Segundo o último relatório da Brasscom (Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais), apenas 53 mil estudantes se formam, por ano, em cursos de perfil tecnológico. Com isso, a demanda média anual para contratar estagiários e efetivos é de 159 mil profissionais. Entretanto, atualmente o Brasil passa por um desafio, tendo em vista o déficit de 737 mil especialistas, previsto até 2025, para ocupar cargos em empresas de todos os portes.

A necessidade de profissionais de tecnologia é uma crescente no mercado 

Consoante à Rubem Duek, CEO (chief executive officer) e cofundador do Meu Futuro Digital, “cursos de profissionalização na área serão extremamente necessários para atender a tantas vagas, gerando mais oportunidades voltadas para os brasileiros”, comenta. “Isso movimenta de forma positiva a economia do país”. 

Ainda, o material da Brasscom também indica a média nacional de salários, chegando a dois mil reais. Já para quem atua em serviços de Tecnologia da Informação (TI) e Comunicação alcança aproximadamente cinco mil. Logo, 2,5 vezes superior se comparar. Para campos com alto valor agregado e software, a remuneração pode chegar a ser quase três meses maior em relação à média nacional.

Com a pandemia, a transformação digital chegou às pressas, fazendo experts de todos os cargos atualizarem suas competências rapidamente e também seus métodos de trabalho. Para adaptar a operação à nova realidade, aqueles atuantes em segmentos de inovações foram essenciais, pois trouxeram ideias conectadas e facilitaram o manejo de plataformas on-line, para dar continuidade às reuniões, tarefas e, depois de um tempo, aos eventos, por exemplo. 

Segundo a lista anual das 25 ocupações com maior crescimento dos últimos quatro anos e meio, divulgada pelo LinkedIn, áreas da tecnologia devem ser as principais responsáveis por apresentar possibilidades no mercado de trabalho neste ano. “Para enfrentar essa questão estrutural de formação só há um caminho: aumentar a quantidade de pessoas escolhendo essas carreiras. Isso ocorre normalmente no ensino médio”, explica Duek. 

Nesse sentido, surgiu o Meu Futuro Digital, um movimento com propósito de transformar a nação para o futuro por meio do TI. Com isso, o objetivo das entidades envolvidas é, de forma estratégica, acelerar a inclusão de jovens nos campos de STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), de modo a promover a inclusão por meio da educação. 

Para Duek, “mesmo desenvolvendo projetos para capacitação de jovens, especialmente aqueles saídos do ensino médio, encontramos um mercado pouco preparado para absorvê-los. As empresas, por pressão do negócio, estão buscando profissionais mais maduros, muito escassos atualmente. Com isso se cria uma pressão inflacionária de Plenos e Sênior, resultando em um processo de ‘rouba monte’”, ressalta o CEO. Todavia, existem diversas vantagens em contratar novos talentos. 

Por que contratar estagiários de tecnologia é uma boa ideia? 

De acordo com estatísticas expostas pela Associação Brasileira de Estágios (Abres), em setembro de 2021, o número de estagiários no país era de 900 mil. Hoje, com a vacinação em massa, as contratações estão mais otimistas, inclusive para voltar aos escritórios presenciais. Por isso, a tendência é esse número crescer. 

Como primeiro contato com a sua futura carreira, esses jovens costumam chegar sem vícios e com grande afinco para aprender, pois é a sua principal oportunidade de expandir os conhecimentos de sala de aula, colocando-os em prática. Sendo assim, entenda algumas vantagens de atuar junto desse grupo. 

- Profissional proativo, comprometido e dedicado:

Com a chance de ingressar no mundo corporativo por um caminho já visível, o discente chega para propor novas soluções e ideias ainda não discutidas, ligadas à diversidade e ângulos distintos. Ainda, normalmente mais conectado à inovação, ele traz um gás ao ambiente organizacional e promove a renovação criativa. 

Além disso, a busca pela efetivação costuma colocá-lo em posição mais proativa, sendo mais dedicado e comprometido com as metas da instituição. Conforme levantamento do Nube, entre 40% a 60% desses participantes se tornam parte do quadro fixo da corporação. Assim, evita-se realizar novos processos seletivos em busca de especialistas, principalmente, tendo em vista a atual carência. 

- Molde um futuro talento de acordo com os valores da corporação:

O acadêmico começa a sua trajetória ocupacional sem hábitos, logo, esse é o momento ideal para treiná-lo de acordo com as particularidades de cada companhia.  Assim, é possível selecionar, capacitar e descobrir novos prodígios. Dessa forma, um perfil corporativo é desenvolvido conforme a missão, visão e valores do negócio, seguindo regras já impostas. Ademais, essa também é uma maneira de difundir a cultura interna da organização, ensinando competências esperadas. Isso é, acima de tudo, a ocasião perfeita para criar “em casa” futuros gênios.

Ainda é benéfico para a imagem e reputação da marca, pois significa um investimento na formação de cidadãos mediante jornadas de aprendizado, incentivando o estudo. Isto resulta em mais credibilidade e diferencial competitivo, bem como, em mais interesse para quem sonha atuar neste estabelecimento. 

Cresce a atuação feminina ocupando cargos de liderança no mercado de TI

Conhecida por ser um dos nichos com a maior presença masculina de todos os tempos, no presente, o TI vive um processo de mudança, provocado pelo aumento de mulheres. Dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, apontam uma elevação de 60% na representatividade feminina nos últimos cinco anos - passando de 27,9 mil cidadãs para 44,5 mil. 

Para Fabrício Vendichetis Martins, fundador da Indigosoft, fabricante de plataformas tecnológicas na qual elas ocupam quase 20% do quadro de funcionários, revela o quanto essa participação é essencial. “Sempre respeitei e valorizei o papel feminino dentro do mercado de trabalho. Homens e mulheres podem se complementar e juntos fazerem um trabalho melhor”, destaca. 

Conforme o Índice de Diversidade de Gênero (IDG), pesquisa realizada pela Kantar, mostra como dobrou a ocupação feminina em cargos de liderança, de 10% para 20%. Na Indigosoft, a diretoria é composta por três sócios, sendo duas mulheres: Daniele Giangiardi e Flaviana Sallowicz. A primeira empreendeu ao desenvolver uma metodologia de ensino de inglês por meio da música. Já Flaviana iniciou sua carreira como estagiária em um banco internacional e saiu de lá como diretora, agora, soma mais de 20 anos de atuação. 

No Brasil, já é comprovado como o gênero feminino supera o masculino nos estudos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 23,5% das mulheres com mais de 25 anos possuem ensino superior. Em contrapartida, apenas 20,7% dos homens têm a mesma titulação. “É fundamental fazer mais para ampliar, e muito, esse percentual”, afirma Daniele. 

Por fim, é vital trazer esse assunto à tona para mostrar o quanto as mulheres inspiram força e fazem o diferencial por onde passam. Aqui, no Nube, as cadeiras de liderança são compostas majoritariamente por elas. Enfim, se você procura uma oportunidade para adentrar a dimensão empresarial, em qualquer área, acesse o Painel de Vagas para encontrar a ideal para o seu perfil. Conte conosco! 

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