Tem se tornado cada vez mais frequente os relatos de pessoas, as quais sofreram assédio no ambiente de trabalho. Pensando nisso, listamos algumas características sobre o tema. Entenda mais sobre o assunto e veja como agir caso ocorra em seu estágio ou aprendizagem.

De acordo com Renato Santos, sócio da S2 Consultoria, o ato só se caracteriza quando há uma relação de subordinação entre o assediado e o assediador. “Nessa base está o ‘abuso de poder’, ou seja, só ocorre quando o seu autor se utiliza do seu cargo para imprimir suas vontades”, afirma.

A situação consiste na constante e deliberada desqualificação da vítima, seguida de sua consequente fragilização, com o intuito de neutralizá-la. Dessa forma, as empresas precisam dar o devido foco no tema, tanto por prejuízos financeiros consideráveis, por processos por danos morais, como pela percepção de impunidade.

Com a incidência crescente de denúncias, as companhias devem diversificar as ações preventivas para coibir essas práticas de constrangimento. O primeiro passo, segundo o especialista, é identificar tendências de seus candidatos a agirem de forma agressiva e impositiva contra seus subordinados diretos ou indiretos. “É preciso compreender suas visões sobre a relação com colegas de trabalho e, uma vez identificado algo diferente dos valores da corporação, deve-se atuar no desenvolvimento desses profissionais”, explica.

Para Santos, ao demonstrar de forma prática com simulações de dilemas do dia a dia os impactos da postura de cada integrante do time, a empresa reforça a conduta esperada de um funcionário, assim como as consequências de suas ações. “Se não tratar o tema, pode gerar riscos financeiros e de imagem e minar sua capacidade competitiva”, conclui.

Em entrevista ao Nube, B.F (nome fictício, pois a pessoa não quis se identificar) de 27 anos e do Rio de Janeiro, conta já ter sofrido com o mal. “Eu tinha 21 anos quando comecei a estagiar em uma grande companhia. Sempre quando estava sozinha com o meu chefe, ele vinha falar o quanto eu era bonita”, comenta. Segundo ela, no começo, o ato causava estranhamento e deixava sem reação. “Depois, não conseguia mais disfarçar. Saía de perto”. Contudo, para ela, a organização era uma boa oportunidade e apesar dos pesares queria ser efetivada. “Finalmente, depois de quase um ano, ele foi transferido para outra unidade e graças a Deus nunca mais precisei vê-lo”, finaliza.

Para quem sofre com abusos como esse, o escritório de advocacia Rodrigo Costa Advogados, no Rio de Janeiro, recomenda juntar provas como e-mails, testemunhas, anotar quantas vezes ocorreram os fatos, data, horário. Tudo capaz de comprovar o ocorrido.

Mesmo sendo difícil, não fique calado e coloque fim a esse tipo de transtorno em sua vida!

Boa sorte!

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