Promover o engajamento no ambiente corporativo resulta em um time mais produtivo, entregando tarefas com menos recursos e otimizando o tempo. Porém, para isso, a equipe precisa estar capacitada, feliz e com nível de desafio adequado, porque o desequilíbrio desses fatores pode levar ao desânimo. Portanto, os gestores devem focar em garantir esse clima entre estagiários, funcionários e dirigentes.

O nível de engajamento dos colaboradores

De acordo com levantamento do Gallup, o engajamento dos funcionários nos Estados Unidos teve seu primeiro declínio anual em uma década, caindo de 36% em 2020 para 34% em 2021. Esse padrão continuou no início de 2022, chegando a 32%. Esse cenário atinge muitas empresas e acontece por vários motivos, como ambiente negativo, falta de reconhecimento profissional, comunicação ruim, remuneração abaixo do mercado e incompatibilidade com a função.

Com isso, surgem mais problemas, como atrasos nas entregas, diminuição do padrão de qualidade e impacto na saúde dos colaboradores. “Por essa razão, é necessário ter agilidade para resolver a questão. Não se pode permitir a multiplicação desses problemas, englobando cada vez mais gente”, explica o expert em mercado corporativo, Pedro Signorelli.

Nesses momentos, uma boa liderança é essencial para contornar a situação e motivar o grupo. O alto escalão possui um papel de extrema importância perante os demais integrantes e devem ter habilidade para inspirá-los, compartilhando os objetivos da organização, abrindo espaços para opiniões e oferecendo feedback.

A clareza para determinar metas é prioridade. “O OKR - Objectives and Keys Results é um sistema cada vez mais atual de gestão, pois oferece a possibilidade de planejamento de curto prazo, ajuste de rota frequente e envolve todos no processo. Dessa forma, a ferramenta mantém os integrantes com o mesmo foco”, comenta Signorelli.

Por meio de ciclos curtos, tipicamente três meses, o OKR apresenta meios de reverter situações adversas, justamente para suprir necessidades desagradáveis e obstáculos para o desenvolvimento. Sendo assim, permite transformar indivíduos descontentes em pessoas entusiasmadas com suas funções.

O papel do líder no engajamento

O sucesso de uma companhia é a soma dos processos técnicos e dos humanizados. Locais com culturas saudáveis reconhecem os valores de cada membro e como o humor influencia muito na produtividade. Quando se fala em turnover, muitos gestores se policiam para essa estatística não aumentar dentro da sua organização.

Segundo a revista MIT Sloan, esse fator tem 10,4 vezes mais importância para prever a rotatividade, se comparado à remuneração ofertada. Para manter um clima sadio, o líder tem papel fundamental para promover mais alegria e bem-estar ao grupo. De acordo com a Gallup, os comandantes são responsáveis por 70% desse fundamento.

Por isso, quando uma corporação se encontra desestruturada, a retenção de talentos é mais complicada. Além disso, quando é imposta uma meta excessiva, os colegas acabam competindo um com os outros, tornando uma relação pesada, provocando a desmotivação e a concorrência desleal.

Conforme pesquisa da Robert Half, de 2019, a principal causa de insatisfação é a falta de oportunidades de crescimento, apontada por 34% dos entrevistados. Outras razões são clima organizacional (20%), remuneração atual e função desafiadora (ambos mencionados em 13% das respostas).

Para o CEO do Cebrac, Rogério Silva, criar um bom vínculo é essencial. “É preciso estar de acordo com os valores do local, atuar consoante as tarefas e entregar o seu melhor para permanecer em constante sintonia. Também, poder contar com a diretoria faz toda a diferença, pois eles indicarão caminhos para melhor atingir os alvos”, destaca.

Organizações com investimento na saúde mental de seus componentes propiciam um destaque maior dos valores humanizados e seu pessoal se sente mais acolhido e confiante para sugerir novas ideias. “Um espaço amistoso, com pessoas alegres e solidárias umas com as outras favorece o relacionamento intra e interpessoal”, explica Silva.

Segundo um estudo feito pela Universidade da Califórnia, um colaborador feliz é, em média, 31% mais produtivo, três vezes mais criativo e vende 37% mais em comparação com os outros. Sendo assim, o especialista cita algumas dicas para executivos aplicarem em seus negócios:

  • Transmita informações claras e diretas
  • Ajude o colaborador a desenvolver as próprias habilidades
  • Realize feedbacks
  • Promova a integração entre núcleos
  • Evite apoiar fofocas
  • Elogie as boas práticas

A recuperação da autoestima no ambiente corporativo

O último ano foi marcado por muitos debates sobre a infelicidade. Um dos temas recorrentes foi a crescente nos casos de Síndrome de Burnout. O transtorno, causado pelo esgotamento físico e mental, devido à rotina exaustiva, passou a ser considerado doença do trabalho pela Organização Mundial de Saúde - OMS.

Em meio às mudanças na vida profissional e pessoal, se adaptar pode ser difícil, doloroso e trazer danos para a autoestima. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), o Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia.

De acordo com o sócio-fundador da VIK, Tomás Camargo, as empresas devem enxergar a saúde como um investimento e não como uma linha de custo. “Isso também permite a diminuição de custos com plano de saúde, absenteísmo e baixo rendimento. No país, essa preocupação está cada vez mais presente”, revela.

Para a psicóloga Vanessa Gebrim, se sentir bem é um desafio para muita gente. “As frustrações são grandes por não realizar os projetos planejados. Isso se deu também por conta das mudanças drásticas na rotina, além de todo o medo e incerteza. As emoções ficaram à flor da pele, prejudicando o equilíbrio emocional”

Abaixo, Camargo e Gebrim dão conselhos para melhorar nesse aspecto:

Faça amigos no trabalho: ter essas relações trazem a sensação de leveza, descontração e diminuem a tensão no cotidiano. Além disso, é interessante contar com alguém com uma rotina parecida, pois entenderá seus sentimentos.

Saia da zona de conforto e converse com novas pessoas: quando se trata de networking, é interessante pensar em maneiras criativas de construir o seu negócio.

Cuide da saúde física e mental: o Brasil é um dos países mais sedentários da América Latina. Segundo uma pesquisa da OMS, 47% da nossa população não pratica exercícios suficientes.

Faça terapia: procurar um profissional pode ser necessário e ajuda no autoconhecimento, trazendo mais segurança e autonomia. Além disso, contribui no controle das emoções.

Seja agradável: estar aberto para conversar ou expressar essa vontade ajuda muito no primeiro contato e a “quebrar o gelo”.

Esteja alinhado com o propósito da empresa: de acordo com a Sodexo, 53,8% dos brasileiros possuem essa conexão.

Portanto, fique de olho nas tendências do mercado e aplique as novidades em seu negócio. Dessa forma, você conquistará os melhores clientes e talentos. Se busca por estagiários e aprendizes para fortalecer o seu empreendimento, entre em contato com o Nube. Esperamos por você!

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