Conseguir uma vaga pode ser um desafio, principalmente diante de uma vasta concorrência ou na ausência de possibilidades. Segundo dados expostos pela Associação Brasileira de Estágios (Abres), hoje temos 17,4 milhões de possíveis estagiários, quando consideramos a soma dos níveis superior, médio e técnico. Porém, apenas 5,7% deles conseguem, de fato, estagiar, ou seja, 900 mil. Entretanto, com o mercado se aquecendo novamente, as chances aumentaram. Portanto, descubra como ser destaque em qualquer processo seletivo por meio de dicas valiosas! 

Quem pode estagiar no Brasil? Quais as particularidades envolvidas? 

Conforme a Lei nº 11.788/2008, o ato educativo (como é descrito) se destina para alunos regularmente matriculados, “frequentando o ensino em instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, da educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de jovens e adultos”, ou seja, o EJA. 

Consoante à Marcela Pires, supervisora de administração de contratos do Nube, quem é formado também pode. “É possível realizar o estágio mesmo depois da finalização do curso”. Logo, estudantes de MBA ou pós-graduação também são contemplados com a possibilidade. “É importante ter uma vigência compatível com as horas previstas para a formação”, ressalta. 

Além disso, basta ter mais de 16 anos e não existe idade máxima para estar apto. “Não há referência direta na Lei de Estágio. No entanto, segundo a Constituição, só é permitido iniciar as atividades profissionais a partir dessa idade, salvo em casos de aprendizagem, quando se pode começar aos 14 anos”, afirma. A informação consta no “Art. 7º, XXXIII: proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos”. 

Outra pergunta frequente em relação à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) diz respeito ao uso da carteira de trabalho (CTPS) para o programa. Contudo, Marcela adverte: “não há obrigatoriedade para a anotação do estágio na CTPS, pois não é uma relação de emprego, sendo definido, inclusive, em uma legislação própria”. Ou seja, não há vínculo empregatício entre concedente e contratado. Portanto, o Termo de Compromisso de Estágio (TCE), contrato voltado para essa admissão, pode ser rescindido quando quiser por qualquer uma das partes, sem perigo de multa. 

Quando a contratação é formalizada, a regularização fica por conta do TCE e das avaliações semestrais (relatórios de atividades), compartilhadas entre professor orientador, designado pela instituição de ensino, gestor, indicado pela contratante, e discente. Todavia, outras cláusulas também podem ser acrescentadas no acordo. “Caso o primeiro contrato não seja celebrado pela vigência total possível, também serão necessários aditivos de prorrogação para mantê-lo ativo”, pontua Marcela. 

Entretanto, antes de protocolizar esse trato, é necessário passar por todo o recrutamento e ser aprovado em uma vaga. Sendo assim, conheça algumas dicas para ser destaque! 

Como responder as perguntas mais comuns em uma entrevista? 

Saber se comportar durante um processo seletivo é essencial para obter um bom resultado, inclusive, para ser selecionado. Nesse sentido, diversas dúvidas rodeiam a cabeça dos estudantes. Qual roupa usar? Como responder os questionamentos do entrevistador? Existe um segredo? Obviamente, nem todo encontro é igual, mas existe uma linha a se seguir. 

Para Fernanda Araújo, psicóloga e analista de Recrutamento e Seleção da DISYS Brasil, existem motivos pertinentes por trás das perguntas mais frequentes nas entrevistas, como “onde você se vê daqui a cinco anos?” ou “qual o seu maior desafio enfrentado durante a graduação?”. 

De acordo com Fernanda, “mesmo parecendo repetitivo ouvir sempre as mesmas indagações, é essencial saber: há uma razão para o recrutador fazê-la e nem sempre ela é óbvia”.  Nesse cenário, a especialista elenca algumas indicações para as interrogações mais clássicas. Confira: 

Infográfico sobre como responder as perguntas mais comuns em uma entrevista

- Quais seus pontos fortes e suas principais qualidades? 

Para o selecionador, é um momento de entender quais os detalhes fortes do candidato, bem como compreender seu nível de autoconhecimento. A expert recomenda: “é crucial ser sincero. Dê ênfase em pelo menos três aspectos relevantes para a oportunidade. Cite também um exemplo de uma situação profissional onde algum desses pontos se destacaram”, destaca Fernanda. 

- Onde você se vê daqui a cinco anos? 

Nessa dúvida, o profissional quer verificar se a vaga está alinhada com os objetivos de carreira do participante e também qual a sua ambição. Portanto, Fernanda destaca: “o candidato precisa traçar as suas metas antes da entrevista e durante apresentá-las de forma clara. Uma outra maneira de estruturá-las é de acordo com a oportunidade pretendida. Por exemplo, se questione sobre suas expectativas e onde essa chance pode levá-lo”.

- Qual a sua maior conquista? 

O instituto do entrevistador nesse instante é compreender quais itens são considerados como conquista profissional. Para responder, evidencie: “pode ser alguma sugestão trazida para o ambiente corporativo e promotora de melhorias para o departamento. Também pode ser algo feito para otimizar o tempo, facilitando algum processo, ou uma contribuição de valor em determinado projeto. É imprescindível pensar na sua conquista com antecedência”, recomenda Fernanda. 

- O que te atrai nessa oportunidade? 

Para o selecionador, o propósito dessa questão é expor se o participante realmente analisou a oferta e se é aderente às suas vivências. “Verifique se a oportunidade, de fato, condiz com as suas experiências. Relate durante a entrevista seus conhecimentos, aprofundando em pontos relevantes e também detalhando tópicos de acordo com o escopo da ocasião. No caso de um primeiro emprego, analise se está aderente aos seus desejos e realce competências pessoais relevantes para realizar determinada função”, indica a psicóloga. 

- Por que você quer trabalhar conosco? 

Essa pergunta incide na curiosidade do aspirante, é o momento de entender se ele buscou informações sobre o empreendimento, se sabe qual seu segmento de atuação, seus principais atrativos e se a cultura da companhia está nivelada com a sua. “É de extrema importância pesquisar sobre a empresa/cliente antes da entrevista. Parece óbvio, mas muita gente chega sem saber o core business, por exemplo. Essa consulta prévia e fundamental vai ajudar o profissional a identificar pontos interessantes para equiparar aos seus. Por exemplo, a política de feedback constante, o modelo home office, os valores familiares, entre outras”, conclui Fernanda. 

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