Ser mãe ou não é uma decisão de cada mulher. Apesar de muitas crescerem com o sonho de ter filhos, os números mostram mais delas abrindo mão da maternidade, várias por medo do mercado de trabalho. Por isso, é um tema a ser discutido dentro das entidades para uma transformação do ecossistema, afinal, essa é uma escolha pessoal, mas acompanhada de habilidades únicas. Portanto, estagiárias e aprendizes, fiquem ligadas no assunto!

Os desafios do mercado em relação à maternidade

Segundo pesquisa da Bayer, com o apoio da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e do Think about Needs in Contraception (Tanco), 37% das brasileiras não desejam se tornar genitoras. Para a mentora em carreira e liderança feminina, Gisele Miranda, um dos motivos é a sobrecarga.

Tal motivação é a dupla jornada pesada e, grande parte das vezes, sem ajuda. “Elas ficam abarrotadas com tantas responsabilidades, porque a carga maior na hora de cuidar dos filhos - pela pressão imposta pela sociedade - ainda hoje recai sobre a figura feminina”, explica a especialista.

Então, a mudança de hábitos vivenciada na maternidade, especialmente nos primeiros meses de vida do bebê, é um desafio e tem impacto direto nas práticas de autocuidado. De acordo com levantamento da plataforma de treinos on-line Queima Diária, 62% delas consideram insuficiente o tempo dedicado para se tratar e 38% têm se esforçado para colocar a prática como prioridade.

Preocupe-se com o autocuidado

Nesse sentido, consoante a análise da Queima Diária, as mamães consideram mais importantes o aspecto físico (90%), como descansar, se exercitar e seguir uma dieta saudável. Outras 57%, recorrem às práticas ligadas ao campo espiritual, como meditar, praticar o silêncio, orar, estudar e ler. Em seguida, com 56%, ficou o controle do estresse, terapia e apoio psicológico.

Para a treinadora do programa Mamãe Sarada na plataforma, Gabriela Cangussú, os benefícios de tais práticas são ótimos. “A relação com o próprio corpo se aprofunda e isso tem consequência direta na autoestima, por exemplo. Trazer a atividade física para a rotina em algum momento, mesmo em poucos minutos por dia, vai ajudá-la a se desenvolver melhorando a flacidez, flexibilidade, alívio do estresse. Ou seja, trazendo mais qualidade de vida para a nova jornada”, explica.

Dicas práticas para conciliar as tarefas

Em relação à carreira, equilibrar os filhos com ofício pesa em alguma medida para 80% das entrevistadas, sendo bastante fatigante para 56,5%, pois são elas as únicas a assumirem a maior parte das responsabilidades de cuidar dos pequenos e da administração do lar. “Não é uma rotina fácil e exige muito esforço, muitas vezes aumentando o fardo o qual pode prejudicar a saúde física e mental delas”, avalia Gisele.

Todavia, é claro, não é preciso abdicar da carreira, nem desistir da maternidade. “Embora desafiador, é perfeitamente possível sim conciliar. Para isso, é preciso buscar o equilíbrio e adotar algumas atitudes. Você não é obrigada a dar conta de tudo. Essa é sempre a minha principal dica, nunca se esqueça disso. Tire a capa de super-heroína e aceite-se humana e com limitações”, descreve a gestora.

desenho de uma personagem feminina feliz no trabalho com a bateria emocional recarregada.

Pensando nisso, a especialista em liderança feminina listou algumas dicas. Veja:

Organização em primeiro lugar

Ter um cotidiano organizado já é meio caminho andado para evitar o sofrimento com as tarefas. “Isso inclui ter horário certo para realizar determinados afazeres, deixar coisas como roupas e refeições separadas, preferencialmente na noite anterior, ou seja, sempre se programar com antecedência. É claro, imprevistos acontecem, mas quanto mais houver planejamento mais fácil será”, afirma Gisele.

Isso porque antecipando-se às demandas diminui a chance de realizar com pressa, atitude a qual pode causar estresse. “Cumprir as obrigações com avidez contribui para a alteração do humor e aumenta a ansiedade e a percepção negativa, trazendo à tona o excesso”, alerta.

Para evitar isso, prepare-se e mantenha a sua programação sempre à mão para as mudanças de rota. “Liste as prioridades, os prazos e destaque datas importantes. O restante você encaixa como der, quando couber. Sua agenda, suas regras”, resume ela.

Desconectar-se é preciso

Atualmente, estamos conectados 24 horas por dia nas redes sociais. Isso facilita a comunicação, mas estar sempre ligado em tudo e disponível também pode causar esgotamento. “Se estivermos sempre conectados, também seremos sempre demandados e, consequentemente, trabalharemos mais”, explica a autora.

De acordo com estudo do Fórum do Ecossistema Mobile (MEF), cerca de 66% dos brasileiros usam o celular para o serviço, a maioria deles por meio do WhatsApp. Por conta disso, é fundamental deixá-lo de lado após o expediente. “Caso seja necessário, utilize um aparelho específico e o desligue depois de sair do estabelecimento”, sugere Gisele.

Aceite ajuda

Uma parcela do público feminino resiste em aceitar ajuda. “Se você tem essa possibilidade, seja ela uma pessoa contratada ou da sua família, aceite. Ela vai te livrar de alguns compromissos os quais podem estar contribuindo para a sua frustração. Não temos de dar conta dos papéis esperados de nós, o tempo todo e de forma perfeita”, alerta a mentora.

Tire um tempo para si

Não se esqueça também de tirar um intervalo para cuidar de você mesma, para fazer coisas agradáveis, seja ler um livro, ir à academia ou fazer uma massagem. “É importante reservar um tempo, mesmo curto, para ocupações prazerosas. Nesses momentos, você relaxa e ganha mais energia para continuar com suas obrigações”, continua a especialista.

A sensação de os deveres nunca acabarem é comum, pois muitas vezes o dia começa com uma lista de 15 pendências e termina com 25. “No entanto, entenda: o principal não é quantos foram ou não cumpridos, mas ter clareza de quais são as suas prioridades, a cada dia, semana, mês ou ano. Dessa forma, o cotidiano fica mais leve e menos desgastante”, finaliza Gisele.

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