A pandemia forçou a população a rever o modo como realizava todas as atividades do cotidiano. As tarefas foram levadas para dentro de casa, como o trabalho e estudo remotos. Porém, segundo o Cetic, a falta de acesso à Internet em casa dificultou o ensino para 86% das escolas do país. Os dados foram colhidos de setembro de 2020 a junho de 2021, por telefone, com 3,6 mil escolas. Veja mais nesta matéria!

Entre as públicas, o percentual de alunos com dificuldades por conta da conexão é de 93% nas municipais e 95% nas estaduais. Nas particulares, o número cai para 58%. A falta de apoio dos pais e responsáveis foi um problema relatado por 93% dos jovens.

A pesquisa também levantou quais as medidas adotadas para diminuir os obstáculos. A estratégia mais comum, relatada por 93% delas, foi a distribuição de atividades e materiais pedagógicos impressos, entregues fisicamente. Outras foram a criação de grupos de aplicativos em redes sociais (91%) e a gravação de aulas em vídeo (79%).

No ensino superior, a modalidade a distância (EAD) viu a procura subir 9,8% no primeiro semestre de 2021. Os dados são do Instituto Semesp. O diretor da universidade americana AmbraUniversity, Alfredo Freitas, comenta: “passamos por um momento de alteração no sistema educacional e isso vai impactar profundamente o mercado de trabalho futuramente. O Fórum Econômico Mundial considerou a pandemia como uma mudança de paradigmas para faculdades e universidades em todo o mundo, acelerando essa transformação”.

Consequências dessa dificuldade

Esse período de isolamento social aumentou ainda mais a desigualdade entre os estudantes. A educação das crianças mais ricas tem um desenvolvimento tão acelerado, representando quase oito anos à frente das mais pobres em tempo de estudo, ao fim do ensino fundamental.

Uma análise, feita a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, mostra o início da defasagem logo nos primeiros anos de vida: são quase 2 mil horas a menos passadas na creche e na pré-escola. No nono ano as crianças do pico da pirâmide social já acumulam 7.124 horas de aprendizado a mais.

A utilização do ambiente digital também influencia nessa diferença. Segundo pesquisa da PwC e do Instituto Locomotiva, a taxa de acesso à web é de 98% nos colégios particulares e 78% nos públicos. De acordo com dados levantados pelo Insper, em 2020, o engajamento dos alunos da rede estadual foi de 25 horas semanais, o correspondente a 36% da jornada ideal.

Segundo a empresa, o Brasil também perde 220 bilhões de reais por ano com discentes sem completar a educação básica. A proporção de pessoas nesse sentido aumentou. Em 2020, esse percentual havia sido de 28% e, em 2021, subiu para 43%, segundo o Conselho Nacional da Juventude.

Com a dificuldade de assistir às aulas, muitas crianças também não aprenderam o conteúdo. Dessa forma, os exercícios e provas muitas vezes foram realizadas com a ajuda de terceiros. Com a volta às salas, isso ficará cada vez mais visível e terá consequências em breve.

Algumas medidas

A proposta de Lei 14.172/2021 prevê a destinação de 3,5 bilhões de reais em ações para promover a conectividade de alunos e professores da rede pública. Entre as fontes de recursos, estão as dotações orçamentárias e o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, o Fust. Segundo dados da Anatel, até 2020, ele possuía em caixa 22,6 bilhões de reais arrecadados.

A lei foi aprovada pelo Congresso, mas vetada por Bolsonaro. A decisão, no entanto, foi derrubada pelo Poder Legislativo. Como último recurso, o presidente apelou ao Supremo Tribunal Federal. Segundo o ministro da economia, Paulo Guedes, é impossível aprová-la sem cometer crime de responsabilidade fiscal. O governo prepara algumas mudanças no texto para tornar a legislação viável.

Enquanto isso, a Prefeitura de Teresópolis - RJ realizará uma live no dia 22 de setembro para apresentar o programa ”ConectaTerê”. Trata-se de uma série de medidas para ampliar a conexão na cidade. Uma das iniciativas em andamento é a disponibilização de chips 4G para toda a rede municipal.

Como vimos, o homeschooling é uma tendência para um futuro próximo. Contudo, no Brasil temos muitas dificuldades e isso precisa ser resolvido para proporcionar a todos a mesma qualidade de ensino.

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