Uma pesquisa divulgada pelo Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) revelou que mais metade das pessoas que se formaram em 2019 e 2020 estão desempregadas.

Esse é o segundo estudo realizado pelo Nube e contou com a participação de 8.465 brasileiros de todos os estados do país e Distrito Federal.

Dos entrevistados, 52,12% afirmaram não estar trabalhando. Outros 27,85% estão desempregados há mais de um ano. Dos 43,05% já inseridos no mercado, apenas 19,93% estão executando atividades pertinentes às suas profissões.

Entre os exemplos apontados na pesquisa, estão administradores atuando como operadores de caixa, cozinheiros e até mesmo pedagogos exercendo funções de faxina ou acompanhante de idoso.

Dentre outros casos, há contadores e advogados como frentistas, designers de games como auxiliares de crédito imobiliário e enfermeiros como cabeleireiros, todos são alguns exemplos dos resultados da pandemia e do fechamento de postos. Há, também, quem se formou em letras na função de porteiro e nutricionistas como babás ou manicures.

O jovem, ao concluir um curso como direito, psicologia, fisioterapia, biologia e etc., sonha em exercer funções pertinentes à sua graduação. Por falta de chances, ele acaba buscando diferentes ocupações, mas ainda almeja uma possibilidade dentro do seu ramo.

“Isso não é demérito algum. Seja como frentista, jardineiro ou faxineiro, certamente esse indivíduo fará o seu melhor. Contudo, o principal caminho para transformar o Brasil em uma nação altamente desenvolvida é por meio da educação e da capacitação. Portanto, é preciso criar mecanismos para aproveitar todos esses talentos com mão de obra qualificada. Não podemos deixar de lado esse conhecimento. Só assim poderemos mudar a realidade do nosso país”, afirmou Seme Arone Junior, presidente do Nube.

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