Nos dias atuais, é praticamente impossível imaginar alguém sem celular. Afinal, ele é essencial para todas as áreas de nossas vidas, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Isso acontece porque esse instrumento agiliza diversas atividades do cotidiano e nos conecta com o resto do mundo, eliminando fronteiras. No entanto, o seu uso deve ser controlado para não se tornar prejudicial.

O impacto do celular nos estudos

O aparelho traz facilidade em diversos aspectos, como fazer chamadas, enviar mensagens, usar o GPS, compras, transações bancárias, entre outras ações. Entretanto, a sua utilização deve ser feita com inteligência, para não afetar negativamente algumas funções necessárias do cérebro e pode impactar inclusive os estudos.

De acordo com o pesquisador e escritor, Renato Alves, a neurociência coletou dados importantes e eles chamam atenção. “A calculadora do celular, por exemplo, é uma aliada para confirmar os resultados de uma conta complexa do trabalho ou da faculdade, mas quando ela começa a substituir a capacidade lógico-matemática, isso se torna um problema”, alerta.

Para ele, esses hábitos deixam a mente mais lenta. “Quando as pessoas precisarem fazer uma conta e não tiverem o objeto por perto, demorarão mais para raciocinar”, revela. Nesse mesmo contexto, a fixação de informações pode ser afetada. “Até poucos anos atrás, era preciso estimular a própria memória para encontrar um número de telefone e conseguir ligar para alguém. Agora, isso acontece com um único clique ou dando um comando de voz”, constata.

Ele também destaca como o smartphone nos distrai com facilidade. “Quantas vezes estava fazendo algo e bastou chegar uma notificação para perder o foco e começar a vagar sem rumo pelas redes sociais? Esses alertas aparecem de forma constante e funcionam como um gatilho neurológico”, adverte. “O usuário recebe uma descarga de hormônios como o cortisol, quando o conteúdo da mensagem é algo estressante ou de dopamina, quando o assunto for causa de prazer e bem-estar”.

Circular pela casa teclando e checando a todo momento se tem alguma novidade provoca uma perda de 40% do tempo produtivo do cérebro. Há, também, o risco de entrar em estado de preguiça mental. Em crianças e adolescentes, o estrago é ainda maior, pois precisam do contato com a natureza e experiências diferentes. “Porém, atualmente isso está mais difícil e eles podem sofrer dificuldades na linguagem, em lidar com as próprias emoções e com outras pessoas”, ressalta.

Para enfrentar esse problema, o pesquisador aconselha: “é preciso assumir o controle, ou seja, equilibrar a vida com o uso da tecnologia. Uma forma de atingir esse objetivo é deletar quais aplicativos consomem mais horas e também restringir o uso em alguns momentos, como, por exemplo, durante os estudos. Para fazer isso, é possível desligar o aparelho ou deixá-lo em modo avião”, recomenda.

Como controlar o uso dos celulares no período de férias?

A maioria dos jovens estão em recesso escolar ou próximo deles. Com isso, surge a preocupação de muitos pais sobre como seus filhos aproveitarão os dias livres, pois as telas parecem protagonizar a programação, com vídeo game, streaming e celular. Para a psicóloga Daniela Araújo, o mundo virtual faz parte, mas, nessa fase da vida, é importante lidar com o ócio de maneira criativa, conhecendo o planeta por meio de outra perspectiva, fora dos livros didáticos e, sobretudo, dos apps.

De acordo com Daniela, a pausa é fundamental. “Eles também se cansam de tantas tarefas e exigências. No entanto, a geração atual se sente entediada quando não têm um compromisso. Assim, recorrem às opções mais próximas e cômodas. Essas ferramentas são instantâneas, sem raciocínio e sem crítica, basta pegar e ficar hipnotizado pela tela.”, comenta a especialista.

Contudo, segundo a psicóloga, essa responsabilidade de manejar o tempo livre pode exigir a intervenção de um adulto. Outra missão para os pais é a de controlar as horas gastas no universo digital. “Usar um smartphone não é, necessariamente, uma causa da ansiedade, mas o problema pode surgir como uma consequência do excesso, até pelo estímulo visual, diferente do relaxamento proporcionado por um livro”, detalha.

Para aproveitar o período sem aulas, ela indica a conciliação dos jogos on-line com momentos de invenção e criatividade, até porque estes são recursos determinantes para a saúde mental, além de necessários para a vida adulta. Ademais, é essencial aceitar e vivenciar esse descanso. “Devem aproveitar para pensar sobre si, admirar a natureza e refletir. O espaço vazio permite o acontecimento de algo novo e eles estão na fase ideal para isso”, finaliza.

O que fazer nesse momento para uma boa volta às aulas?

De acordo com a pesquisa do Datafolha, 87% dos estudantes do modelo presencial se sentem mais animados. Além disso, 80% estão com boas expectativas e 85% aumentaram o interesse pelos estudos. Por diversas razões, como o formato de ensino remoto, alguns alunos perderam a vontade de aprender.

Retornar às salas está sendo uma das inspirações para despertar a motivação novamente, mas muitos ainda precisam de uma força maior para incentivar esse lado. “Durante as férias, os discentes querem vivenciar novas experiências e, por isso, preferem relaxar e se desconectar o máximo possível de assuntos escolares. No entanto, não podem se desprender totalmente, para não perderem o ritmo”, explica o diretor de relações corporativas e institucionais do Cebrac, Jefferson Vendrametto.

Por conta da pandemia, o emocional de muitas pessoas foi afetado. Sendo assim, manter um ritmo saudável e bem administrado se tornou algo mais relevante e essencial para seguir com as funções diárias. Conforme levantamento realizado pelo Instituto Península, para 57% dos professores entrevistados, o desafio se concentra primeiramente em resgatar a aprendizagem, pois passaram por algumas dificuldades durante o ensino remoto.

Pensando nisso, Vendrametto, traz algumas dicas para um retorno com motivação e disciplina para o resto do ano:

infográfico listando cinco dias que ajudam com foco e disciplina

  • Regule o sono para se acostumar com o horário de acordar
  • Organize o seu material e mantenha-o sempre em um ambiente próprio para encontrá-lo
  • Faça um planejamento para o novo semestre, inserindo novas metas e objetivos a conquistar
  • Cuide da alimentação e pratique exercícios físicos
  • Administre o seu tempo, dividindo-o entre os afazeres do dia e a hora de lazer.

Portanto, siga esses conselhos, não se distancie dos seus deveres e equilibre a diversão com o ensino. Dessa forma, você estará preparado para concorrer às melhores oportunidades de estágio e aprendizagem, largando na frente dos concorrentes. Se você está em busca de uma vaga, clique aqui. Boa sorte!

Seja nosso seguidor no Twitter (@nubevagas) e veja notícias diárias de ações, vagas de estágio e aprendizagem, palestras e muito mais. Assista nossos vídeos de dicas no YouTube e participe da nossa página no Facebook. Agora estamos também no Instagram , Tiktok e no Linkedin. Esperamos você em nossas redes sociais!

O Nube também oferece cursos on-line voltados para a qualificação profissional de estagiários e aprendizes. Basta acessar o link www.nube.com.br/ead. Todos os serviços para o estudante são gratuitos. Já instalou nosso aplicativo "Nube Vagas" em seu celular? Com ele você será notificado a cada nova oportunidade. Disponível na Apple Store e Play Store.

Compartilhe