Uma pesquisa realizada pelo The Economist Intelligence Unit mapeou quais eram os principais desafios dos RH´s antes da Covid-19, com a acelerada expansão internacional das companhias. Realizado no fim do ano passado, o levantamento ouviu mil executivos do em todo o mundo, de diversos setores, para traçar um cenário e mostrar quais eram as motivações, prioridades e desafios naquele contexto.

Recrutamento e legislação

Agora, diante da situação global imposta pelo coronavírus, os pesquisadores analisam o levantamento neste novo cenário para expor quais pontos ganharam mais relevância e devem seguir como tendência nos próximos anos. Segundo o estudo, no contexto de expansão das organizações para outros territórios, um dos principais contratempos estava em recrutar pessoal e gerência com competências adequadas. Esse fator foi listado por 46% dos participantes. 

Em seguida, apareciam as questões de ‘conformidade com as leis e costumes regionais’ (43%) e a ‘compreensão de diferenças locais e suas implicações no RH’, com 41%. Na visão do country Leader of The Economist Intelligence Unit no Brasil, Marcio Zanetti, a busca por conformidade com as legislações estaria no topo da atenção dos executivos da área de gestão de pessoas. Isso acontece muito em função da preocupação com prejuízos financeiros em decorrência de eventuais multas.

Para Mariane Guerra, vice-presidente de Recursos Humanos da ADP na América Latina, além da questão legislativa, o bem-estar e as novas formas de comunicação são itens prioritários. "O trabalho remoto é algo não habitual para muitos trabalhadores e até mesmo corporações. Por isso, neste novo mundo, as companhias precisam pensar em formas de garantir a saúde mental de seus colaboradores e, até mesmo, em como se comunicar, pois a modalidade tende a crescer, inclusive, entre as pequenas e médias empresas", pontua.

Escala e aumento de despesas

Outro tópico aferido pelo levantamento abordou os obstáculos diante da escala. Os principais fatores listados são o aumento com os custos gerenciais e com a necessidade na ampliação da mão de obra. "Para mim, nesse momento, os itens permanecem prioritários, mas questões relacionadas à gestão da produtividade, também, entrariam no foco, diante da impossibilidade de acompanhamento próximo", comenta Zanetti.

Funções internacionais

A pesquisa também ouviu os entrevistados sobre as funções internacionais da área mais aperfeiçoadas pela tecnologia. Nesse ponto, a maioria dos executivos apontou a integração dos processos (46%), seguida pelo treinamento de colaboradores (42%) e gerenciamentos dos custos operacionais de RH (34%).

Engajamento e mudança de mentalidade

Para a vice-presidente de Recursos Humanos da ADP, o engajamento entre líderes e suas equipes é algo passível de transformação e, com a atual conjuntura, isso deve continuar evoluindo. Se antes essa relação se dava de uma forma mais próxima, olho no olho, com a expansão internacional das companhias e as possibilidades disponibilizadas pelos tecnológicos, isso mudará.

"Será preciso uma mudança de mentalidade, pois muitas soluções para não restringir a gestão territorialmente já existem e estão em uso. Na ADP, por exemplo, já contamos com uma plataforma de gestão de desempenho e talentos, voltada para os líderes, na qual é possível acompanhar a evolução de tarefas e prioridades das equipes. Ou seja, neste ponto, o desafio estará na busca pela alteração do mindset dos colaboradores e, também, dos gestores", finaliza Mariane.

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