Estamos encerrando a última semana de abril e, com isso, lá se vão quatro meses de 2022. Suas metas já estão sendo colocadas em prática? Como está aquela promessa de fim de ano? Seja um pequeno ou grande feito, qualquer mudança exige energia e esforço do nosso cérebro, entender isso é fundamental para compreendermos porque é tão difícil mudar nossas ações. Você, jovem aprendiz ou estagiário, está passando por isso? Continue lendo e entenda melhor sobre o assunto.

Bata de frente com os desafios

Vamos lá: o que acontece na nossa mente quando tentamos mudar um comportamento? O que é mais fácil, começar um exercício físico hoje ou crer piamente em começá-lo na próxima semana? Acreditar da boca para fora nós fazemos com muitas coisas diariamente. Contudo, a atitude mesmo é formada bem antes das nossas concepções.

Para a neurocientista do Supera - primeira rede de escolas de ginástica para o cérebro da América Latina, Livia Ciacci, a conduta estável, chamada de hábito, só pode ser modificada ou eliminada com muito esforço, pois não se trata somente de ações involuntárias. Eles indicam características de cunho individual, afinal, se formam na memória de cada pessoa.

“A necessidade de memorizar atos sempre foi primordial para nossa sobrevivência: ter o costume de evitar locais escuros e preferir alimentos mais calóricos foram extremamente relevantes em ambientes selvagens. Há uma importante relação entre os conceitos de ‘hábito’ e de ‘memória’”, destacou a especialista. Ou seja, é um tema significativo de ser abordado.

Mesmo memorizando e executando quase automaticamente uma série de práticas, somos excelentes aprendizes e temos a possibilidade de escolher como agir e desenvolver o equilíbrio entre “instintos” e razão. Todavia, o novo não deve ter referências anteriores, é preciso repeti-lo, até fazer sentido e ser gravado na cabeça.

O autoconhecimento é uma ótima base

Para garantir a sobrevivência e economizar energia, mudar qualquer conduta vai gerar desconforto e exigir autocontrole. Alguns autores já tentaram criar uma receita para alterar isso, mas não funciona assim. “Todos os dias recarregamos nossa capacidade de autodomínio, por isso é necessário ter entre sete e oito horas de sono, não consumir drogas ou álcool, ter uma nutrição adequada e atividade física em dia”, ressalta Livia.

Então, é preciso estar com essa capacidade “carregada ao máximo”. “Sobretudo, não se desgaste totalmente com outras demandas exigentes. O processo não será igual para todos os indivíduos e, por isso, também devemos buscar dar um passo de cada vez”, alerta a neurocientista.

Nossa inteligência precisa de tempo para se desenvolver, mas além de contar os dias, é necessário manter a constância. “Vícios” são construídos por ação, recompensa e gatilho.
Exemplificando: eu quero comer de forma mais saudável no almoço, porém percebo o estímulo em pedir marmitas calóricas ao ficar olhando o cardápio junto com os colegas de serviço. Já passou por isso?

Para mudar isso, é preciso evitar essas situações como já levar a merenda de casa. Assim, uma gratificação ao cumprir esses propósito pode ser uma sobremesa gostosa na sexta-feira, após uma semana de refeições balanceadas. “O maior erro é esperar dar vontade para iniciar a transformação. O cérebro é preguiçoso, tudo exigirá uma luta interna contra as vontades imediatas”, detalhou a especialista.

Portanto, quanto mais repetimos o novo costume, menor fica a dificuldade e a percepção de “dor”. Ao concluir a meta, mesmo só o primeiro passo, se valorize. Assim, aquilo vai se tornando um padrão agradável inconscientemente.

Insista e altere as estratégias

Então, não basta marcar uma data ou ir “na força do ódio”, pois é preciso ter significado.
Se seguir uma dieta ou estudar é doloroso demais, não será sustentável sua manutenção. Nesse caso, seria mais eficiente apenas trocar alguns ingredientes ou o método de aquisição de conhecimento dentro da rotina por outro.

O maior obstáculo é a disposição para insistir. A insistência é o segredo para encontrar o prazer no processo. Ao dividir uma meta em etapas menores e mais fáceis, há mais chances de conseguir atingir os objetivos e sentir a sensação de “eu sou capaz”. Isso potencializa a autoconfiança e mantém o foco.

Quer aprender a falar inglês, pois é fundamental para a carreira, mas não consegue praticar duas horas por dia? Então, diminua esse peso: tente aprender o significado de duas palavras diárias e três frases por semana. Depois de um mês, ao ter realizado as propostas, a motivação aumentará.

Mude o cotidiano na prática

Logo, a ação repetida forma o hábito. Sendo assim, a neurocientista do Supera elencou algumas dicas para ajudar. Veja:

1- Cultive mini praxes: o caráter “fácil demais para dar errado” vai garantir a leveza para evitar a procrastinação e ter muita força para manter a constância.

2- Aceite a recorrência: nossa mente valoriza a eficiência e gosta da rotina. Finalizamos os desígnios passando por um processo gradativo e constante.

3- Invista em autoconhecimento: cada atitude está ligada a uma carência emocional. Então, conhecer os sentimentos ligados às conversões é um passo essencial para criar feitos tão eficientes quanto os antigos.

4- Sobretudo, mude as palavras usadas diariamente: as expressões são a materialização da forma como cada um interage com o mundo. “É a nossa essência. Elas modelam sentimentos, emoções e consciência”, determina a mentora de inteligência emocional e bem-estar, Thais Galassi.

É sempre imprescindível não se deixar influenciar por um cenário pessimista ou pelo medo de determinada situação. Mesmo difícil, é fundamental controlar os receios e agir de maneira racional diante dos problemas cotidianos. Sendo assim, é preciso lidar com o caos refletindo sobre as aflições, sem perder a calma.

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