A pandemia impôs uma nova realidade para o mercado de trabalho mundial. Por conta das restrições sanitárias, grandes, médias e pequenas empresas deixaram seus escritórios tradicionais em prol da saúde e segurança de seus colaboradores e adotaram o regime remoto ou híbrido. Dessa forma, os gestores precisam estar atentos às vontades de seus estagiários e funcionários nesse momento de retomada.

Muitas empresas se desfizeram de seus escritórios

Nos últimos anos, os coworkings tiveram uma expansão significativa e se tornaram cada vez mais comuns no mundo dos negócios. Segundo o Censo Ancev, divulgado em 2021, 75,2% dos executivos do setor sentiram essa mudança no perfil do cliente e realizaram algum investimento entre 2020 e 2021.

Atualmente, a procura por esses espaços continua crescente. Outras variáveis, como a facilidade do contrato do aluguel sem burocracia, taxas e a diminuição dos gastos, são características altamente valorizadas pelos empresários à procura de novas sedes para seus empreendimentos. Além do custo-benefício, eles não têm a necessidade de gerir tarefas administrativas, como pagamentos de contas fixas mensais ou a compra de materiais variados, por exemplo. Assim, otimizam o dia a dia da equipe.

Outra vantagem são as oportunidades de networking atuando entre os profissionais de diversas áreas, resultando no aumento na rede de contatos e até mesmo em novas possibilidades de negócio. Também existem os eventos organizados para integração dos membros. Conforme o levantamento, 26,1% desses ambientes colaborativos realizam palestras e workshops, 19,8% preparam cafés da manhã e tarde e 23,9% fazem happy hour.

Segundo Patrícia Coelho, diretora de operações do Club Coworking, os executivos perceberam uma mudança de comportamento entre seus colaboradores nos últimos dois anos. “Hoje, dificilmente alguém opta por trocar a qualidade de vida de um home office ou trabalho híbrido pela rotina de um escritório tradicional. Com o nosso espaço, conseguimos oferecer essa flexibilidade e diferenciais importantes para o cotidiano corporativo”, afirma.

Para a diretora, empreendimentos modernos devem se adequar à nova realidade para conquistar o público e os jovens espalhados pelo país. “Estar em regiões bem localizadas e oferecer conectividade são benefícios para atrair novos talentos”, finaliza. Dessa forma, não adianta oferecer resistência às tendências do mercado, pois será ultrapassado pela concorrência acirrada.

Por outro lado, diversos gestores são contra o modelo remoto

Após dois anos e meio desde o surgimento da Covid-19 no Brasil, as pessoas se acostumaram e passaram a gostar de atuar a distância. No entanto, muitas instituições não têm demonstrado a intenção de adotar definitivamente o modelo. Mesmo tendo demonstrado resultados positivos, a mentalidade de muitos líderes no país atrapalha. Afinal, em locais mais desenvolvidos, essa prática é comum.

Para a professora e pesquisadora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, Sylvia Hartmann, além de ser mais cômodo para os indivíduos, representa menos custos para as organizações. “Essa economia pode ser revertida em benefícios para o grupo. Ficarão mais satisfeitos e engajados, gerando mais resultados. É um ciclo positivo”, avalia. Esse fato não serve apenas para o setor privado. Segundo dados do Tesouro Nacional, somente em 2020, houve uma redução de 3 bilhões de reais nos gastos da administração pública federal em comparação com o ano anterior por conta dessa medida.

A resistência dos empregadores, segundo a professora, deve-se em parte a um pensamento de gestão de negação do futuro e prioriza o controle presencial sobre o cooperador. Para ela, é necessário planejamento no formato remoto. “É diferente de chegar no local de trabalho e encontrar a equipe. A liderança precisa se programar direito, estar preparada para orquestrar o time”, diz.

Enquanto isso, quem pode, opta pela atuação digital ou até mesmo decide pelo desligamento. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados - Caged, mais de 603 mil pessoas ou 33% do total de demissões, pediram para sair de seus cargos por esse motivo. Em janeiro de 2022 foram 544,5 mil solicitações do tipo e, em fevereiro, 560,2 mil. A maior parte nos setores de alimentação, funções administrativas e serviços complementares, informação e comunicação e atividades laborais, científicas ou técnicas.

No entanto, alguns fatores ainda precisam ser superados para essa modalidade ser estendida a um número maior de companhias. Além da necessidade na mudança de entendimento dos patrões, falta o básico: 20% sequer têm acesso à Internet, segundo a pesquisa “O Abismo Digital no Brasil”, publicada pela Consultoria PwC com o Instituto Locomotiva. "Temos centros desenvolvidos onde milhares de jovens sequer conseguiram assistir às aulas on-line nesse período”, relembra a professora.

Outras opções surgem pelo mundo

Instituições do Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia estão em teste e processo de implementação da semana de quatro dias, assim como Portugal, ainda mapeando e estudando essa possibilidade. Em nosso país, alguns locais especulam e avaliam, mas ainda com alguns tabus a serem quebrados em relação a redução de jornada.

Mudanças na rotina, estudos e debates sobre o universo empresarial estão cada vez maiores nos últimos tempos. Um dos pontos mais levantados é a importância do bem-estar e da qualidade de vida acima de tudo. A professora de Administração, Juliana Saboia, cita alguns motivos para haver interesse por parte das entidades. “Já ocorriam movimentos sobre a diminuição dos dias comerciais anteriormente. Após os últimos meses de dificuldades, passou-se a refletir mais sobre carreira, propósito e importância, levando a questionar a produtividade embasada em controle físico”.

Apesar de ser vista com alguns receios ainda, essa opção tem benefícios para ambas as partes. O melhor bem-estar é o principal deles. Com a prática, para Juliana, existe um ajuste nas atividades da semana, possibilitando passar mais tempo com a família, praticar exercícios físicos, ir a médicos, passear, realizar cursos ou apenas descansar.

Segundo a professora, a novidade ajuda os membros a se sentirem mais produtivos, focando melhor nas suas funções e sendo mais gratos por pertencerem a uma companhia especial. “Em contrapartida, para a contratante há a diminuição de custos com energia e insumos como papel, café, impressões, melhoria do clima organizacional, aumento de candidatos qualificados nas vagas, menor absenteísmo e faltas, redução do turnover e aumento de resultados. Ou seja, todos têm a ganhar”, afirma.

Portanto, esteja atento às tendências do seu segmento de atuação e se mantenha atualizado. Dessa forma, você conquistará o público e os principais talentos para o seu negócio. Se está em busca de estagiários e aprendizes para fortalecer seu staff, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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