O brasileiro trabalha em média 1.737 horas por ano, você sabia? Isso representa cerca de 20% do tempo de vida de uma pessoa, no período de 12 meses, de acordo com o Instituto Akatu. Então, como a população passa uma boa parcela de seu dia em atividades laborais, setores de Recursos Humanos (RH) têm ainda mais a necessidade de oferecer um ambiente acolhedor.

A ciência comprova

De acordo com o médico psiquiatra Petrus Raulino, a luminosidade, a harmonia das cores e o ambiente podem interferir na capacidade de vitalidade mental e produtividade. “Cada vez mais os trabalhadores fazem exercícios mentais. O profissional qualificado atua muito com aspectos cognitivos, os quais exigem concentração, memória, velocidade de falar e agir (psicomotora). Quando o ambiente é pensado para trazer conforto, até mesmo o ergonômico, ajuda a não perder energia mental para manter a atenção”, explica.

Conforme a meta-análise feita pela Universidade da Califórnia - a qual avaliava o estado de humor não patológico dos indivíduos - existem três grupos de fatores de influência, os genéticos, os involuntários (como lutos, desemprego ou doença na família) e aqueles possíveis de serem controlados (prática física, ter uma boa alimentação e sono regular, por exemplo).

Segundo os especialistas, atrelado a esse terceiro fator, podemos incluir o espaço laboral. “Ambientes marcantes e organizados podem criar memórias agradáveis, as quais ajudam a experimentar estados intelectuais de descanso, tranquilidade e paz. Isso permite maior eficiência na entrega das tarefas”, avalia.

Conceitos importantes para colocar a “mão na massa”

Para a diretora de projetos e sócia da AKMX, Denise Moraes, os escritórios passam a ser planejados com base na neuroarquitetura. Com base nisso, o desenvolvimento passa por três importantes conceitos:

  • A biofilia - a conexão da natureza com o ser humano, seja por meio de plantas ou objetos naturais, como um piso em madeira;
  • A chamada experiência do usuário (conhecida pelo termo em inglês, user experience) - permite o fortalecimento da marca ao gravar, de forma positiva, aquela área na memória do usuário;
  • A neurociência das cores - aponta como o cérebro se comporta diante de informações captadas visualmente.

Nessa ciência, os locais são pensados de acordo com a ocupação para influenciar e potencializar a ação. “Segundo pesquisas, a cabeça do ser humano recebe estímulos diferentes quando visualiza cores quentes e frias. Essas primeiras, ativam campos responsáveis pelo comportamento emocional e instintivo. Já as segundas, instigam o lado racional e intelectual”, diz.

O roxo, por exemplo, excita o lobo frontal, responsável pelo planejamento e imaginação, como a criação, então, pode ser bem utilizado nas salas de reunião de brainstorm. Já o azul e o verde, estimulam o córtex pré-frontal, incumbido pela memória, assim caem bem na concentração do staff e gabinetes de conferências.

Na prática

Denise, fez o projeto de uma multinacional, na qual trouxe pantones quentes em recintos de convivência e descompressão, como copas, café lounge e elevadores. A cor amarela, por exemplo, ativa o sistema de recompensa, formado por três partes: duas encarregadas pelo comportamento emocional e afetivo e aquela quando uma ação prazerosa é feita.

Assim, ela apostou em bancos e parede com uma tonalidade suave do louro onde há integração social. “Já no lounge, ousamos fazendo um degradê do tom para o laranja, justamente por fornecer a pausa no ofício”, explica a arquiteta do time, Marina Bernardes.

Os locais de curta permanência de clientes ou visitantes suportam mais cores. Então, nesses pontos é possível usar as pigmentações de forma estratégica e trazendo no visual a identidade da marca. Portanto, pensando com cuidado na cartela do estabelecimento como um todo, garante-se melhor performance do time e, ao mesmo tempo, conexão com o público.

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