Diante das recentes e aceleradas mudanças no mercado, os profissionais e candidatos - seja para vaga de efetivo, estágio ou aprendizagem - precisam se adaptar às novas tendências e demandas. Ou seja, estar ciente das skills em alta e demonstrar interesse em aprender faz toda a diferença para conquistar o espaço.

O que aconteceu com o jovem brasileiro?

Nos últimos meses, observamos uma série de transformações relevantes a respeito do comportamento dos jovens brasileiros. “Embora para alguns possa parecer normal, não consigo me acostumar com a ideia de vê-los portando seus próprios cigarros eletrônicos e a nova ‘moda’ de cheirar pó de corretivo, por exemplo. O que está acontecendo com a moçada de hoje? O que há por trás desse tipo de comportamento?”, reflete a educadora, psicopedagoga, mestre em Neurociência e mantenedora do Colégio Renovação, Sueli Bravi Conte.

Em geral, todo mundo está passando por um momento delicado e de transição. “Essa fase pode ser dolorida e conflituosa para alguns, afinal, são muitas alterações acontecendo ao mesmo tempo. Ainda temos um componente adicional: a pandemia. Com ela, perdemos e aprendemos coisas as quais fomos obrigados a encarar e vivenciar”, complementa a especialista.

Além disso, há uma importante questão socioemocional. “O período de reclusão social claramente prejudicou a saúde mental de vários indivíduos. Isso ficou evidente na retomada das atividades presenciais e não me refiro apenas ao ambiente escolar, mas vale para crianças, adolescentes, adultos e idosos”, adverte a educadora.

Muita gente estava com os familiares em casa, mas ainda se sentia extremamente solitária. “Estamos juntos, mas cada um em um espaço reservado distante, virtual. No caso dos moços, o tempo gasto em frente aos dispositivos eletrônicos colabora ainda mais para essa introversão e os leva à aversão ao diálogo, seja sobre amenidades, seja sobre temas mais profundos e importantes para a formação de valores”, diz Sueli.

Isso, inclusive, reflete nos processos seletivos. Os candidatos têm apresentado mais dificuldade de expor seus pontos fortes, suas ideias, opiniões e, simplesmente, conversar. Assim, essa falta de interação social causa uma grande defasagem no quesito trabalho em equipe por não saber conviver em conjunto.

O reflexo no mercado de trabalho

Nesse sentido, a inserção no mercado de trabalho é um dos grandes desafios para a faixa etária entre 14 e 24 anos. Isso é fruto da pouca experiência e da falta de oportunidades, principalmente, às pessoas em situação de vulnerabilidade social e com baixa renda.

Para o CEO e cofundador da Nubbi, hub de educação, Marcus Lemos, em países desenvolvidos, o número de profissionais qualificados é muito superior ao Brasil. “Muitos, aqui ou fora, ganham salários maiores com uma especialização técnica quando comparado a uma graduação, a depender da área. O avanço do investimento nesse ensino poderia ajudar a diminuir o desemprego no país”, comenta.

Entendendo justamente essa carência do sistema de ingresso ao mercado de trabalho por jovens de baixa renda, a Unibes (União Brasileiro Israelita do Bem Estar Social), desenvolveu o Programa de Capacitação Profissional. O objetivo é fornecer subsídios básicos e técnicos para a formação do jovem, desenvolvendo competências voltadas ao universo corporativo para ele ser o protagonista do próprio futuro.

O projeto em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, tem duração de seis meses e é dividido em dois módulos: básico e específico. O primeiro visa ao aprimoramento de habilidades comportamentais tais como a comunicação, trabalho em equipe, raciocínio lógico e à reflexão de conceitos como cidadania, responsabilidade, valorização do serviço e respeito à diversidade cultural.

Já o segundo, estimula a capacitação laboral por oficinas nas quais o aluno pode escolher, como hotelaria, web design, rotinas de escritórios, entre outras atividades. Ou seja, colocar a mão na massa. Além disso, a programação ainda oferece orientação e encaminhamento para entrevistas, auxiliando na inserção desse grupo no mundo empresarial.

A necessidade de qualificação

Essa é a função do estágio também. Ademais, com essa chance, os estudantes conseguem a tão requisitada bagagem institucional e uma renda para contribuir com as despesas domésticas e até a própria qualificação.

Contudo, a falta de instrução e informação a respeito da modalidade ou mesmo da educação técnica ainda é grande. De acordo com pesquisa realizada pela Itaú Educação e Trabalho e pela Fundação Roberto Marinho, 77% dos alunos do ensino médio não têm conhecimento sobre o ensino técnico no Brasil.

Isso vai na contramão da demanda de mercado. Segundo dados do “Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025”, o Brasil terá de formar 9,6 milhões de trabalhadores para atender as necessidades do setor industrial até o ano de 2025. Assim, investir no conhecimento acessível, tanto em linguagem quanto em poder aquisitivo, é como se pode virar o jogo. “Para muitas famílias, essa capacitação ainda é uma barreira econômica, pois para prender a atenção do jovem é preciso investir em novas plataformas tecnológicas. Esse será o desafio para os próximos anos”, conclui Lemos.

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