Se antes o estilo de gestão na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo” era dominante no mercado, hoje, esse se mostra um formato ultrapassado para conduzir equipes. Os debates sobre as diferenças entre um chefe e um líder têm aumentado cada vez mais e, nesse sentido, contar com a visão de um especialista no assunto pode auxiliar. Entenda!

De acordo com Pedro Signorelli, especialista "insider" na implementação de OKR (Objetivos e resultados chave) em empresas, esse modelo de gerência ‘por chicote’ deve ser aposentado de uma vez por todas. “É preciso aumentar o nível de confiança na relação líder - liderado, com mais alinhamento sobre as prioridades”, explica.

O processo de adaptação pode demandar algum tempo e ajustes, mas vai resultar em mais autonomia e engajamento dos indivíduos na execução das tarefas. “Isso impacta diretamente nos resultados financeiros e de satisfação da organização. O contrário disso implica no aumento de reuniões virtuais, mais esgotantes em relação às presenciais, como já descobrimos”, continua o especialista.

Como estamos atuando de maneira remota em virtude da pandemia, é mais difícil captar se alguém do time está com algum tipo de problema responsável por, inclusive, afetar seu desempenho profissional. “O supervisor tem o dever de ajudar o colaborador a conseguir explorar o melhor do seu potencial, permitindo a exposição de suas emoções em momento e local apropriados, se isso, de alguma forma, for bom para ele”.

Engajamento é um tema nevrálgico, em tudo e para tudo. “Se você é um empreendedor e trabalha sozinho, como é o meu caso, precisa do engajamento daqueles para quem presta serviço, no mínimo. Se cresce a quantidade de pessoas trabalhando em torno de uma agenda, a própria compreensão dela e suas motivações aumentam a complexidade deste processo”.

Por isso, há diferentes formas de estimular as equipes e mantê-las assim. Empresas maiores terão um nível de complexidade diferente das menores, mas todas terão de lidar com isso. Afinal, o nível de comprometimento contribui fortemente para o sucesso do negócio e “é necessário estar atento aos gatilhos capazes de desencadear efeitos colaterais desse processo, como dedicação em excesso, gerando altos níveis de estresse”, destaca Signorelli.

O primeiro estudo global sobre o assunto revela como 745 mil pessoas morreram no mundo em 2016 de derrame e doenças cardíacas relacionadas a longas horas de labor. “Esse resultado acaba de ser divulgado e é fruto de levantamento da Organização Mundial de Saúde em parceria com a Organização Internacional do Trabalho”, explica o especialista.

Além disso, pessoas desmotivadas passam suas frustrações às outras e o resultado podemos vislumbrar. “Adotar uma forma de administração responsável por estimular, de fato, o engajamento é um caminho seguro para se alcançar o sucesso, como ocorre com a gestão por OKRs”, aponta.

Esse sistema tem entre suas premissas envolver mais o time no processo de construção do futuro. “Parte do diferencial disso é a forma com a qual se estipulam as metas, além do tradicional top down, com o direcionamento de cima para baixo, deve-se incluir uma perspectiva bottom up, ou seja, a visão do colaborador é muito bem-vinda nesse tipo de gestão”.

Feito de qualquer maneira, o processo pode se tornar muito burocrático e gerar mais trabalho. “É preciso ouvir o grupo sobre a forma de se atingir os escopos ou até mesmo sobre quais devem ser perseguidos”.

Comunicação com a equipe e a organização

Para se alcançar esse nível de gestão, a comunicação com a equipe precisa estar muito bem alinhada. Essa é também uma ferramenta importante da metodologia citada. “A interação à distância é ainda mais desafiadora, pois temos menos informações sobre como nosso interlocutor está recebendo a mensagem”.

Para Giovana Pacheco, estudante de gestão de RH, ter um diálogo claro com seus pares e superiores é imprescindível para o desenvolvimento de suas atividades. “Nem consigo imaginar estagiar em um lugar onde a comunicação não é objetiva. Na minha cabeça, não tem como o negócio ir para frente”, compartilha a universitária.

A distância dificulta esse contato, então o esforço aumenta. “Empatia é a chave, mas isso não implica em compactuar com atitudes as quais não devem ser permitidas, como uma licença para o famoso ‘corpo mole’. A capacidade de delegar resultados e não tarefas é cada vez mais fundamental. O líder precisa entender isso o quanto antes”, conclui o especialista.

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