Os últimos anos foram turbulentos em todo o planeta. Nesse período, uma das áreas mais afetadas foi a educação. Com isso, a formação dos jovens foi bastante impactada. Agora, muitos deles não tiveram o aprendizado adequado e alguns até precisaram abandonar a sala de aula. Logo, o desenvolvimento dos futuros estagiários, aprendizes e trabalhadores do país deve ser um ponto de atenção.

A queda nas matrículas em 2021

De acordo com dados da 1ª etapa do Censo Escolar realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - Inep, em 2021 houve uma redução de 1,3% no número de matrículas na educação básica do Brasil. Ao todo, foram contabilizadas 46,7 milhões de registros nas 178,4 mil instituições disponíveis, cerca de 627 mil a menos, se comparado a 2020.

Em meio às mudanças ambientais, sociais e tecnológicas enfrentadas pela sociedade, o conhecimento se torna ainda mais necessário. Com as consequências da pandemia, como evasão escolar e defasagem no aprendizado, é preciso estar antenado ao futuro para diminuir os efeitos desses problemas.

Segundo o professor e fundador da Moonshot Educação, José Motta Junior, antes da Covid-19 o segmento educacional já precisava de uma transformação. “É uma área linear, está acostumada com um roteiro. Por isso, nos preocupamos pouco em transformar as aulas. Agora, os professores precisaram aprender algo novo para dar continuidade”, explica.

O especialista ainda cita o relatório “Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação”. “São três pedidos feitos pela Unesco: metodologia ativa, colaboração e novos espaços de aprendizagem”, enfatiza. Para isso, o processo deve ser pensado com ferramentas digitais e analógicas.

Para a diretora pedagógica do Grupo Super Cérebro, Vanessa Lima, esse equilíbrio é essencial. “São muitas possibilidades oferecidas pelo mundo virtual, mas o uso prolongado dessas tecnologias pode trazer prejuízos significativos aos estudantes. A exposição às telas pode causar dependência, problemas físicos como obesidade e miopia, além de transtornos psicológicos como depressão e ansiedade.

Ensine de um jeito diferente

Quando o assunto é educação, a maioria dos brasileiros têm aquela visão tradicional de uma sala de aula, os alunos em suas mesas e cadeiras e o professor à frente da lousa falando sobre matemática ou português. No entanto, nos dias atuais, outras metodologias já vêm sendo aplicadas.

Conforme o último relatório do World Innovation Summit for Education (Wise), até 2030 devem ocorrer mudanças expressivas no cenário educacional global. Sendo assim, confira alguns modelos já existentes, mas pouco difundidas no Brasil:

Design thinking: a pessoa busca a resolução de problemas por meio do pensamento visual. O método também estimula o trabalho em equipe e a coletividade, pois seu processo une aspectos sociais, como visão de mundo e cultura, com o intuito de obter uma solução mais completa para os obstáculos enfrentados. O estudante é convidado a compreender as necessidades humanas do sujeito a ser impactado pela solução proposta. No Brasil, esse formato é muito aplicado em empresas, pelo seu poder para a transformação no trabalho, elevando a criatividade.

Work base learning: muito utilizada no Canadá e nos Estados Unidos, a metodologia de “aprendizagem baseada em trabalho” tem como objetivo preparar os alunos para o mercado de maneira eficaz, indo além do ensino teórico e técnico como os modelos tradicionais fazem.

Ágil: ir além da tarefa e exercer a proatividade é desafiador, mas fica mais fácil com esse modelo. Nele, o aluno é o protagonista de sua história, dispondo de um ensino menos conteudista e mais prático.

Método Montessoriano: é muito aplicado em escolas infantis no Brasil e se estende até as residências das famílias adeptas. A ideia é dar mais autonomia e liberdade individual às crianças como, por exemplo, com mobiliário compatível com a estatura dos pequenos. Em busca de sempre manter o respeito aos limites do desenvolvimento de cada um, engloba as habilidades sociais, físicas e psicológicas.

Educação Maker: foge dos padrões das aulas expositivas, pois as sessões são focadas em oficinas, em “colocar a mão na massa”. Por meio dela, os discentes têm a oportunidade e também os recursos necessários para evoluir e testar novas ideias.

Americana: o sistema funciona com base em créditos, isto é, cada matéria tem um valor atribuído a ela. O estudante deve ter uma quantidade de pontos em áreas específicas para se formar, além de um valor geral. Além das disciplinas obrigatórias, as escolas americanas oferecem outras eletivas. Elas não são compulsórias individualmente para a formatura, mas o estado pode exigir um número mínimo de créditos.

Os desejos da nova geração

O uso de plataformas digitais para manter contato com a família e amigos durante o distanciamento social não foi fácil, mas nos levou a explorar novas formas de comunicação. Nesse período, o Snapchat procurou identificar as principais tendências na cultura da Geração Z. Nascida nos anos 2000, é a primeira composta apenas por quem veio ao mundo após a popularização da Internet.

Após dois anos de afastamento, o reencontro com colegas para retomar as atividades presenciais é muito esperado pela maioria dos indivíduos entre 13 e 24 anos. Cerca de 80% dos entrevistados planejam passar mais tempo se conectando pessoalmente.

Quando o assunto é mostrar sua identidade, essa parcela da população prioriza sua personalidade, vulnerabilidades e aspectos relacionados. Segundo o estudo, 53% dos consideram determinante ser fiel a seus valores, apesar da pressão de estar à altura das expectativas. Eles são mais abertos para falar sobre discriminação contra comunidades LGBTQIA+ e segurança das mulheres. Logo, precisamos desenvolver essa juventude da melhor maneira, pois em breve estarão ingressando no universo corporativo.

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