Com a crise sanitária, estudantes, estagiários, aprendizes e efetivos do mundo todo precisaram adaptar às pressas suas metodologias e atualizarem suas competências para continuarem ativos. Nessa realidade, o uso de tecnologias aumentou para otimizar tarefas de diversas áreas e a transformação social foi impulsionada pelos protocolos de segurança. Assim, as soft skills, em geral não aprendidas por robôs, se tornaram cada vez mais procuradas entre os profissionais. 

Desenvolva as habilidades mais procuradas pelas empresas 

Consoante à Angelina Assis, psicóloga, “em 2020 sofremos muito com o impacto da pandemia, tivemos de criar hábitos novos e nos adaptar rapidamente ao trabalho remoto. Já em 2021, as empresas e as pessoas passaram a encarar esse formato como algo definitivo e uma verdadeira revolução”, afirma. Assim, as escolhas por companhias com oportunidades de teletrabalho ganharam espaço. 

Em termos de recrutamento, as inovações permitiram encontrar indivíduos em qualquer lugar do mundo, trazendo um ganho de capilaridade. Em contrapartida, as corporações enfrentam desafios para criar planos alinhados às estratégias dos negócios enquanto satisfazem os requisitos do momento. 

Nesse cenário, a humanização de procedimentos tem sido recorrente. “Para atrair talentos e ter vantagem competitiva, aumentou-se a participação ativa dos colaboradores, afinal eles passaram a exercer o papel de divulgadores, apoiando as empresas para maior engajamento de outros candidatos”, comenta Angelina. 

Entre os aprendizados desse período, a psicóloga destaca: “o maior de todos foi a forma como as pessoas começaram a investir no desenvolvimento da consciência emocional”. Isso ocorreu, principalmente, para enfrentar os obstáculos impostos pelos protocolos de segurança e o objetivo era minimizar seus efeitos, reorganizando a qualidade de vida pessoal e corporativa

A importância de uma gestão emocional para o êxito profissional 

Para Bárbara Nogueira, psicóloga, conselheira de administração na Fundação Dom Cabral (FDC) e embaixadora da ONG ChildFund Brasil, “não é segredo como a saúde mental está 100% ligada à capacidade de performarmos em nossas atribuições profissionais”. Isso é, quando estamos desgastados, não conseguimos render como esperamos. 

De acordo com uma pesquisa da FDC, em parceria com a Grant Thornton e a Em Lyon Business School, com cerca de mil respondentes, mais de 58% afirmaram serem mais produtivos em home office. No primeiro levantamento, em 2020, esse índice ficou em torno de 44%. Concomitantemente a isso, um estudo de 2021 do Instituto Ipsos, encomendado pelo Fórum Econômico Mundial, mostrou: 53% dos brasileiros declararam uma piora no seu bem-estar recorrente da chegada da Covid-19. 

Nesse cenário, encontramos uma resiliência por parte do profissional.  “Ficou claro, não importa onde o trabalhador esteja, é possível, com corresponsabilidade, manter suas entregas, administrando sua agenda, e, assim, fazendo a gestão do seu tempo para investir também em outras esferas”, indica a psicóloga. 

Sendo assim, Bárbara ressalta como ter mais êxito nisso. “É preciso buscar o equilíbrio de suas emoções, aprofundar no seu autoconhecimento, além de, quando possível, fazer uma terapia, praticar esportes e repensar constantemente os hábitos, construindo novos caminhos”, recomenda. Assim, as chances de colher melhores resultados são maiores. 

Quais as soft skills em alta no momento?  

Para este ano, as habilidades emocionais, também conhecidas como soft skills, mais exigidas pelo mercado de trabalho serão a capacidade de adaptação, agilidade de aprendizado, criatividade, autogestão e colaboração. “Todas muito demandadas durante a pandemia”, salienta Angelina. 

“Por isso, acredito ser de grande importância para profissionais em busca de recolocação ou do emprego dos sonhos se dedicarem a desenvolver essas competências, pois elas são, comprovadamente, um importante diferencial na disputa de uma vaga”, ressalta a psicóloga. 

Com isso em mente, Angelina listou algumas dicas para ajudar qualquer participante a ser destaque na hora da seleção. Confira:

1) Capriche no currículo (CV):

Esse é um importante cartão de visitas e deve ser elaborado com atenção e cuidado”, comenta. A principal recomendação é ser honesto, incluindo apenas os conhecimentos realmente dominados. 

2) Foque nas habilidades desejadas:

Antes de elaborar o CV, você precisa ter clareza sobre seus objetivos, para poder direcionar sua apresentação. “Destaque as informações relevantes para a área, por exemplo, se você quer atuar em TI, pesquise previamente as exigências das empresas para esses profissionais, veja se você as tem e enfatize isso”, explica. 

3) Conheça suas competências comportamentais:

“Invista no autoconhecimento e na inteligência emocional para obter melhor desempenho no quesito relações humanas”, recomenda a psicóloga. 

4) Pesquise sobre a empresa:

É essencial chegar informado sobre a corporação, com poucos cliques, você encontra uma pesquisa extensa sobre seus valores, missão e objetivos, bem como seu segmento e porte. “Não se esqueça: os recrutadores incluem perguntas sobre as expectativas do candidato em relação à contratante, portanto, se você não souber o mínimo sobre ela, pode perder pontos relevantes”, avalia. 

5) Dê respostas assertivas: 

Nesse momento, é fundamental ter, além de transparência e sinceridade, segurança para despertar o interesse de quem o está entrevistando. “As respostas devem ser assertivas e é sempre positivo citar exemplos reais. Evite ser monossilábico, mas também não seja prolixo, pois falas longas e inconclusivas fazem perder o interesse”, indica. 

6) Demonstre automotivação: 

“Mesmo enfrentando dificuldades, revele sua paixão e energia, demonstre como você valoriza aquela entrevista e o quanto você entregará todo o seu potencial se for selecionado”, finaliza Angelina. 

Infográfico - Dicas para você ser destaque em qualquer processo seletivo

 

As soft skills não são aprendidas por robôs. Por isso, invista nelas! 

Cada vez mais conhecida como power skills, entre elas, também é possível destacar o pensamento crítico e a escuta ativa, maestrias não aprendidas por robôs, por exemplo. Nesse sentido, o investimento atrás de especializações para sanar esse campo cresceu durante o isolamento social. 

Segundo um relatório global divulgado pela Udemy Business e intitulado “2022 Workplace Learning Trends”, mostrou como o consumo em temas como assertividade e team building cresceu em 250% e 129%, respectivamente, entre 2020 e 2021. Gradativamente, a busca por capacitação se torna foco. 

Assim como as hard skills, as soft skills também podem ser aprendidas, basta empenho e estudo constante. Aqui, no Brasil, a aptidão mais consumida foi gestão de tempo, com crescimento de 226% entre levantamentos. Bem como, a procura pela capacidade de liderança também disparou, com 116% a mais. 

Essas competências são proveitosas para quem quer ingressar no mercado de trabalho, como estudantes e estagiários, mas também para quem já está ativo, de modo a melhorar a adaptação perante a revolução digital e demais requisitos impostos. Para desenvolvê-las, é possível aprender com cursos, o Nube mesmo disponibiliza várias opções

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