A taxa de desemprego terminou o primeiro semestre de 2021 em queda, representando 14,1% da população. Contudo, esse número ainda é alto e atinge 14,4 milhões de brasileiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. Isso significa uma redução de 0,6% em relação ao primeiro trimestre e é o menor valor do ano, apontando para uma recuperação do mercado após a crise provocada pelo Covid-19.

A expectativa era de um resultado pior. O intervalo das estimativas captadas pelo Valor Data ia de 14,1% a 14,6%, com mediana de 14,5%. Com esse aumento, o nível de ocupação subiu e chegou a 49,6%, mas isso ainda significa menos da metade da população em idade para trabalhar. No trimestre terminado em dezembro de 2019, eram 94,5 milhões de ocupados no país – 6,7 milhões a mais. Outro fator interessante é o rendimento médio dos trabalhadores. Atualmente é de 2.515 reais, 6,6% abaixo de 2020.

O COO e co-fundador da Mywork, Thomas Carlsen, já percebe uma mudança: “o mercado de trabalho vem tentando se reestruturar com solidez conforme a gradual retomada das atividades econômicas. Várias empresas haviam interrompido suas operações em 2020 e voltaram a contratar nosso sistema de ponto eletrônico e, além disso, novas organizações estão em busca de potencializar a gestão de colaboradores.”

Trabalho por conta própria

Esse modelo atingiu o número recorde de 24,8 milhões de pessoas no 2º trimestre, o correspondente a 28,3% de toda a população ocupada e representou 71% das novas ocupações. Comparando com o primeiro trimestre, são 4,2% (superior a 1 milhão de pessoas) a mais.

Esse aumento é reflexo da pandemia. Com a diminuição no quadro de funcionários das corporações ou até o fechamento delas, as pessoas precisaram de outras fontes de renda. Com isso, foram para a rua ou para a Internet vender produtos e serviços.

Desses, apenas 5,7 milhões possuem Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ. O total sem a documentação chegou a 19,1 milhões contra 16,3 milhões há um ano. Segundo o IBGE, 52,2% da alta da ocupação na comparação mensal e 62,7% do avanço na anual vieram do aumento dos informais. São eles: os sem carteira assinada, sem CNPJ ou trabalhadores sem remuneração.

Números detalhados dos desempregados

Gênero:
As mulheres ainda são maioria entre os sem emprego, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Pnad. Elas representam 17,1%, enquanto a taxa dos homens é de 11,7%.

Grau de instrução:
Para trabalhadores com ensino médio incompleto, o índice foi de 23%, com ensino superior completo foi de apenas 7,5% e incompleto ficou em 16,5%.

Cor ou raça:
Os brancos ficam abaixo da média nacional, com 11,7%, os pretos com 16,6% e pardos 16,1%.

Faixa etária:
Entre os jovens de 18 a 24 anos o número foi de 29,5%, muito acima dos 13,8% para indivíduos com idade entre 25 e 39.

A pesquisa global da ADP Research, realizada em 17 países, mostra a Geração Z (nascidos entre 1995 e 2003) com o menor entusiasmo em relação ao futuro. Quase 78% deles disseram ter as vidas profissionais afetadas, 39% relataram ter perdido o emprego ou sido dispensado por seu empregador. Como resultado, o otimismo entre esses jovens caiu de 93% para 83%, maior queda entre as gerações.

“Ter esperança é essencial para a recuperação plena da atividade econômica e é apenas questão de tempo, acredito eu. Com o avanço da vacinação nos estados, existe a tendência dos postos de trabalho serem preenchidos novamente com quem estiver apto e pronto para assumir novos desafios.’, finaliza Carlsen.

Por tanto, não desanime. Continue em busca de conhecimento e atualização, a sua chance pode chegar a qualquer momento. Enquanto isso, se capacite, realize cursos e melhore seu currículo. Essa dedicação pode fazer a diferença na hora de concorrer a uma vaga.

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