Nos últimos anos, a tecnologia e seus recursos foram acelerados, influenciando em diversos aspectos, como mercado de trabalho, educação, etc. A dependência desses dispositivos e da Internet, inclusive, podem criar graves consequências para a saúde mental, principalmente quem já possui histórico de transtornos intelectuais, bem como demissões por justa causa. Portanto, estagiários e aprendizes, fiquem atentos!

O prejuízo à saúde pode ser grande

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo, com 18,6 milhões. Ou seja, 9,3% do país. O relatório indica essa doença como a segunda condição mental, depois da depressão, com maior incidência de incapacidade na maioria dos países analisados.

Diante desse cenário pandêmico, as pessoas começaram a buscar refúgio nos apetrechos tecnológicos, usando com mais frequência, principalmente, as redes sociais. Antes disso, a web já ocupava um espaço considerável na vida dos indivíduos, mas nos dois últimos anos, esse uso passou a criar dependência. Isso só potencializa e ratifica os impactos negativos do isolamento, principalmente para a saúde da mente.

O Brasil encerrou o mês de fevereiro com 256 milhões de acessos móveis, conforme levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Um número maior em relação à população brasileira (214 milhões). Ademais, de acordo com outra pesquisa publicada pela Digital Turbine, 20% dos sujeitos não ficam mais de 30 minutos longe do celular.

Para o psicólogo e diretor nacional da Minds Idiomas, Augusto Jimenez, o excesso de celular dá uma falsa sensação de felicidade, prazer e estabilidade. “O tempo dessa atividade ultrapassa a fronteira do considerado saudável e a função de distração. Em alguns casos, é preciso terapia para se ressocializar e voltar a frequentar grupos aos quais fazia parte. No caso de crianças e adolescentes, é ainda dever dos pais ou responsáveis fomentar algum tipo de ação, recreação ou ocupação”, explica.

Como contornar a situação?

Esporte, aula de teatro, curso de inglês, enfim, tudo é bem-vindo. Além de sua funcionalidade como contramão desse consumo exorbitante, ainda ajuda o jovem a se preparar para o futuro, pois aprender coisas novas, como um idioma, cria oportunidades, independentemente de como irá usá-la, seja em uma experiência cultural ou profissional.

Uma alternativa estratégica é adotar a high tech para estudar, afinal, muitas instituições de ensino tiveram de recorrer aos recursos digitais para dar continuidade à instrução. Assim, passa-se o lazer para o ar livre e estimula a movimentação física.

Caso essas práticas não sejam estimuladas, a compulsão pela rede se finca ainda mais, dificultando a tentativa de diminuir o tempo on-line e de restabelecer o equilíbrio comportamental e intelectual. Sobretudo, as relações sociais também são deterioradas, além de sintomas como a alteração do sono e ganho ou perda de peso. Logo,são preocupações fundamentais.

Atenção: o uso excessivo do celular pode causar demissão

Esse vício tem causado, inclusive, problemas para companhias e para colaboradores, tal situação pode ser chamada por três nomes: cyberloafing (vadiagem cibernética), goldbricking (tijolo coberto de ouro) e cyberslacking (fuga do dever ou do serviço). “Os três servem para definir quem acessa excessivamente a Internet e as redes sociais durante a jornada laboral, interferindo diretamente na sua eficiência e produtividade”, alerta a advogada do GBA Advogados, Mirella Pedrol Franco.

Por isso, muitas organizações já traçam medidas para combater essa realidade, fazendo desde um acompanhamento com softwares especializados aos cyberloafers - a denominada cyberveillance - até a instalação de servidores proxy, restringindo a possibilidade de conexão e de smartphones no estabelecimento ou escritório.

A condição já foi considerada abusiva pela Justiça do Trabalho e agora é válida, justificando inclusive demissões de funcionários. “Já temos precedentes do Tribunal Superior do Trabalho e de regionais considerando lícita a proibição do uso de dispositivos móveis por empresas e validando o corte por justa causa de quem desrespeitou as regras. A fundamentação é simples: o agente está direcionando seu tempo para realizar tarefas diversas para as quais foi contratado e é devidamente remunerado”, complementa a especialista.

Assim, Mirella orienta às entidades a estabelecerem normas claras em relação a isso, sobretudo, alinhadas com as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Deve ser estipulado transparentemente, se for o caso, a não permissão de fazer fotos ou vídeo no ambiente sem uma autorização do líder ou dos times.

Existem consequências também para as empresas

Além disso, outro ponto de alerta diz respeito aos grupos. A advogada lembra como as corporações também podem ser condenadas pelo uso indevido. No último mês, por exemplo, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas) condenou uma marca a pagar 15 mil reais de indenização a uma empregada a qual recebeu mensagens de cunho sexista e palavras de baixo calão em um grupo de WhatsApp criado para trocar informações de ofício.

“No caso, mesmo o grupo não sendo criado pela firma, a Justiça condenou a instituição, pois o supervisor direto dela participava do grupo, sendo responsável por parte das mensagens consideradas vexatórias”, explica Mirella. Para ela, esse exemplo reforça a importância de investir em políticas internas, treinamento de gestores e compliance, sendo essencial a atuação preventiva sinérgica entre o jurídico e os dirigentes corporativos.

Então, com as companhias de olho nas redes, seja monitorando diretamente ou recebendo denúncias, é preciso ter cuidado com o conteúdo transmitido ali. Afinal, na web, social e privado acabam por se misturar. Isso sem contar, é claro, os casos nos quais essas “vitrines” valem como critério de definição de contratar ou não o indivíduo. Por isso, pense na imagem passada com suas postagens. Você reclama demais? Compartilha fake news? Fala palavras de baixo calão e profere discursos de ódio? Tudo isso não é bem visto.

Apesar do virtual ajudar bastante e ser positivo, pela democracia e proximidade às informações, simultaneamente pode tornar-se negativa pela rápida difusão de conteúdos e até pela propagação de fake news. Inclusive, tão falada recentemente, a “cultura do cancelamento” faz parte dos pontos de atenção nesse assunto. Ela pode gerar prejuízos enormes às carreiras, entidades ou até mesmo para anônimos.

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