Segundo o levantamento “Coronavírus e seu Impacto no Brasil”, atualmente 37% de quem está desempregado afirma ter perdido seu posto em razão da pandemia. No entanto, desses, um terço (34%) não está focado em arrumar logo outra posição. Isso, porque estão em busca de aprimoramento e adequação a um novo mercado emergente.  

O gerente de projetos da Demanda e coordenador do estudo, Ricardo Lopes, reflete sobre esse assunto: “as pessoas já estão se atentando ao fato dos novos tempos exigirem habilidades, conhecimentos e comportamentos inéditos. Nesse contexto, é primordial se qualificar em um primeiro momento, para então sair à procura de um novo lugar”, afirma. 

Recolocação 

Para Nathaly Vieira, coordenadora de RH do Grupo PetraGold, foco é a palavra de ordem para quem deseja se recolocar no mercado. Além disso, é importante ter clareza do seu objetivo profissional, ou seja, avalie se o seu perfil e experiências estão de acordo com a vaga divulgada. “Essa estratégia faz você dedicar seu cronograma a oportunidades com potencial de retorno positivo e também otimiza o tempo do recrutador”, destaca. 

Outra dica importante é manter o currículo atualizado e revisado. “Parece óbvio, mas um CV desatualizado ou com informações erradas ou inverídicas pode gerar desconfiança e levar à perda de interesse pelo candidato”, ressalta Nathaly. Outro cenário acontece quando você se candidata a uma empresa de seu interesse, mas não preenche os requisitos da vaga: “coloque-se à disposição para futuras oportunidades por meio dos canais próprios para isso. Pode ser no ‘trabalhe conosco’ no site da companhia, LinkedIn ou por e-mail”, orienta.

Para ela, é importante perceber a nova realidade atípica, mas utilizá-la como fonte de aprendizado. “Cursos, palestras e outras qualificações on-line podem agregar muito ao seu currículo. Aproveite para se reciclar. Qualificação não significa necessariamente desembolsar valores. Tem muitas opções gratuitas capazes de turbinar a sua carreira”, sugere. 

A especialista orienta ainda aproveitar para ampliar sua rede de relacionamentos: “mostre estar disponível, invista em sua rede de contatos. Não só de amigos mas de relacionamentos construídos profissionalmente. É importante também atualizar sua rede social de negócios”, finaliza Nathaly. 

Home Office

A pandemia destacou a prática do home office como uma modalidade viável para muitas empresas. Entre os empregados, 49% continuam trabalhando exclusivamente de casa, outros 16% alternam dias no lar e no escritório e somente 9% já retomaram integralmente sua rotina fora do lar. “Muitas corporações viveram essa experiência e gostaram. Tanto empresas como trabalhadores não têm motivo de apressar o retorno”, conclui Ricardo.

Os dados corroboram: somente 26% de quem permanece a distância afirma não estar satisfeito com essa condição. “Essas pessoas dizem sentir falta da presença física de clientes, colegas, etc. Ou, ainda, estão trabalhando mais e rendendo menos, por conta das dispersões domésticas e da falta de estrutura adequada. Quanto aos mais de 70% satisfeitos, as justificativas para sua satisfação estão ligadas a economia de tempo sem os temíveis deslocamentos de ida e volta do trabalho e também a poupar  dinheiro (transporte, combustível, alimentação)”, explica o especialista.

Há ainda a possibilidade de flexibilização, prática já utilizada por muitas instituições. “Os próprios entrevistados parecem ter a solução para acomodar bem todas as aspirações: havia na pesquisa uma pergunta sobre qual modelo de trabalho gostariam de adotar após o fim da pandemia. Então 65% apontaram o ideal como uma mescla entre dias no escritório e dias em casa”, destaca Silvio Pires de Paula, fundador e presidente da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Marketing.

É preciso ficar por dentro das tendências do mercado para se destacar e compreender novas dinâmicas e práticas. Por isso, acompanhe as matérias e conteúdos do Nube! Para você, o que é melhor: o home office ou atuar no escritório?

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