O isolamento social recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para conter a disseminação do coronavírus promoveu a adoção em massa do home office. Negócios já habituados com políticas do tipo tendem a se adequar com mais facilidade, mas outros acabam enfrentando dificuldades na adaptação ao novo modelo.  

Na visão de Andere Alves, talent acquisition recruiter na Unbox People & Culture, em Brasília (DF), um primeiro obstáculo é em relação aos funcionários não acostumados com o formato. “Não é fácil, principalmente quando se tem crianças em casa e ocorrem, sim, interrupções. É importante manter o foco nas entregas do dia e a palavra-chave é disciplina”, afirma.

Superando contratempos empresariais

A adesão ao formato envolve questões jurídicas e da área de Recursos Humanos. Contudo, a situação crítica também obriga as instituições a pensarem fora da caixa. Segundo Roberta Hodara, especialista em Workplace da JLL, “o momento é de flexibilidade e adaptação à mudança”. 

Para ela, essa é uma oportunidade de as corporações refletirem sobre dar esse passo à frente. “Ambiente de trabalho é algo estratégico nas organizações. É uma maneira de atrair e reter talentos. Quem não oferece essa possibilidade pode perder colaboradores para a concorrência”, alerta.  

A especialista da JLL listou três desafios enfrentados pelas empresas nesse período de transição e deu dicas de como superá-los:

  1. Tecnologia 

A tecnologia tem papel fundamental no labor à distância. Os trabalhadores precisam de equipamentos, conexão de qualidade à Internet, ferramentas seguras (de comunicação, compartilhamento e armazenamento de arquivos) e treinamentos para aprender a usá-las. Afinal, um recurso pode parecer muito simples e amigável para uma pessoa, mas ser difícil para outra.  

Dica: é necessário fazer investimentos em high tech e em ferramentas adequadas para a adaptação total ao novo modelo. “O ideal é o foco não ser em custos, mas em proporcionar uma experiência completa e confortável para todos os envolvidos. Sem isso, a ação é prejudicada”, diz Roberta. 

  1. Liderança à distância 

Nem todos os gestores gostam ou conseguem exercer a liderança à distância. Muitos precisam ver sua equipe desempenhando sua função no escritório para se sentirem acolhidos. No entanto, presença física não é sinônimo de produtividade.  

Dica: é hora de os líderes repensarem sua forma de atuar e de aproximar os indivíduos. “Para ter um time motivado e produtivo, é importante se empenhar na construção de relacionamento, de confiança, de conexão entre o grupo”, indica.  

  1. Adaptação dos colaboradores 

Assim como coordenadores têm dificuldade em exercer a direção remotamente, alguns liderados também podem demorar para se adaptar a exercer suas tarefas em casa. Seja pela falta de uma área de ofício adequada, por conta de ruídos, pela presença da família, tarefas domésticas, enfim, as distrações são muitas.  

Dica: em um primeiro instante, é natural as pessoas ficarem um pouco desestruturadas com a mudança, afetando o rendimento. Contudo, há uma curva de aprendizado e, em geral, é questão de tempo para elas se adaptarem ao novo ambiente e passarem a trabalhar de forma eficiente. “Cabe dar atenção especial e entender as necessidade de cada um, na medida do possível”, declara Roberta. 

Nesse período de incertezas, produzimos diversos conteúdos sobre o tema para auxiliar você e sua equipe! Fique de olho em nosso blog para ter acesso a mais dicas e ferramentas úteis. Conte com o Nube e boa sorte! 

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