O assédio moral é outro exemplo de um problema se adaptando e tomando novas formas com o passar das décadas. O acúmulo de funções e sobrecarga de trabalho fizeram surgir cobranças de metas de forma abusiva, ou objetivos impossíveis de serem cumpridos. Logo, é essencial ampliar os conhecimentos sobre o campo para não permitir tornar o local laboral um lugar tóxico e de mal estar para os contratados. Faça isso agora e evite dores de cabeça na equipe!

 

O impacto de um local nocivo

Um espaço de ocupação tóxico, marcado por cobranças excessivas, intuitos inatingíveis e um volume de demandas extenuante, amplifica a ocorrência de fraudes e de atitudes indevidas, como a agressão, gestão injuriosa e comportamentos ofensivos. Como um todo, a exposição frequente a cobranças excessivas tem como principal efeito colateral a adoção de condutas desonestas para alcançar os propósitos.

De acordo com o advogado e CEO da Shield Compliance, André Costa, boa parte desses crimes tem como fator propulsor a busca por uma finalidade irreal. “Muitos dos clientes os quais atendo tiveram uma piora significativa de clima e até mesmo impactos na cultura da empresa, com movimentos intensos de saída de pessoas. A má gestão de resultados certamente reduzirá a lealdade e afetará a capacidade de tomar as melhores decisões para as companhias. Obviamente, não se trata de aboli-las, mas ter uma análise crítica da viabilidade dos propostos”, comenta o autor do livro Comportamento Indevido no Trabalho.

 

Violências no ambiente de trabalho afetam a saúde interna

Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgada em março deste ano, 11,9 milhões de mulheres sofreram algum tipo de assédio no local laboral em 2022. Esse desafio engloba muitos aspectos e precisa de uma medida rápida. “Existem várias formas de violência dentro do ambiente de trabalho, seja assédio moral, sexual, preconceito, sobrecarga de serviço e até mesmo incidentes de incivilidade. É muito importante as empresas se adequarem a essa nova lei, para garantirem um local mais seguro e saudável para todas as pessoas”, explica Renata Torres, co-founder da Div.A -- Diversidade Agora! e especialista em diversidade e inclusão.

Logo, é  papel das corporações exercer uma relação de parceria e transparência com seus subordinados. “Para prevenir esses tipos de violência, as organizações precisam adotar medidas de conscientização e treinamento, tanto para as lideranças, como para os colaboradores. Alguns exemplos dessas medidas são a implementação de canais de escuta, investigação isenta dos relatos e a promoção de um espaço psicologicamente seguro para todas as pessoas”, exemplifica a executiva.

Muitos empreendimentos já criaram seus meios de ouvidoria. No entanto, sem uma atitude proativa, isso não é o bastante. “Se mesmo quando as mulheres fazem a denúncia, a empresa não toma providências adequadas para parar o agressor, isso é escolher o lado dele", pontua Kaká Rodrigues, co-founder da Div.A.

Nesse sentido, em muitos casos, é necessário haver uma mudança na cultura organizacional, pois vários sujeitos se sentem intimidados e sequer realizam a reclamação. “Isso acontece, principalmente, pois as pessoas afirmam ter medo de perder o emprego, de represálias, e porque sentem vergonha de viverem essa situação de abuso. Ou seja, mesmo quando a entidade tem algum mecanismo de ouvidoria interna ou terceirizado para recolher relatos, essas informações, muitas vezes, não chegam ao conhecimento da alta administração. Para intervir nessa realidade, é preciso trabalhar o empoderamento e criar uma tolerância zero”, conclui Kaká.

 

O papel da empresa nesse cenário 

A promoção de um lugar saudável para se atuar tornou-se uma preocupação constante para as companhias, assim como o respeito inserido na rotina. Recentemente, entrou em vigor uma nova portaria do Ministério do Trabalho, a qual determina a todas as ocorrências de assédio moral serem direcionadas à Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

No entanto, o êxito no combate a essas práticas ainda depende da forma como os funcionários estabelecem a sua comunicação. “Seja em atividades rotineiras ou em momentos difíceis, somos responsáveis pelas palavras ditas e, tão essencial quanto saber falar, é a maneira como isso é feito. Nesse sentido, temos de fazer uso da comunicação assertiva. Ela consiste, entre vários pontos, ter atenção ao tom de voz e à linguagem corporal, na postura empática, em saber escutar e escolher palavras reforçando a linguagem positiva, evitando críticas e julgamentos”, explica Débora Brum, fonoaudióloga empresarial, palestrante e consultora especialista em comunicação humana.

Há uma série de situações as qual resultam em violência psicológica no local laboral, tais como humilhações, xingamentos, cobranças exageradas, isolamento e tratamento diferenciado. De um modo geral, esse problema pode trazer sérias consequências às vítimas dos episódios, sendo as mais comuns a depressão, desmotivação, baixa produtividade, crises de ansiedade e doenças psicossomáticas. Portanto, é imprescindível, por parte das firmas, adotarem práticas desconstruindo esses comportamentos.

Tendo em vista esse cenário, um diálogo aberto e franco pode fazer muita diferença. “Para prevenir o assédio moral, não basta ter um manual de boas práticas, é preciso falar com frequência sobre o assunto e, para isso, os treinamentos de comunicação humana são sempre bem-vindos. É uma maneira de mostrar como as pessoas podem aperfeiçoar sua forma de falar e como isso impacta diretamente na qualidade dos relacionamentos. Muitas vezes, quem pratica o ato não se dá conta disso, assim como quem sofre, não sabe como lidar. Por isso, é crucial elucidar essas questões, evidenciar serem cabíveis de punição, dar voz àquelas vivenciando essas situações e acolhê-las para não terem medo de reportar os episódios”, finaliza a especialista.

 

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