca: “esse é um momento marcante para todos, mas a volta não é tão simples e requer também uma preparação especial. Principalmente após esse duro período recente”.

Confira mais algumas dicas para um bom acolhimento:

Identidade escolar: envolver os estudantes nas questões da entidade educadora e tratá-los como parceiros para ajudar os colegas, resgatar histórias de conexão e mostrar o espaço além de seus muros.

Competências socioemocionais: uma das possibilidades é usar essas competências para combater a evasão. Desse modo, os docentes podem encorajar os discentes a tomarem algumas atitudes como estruturar seus pensamentos e sentimentos, conviver em grupo, desenvolver o pensamento crítico, buscar soluções alternativas para problemas.

Canais de escuta: é possível criar uma caixa de sugestões, e-mail, conta em redes sociais ou Whatsapp para facilitar o diálogo. Demonstrar interesse e criar maneiras de escutar, facilita a conexão. Promover rodas de conversa, debates e o compartilhamento de ideias também corrobora na proximidade.

Em São Luís - MA, por exemplo, uma escola da rede estadual espalhou frases e palavras motivacionais pelo prédio, para proporcionar uma vivência melhor, após um longo período remoto. Palavras como 'gratidão', 'acolhimento', 'motivação', 'respeito' e 'tolerância', agora fazem parte da decoração do Centro de Ensino Santa Teresa.

Portanto, promova um bom retorno para essas crianças ao mundo educacional. Seja parceiro e fique de olho para perceber possíveis dificuldades. Assim como tudo ultimamente, não será fácil. Porém, juntos somos capazes!

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