Um ano depois da Covid-19 chegar ao Brasil, os universitários ainda sentem os impactos da crise econômica na hora de buscar estágio e ingressar no mercado de trabalho.

Levantamento realizado pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) aponta que foram abertas 17.900 vagas de estágio de janeiro a fevereiro deste ano. No mesmo período do ano passado, quando não havia pandemia no país, foram 19.900 — o que representa uma queda de 37,1%.

O percentual é semelhante ao enxugamento de vagas em 2020. No ano passado, 191.500 vagas foram abertas para jovens estudantes — 36,7% a menos que em 2019, quando 303 mil oportunidades foram ofertadas aos universitários.

"A gente estava conseguindo ver uma melhora no mercado de estágios de dezembro a janeiro, mas com o recente pico da Covid-19, as empresas começaram a retrair novamente. Tudo tem sintonia com a economia", disse Mônica Vargas, gerente de operações do CIEE.

No Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), foi registrada queda de 8,5% no saldo de vagas ofertadas em janeiro, 8% em fevereiro e 7% em março, em relação aos mesmos meses de 2020.

Segundo Yolanda Brandão, coordenadora de treinamento da empresa, o setor de estágios não deve se recuperar totalmente este ano, mas as empresas devem voltar a abrir vagas conforme a vacinação avançar pelo país.

"Os jovens são a parcela dos jovens mais vulneráveis. Em abril do ano passado, com o impacto da pandemia no mercado, tivemos um redução de vagas de quase 90%", relembrou Yolanda.

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